Dicionário Aegis de Design

(Resultado para George Gilbert Scott e suas conexões)

  • George Gilbert Scott

    PersonagensAcessar
  • Neogótico

    MovimentosAcessar
  • Augustus W. N. Pugin

    PersonagensAcessar
  • Eugène Emmanuel Viollet-le-Duc

    PersonagensAcessar
  • John Ruskin

    PersonagensAcessar
  • Richard Upjohn

    PersonagensAcessar
  • William Burges

    PersonagensAcessar
  • Alfred Waterhouse

    PersonagensAcessar
  • Friedrich von Schmidt

    PersonagensAcessar
  • Heinrich von Ferstel

    PersonagensAcessar
  • James Renwick Jr.

    PersonagensAcessar
  • Joan Martorell i Montells

    PersonagensAcessar
  • Petrus J. H. Cuypers

    PersonagensAcessar

SCOTT, George
(George Gilbert Scott)

 Em suas Recollections [publicadas postumamente em 1879] — recordando sua carreira extremamente bem sucedida dedicada à causa gótica —, George Gilbert Scott (...) atribuiu ao ano de 1841 o seu ‘despertar’ para a verdade arquitetônica; despertar esse marcado pela influência simultânea de [Augustus] Pugin e dos Camdenianos [da Cambridge Camden Society]. Um despertar pode ser desconfortável: as resenhas pernósticas que o Ecclesiologist [nesletter da Cambridge Camden Society] publicava sobre novas igrejas e restaurações exaltavam e denunciavam, prescreviam e proscreviam com resultados impressionantes. Os juízos Camdenianos sobre a correção do gótico de um arquiteto influenciavam cada vez mais na escolha de quem conseguiria e de quem não conseguiria as comissões para novos projetos. Esse poder muitas vezes causava ressentimentos mas, para os arquitetos mais propensos a serem escolados, as recompensas eram mais do que financeiras. O domínio do design eclesiológico e do estilo [gótico] Decorado requeria uma experiência que combinava de forma muito particular o conhecimento técnico e as realizações acadêmicas. A resultante era uma nova espécie de autoridade. Arquitetos de igreja adquiriam classe, ou seja, melhoravam seu status cultural e ascendiam na hierarquia social”.
BROOKS, Chris. [1999] The Gothic Revival.
London, Phaidon..
 CRONOLOGIA: 
  • 1811 - Nasce em Gawcott, no condado de Buckinghamshire, Inglaterra, filho de um modesto pastor anglicano.

  • 1825 - Autodidata (mas já proficiente em desenho), vai estudar com seu tio - Samuel King -, com quem se inicia em Arquitetura e Matemática.

  • 1827 - Junta-se ao escritório londrino de Arquitetura de James Edmeston, onde começa a trabalhar com projetos de workhouses; casas destinadas à acomodação e emprego de pobres.

  • 1833 - Executa seu primeiro projeto: um vicariato para seu pai em Wappenham, Northamptonshire.

  • 1838 - Projeta – sem grande impacto -, a primeira (de centenas de outras tantas) igrejas.

  • 1839 - Começa a se interessar pela obra de A.W.N. Pugin, cuja influência seria decisiva em sua própria obra.

  • 1840 - Projeta, em Oxford, o Martyr’s Memorial; seu primeiro grande êxito dentro do estilo da arquitetura Neogótica.

  • 1841 - Inicia a construção da Igreja de Saint Giles, em Camberwell; projeto que o torna conhecido em toda Europa.

  • 1859 - Inicia o projeto da Capela do King’s College, em Londres.

  • 1864 - Inicia o projeto do Albert Memorial, no Hyde Park, Londres.

  • 1865 - Entra na competição para a construção do Midland Grand Hotel, nas imediações da estação ferroviária de St. Pancras. O projeto foi concluído em 1876.

  • 1865 - Começa a construção, em Dundee, Escócia, do edifício que alojará as McManus Galleries – inicialmente projetado como uma homenagem ao recentemente falecido Príncipe Consorte.

  • 1872 - Recebe o título de Cavaleiro do Império Britânico.

  • 1878 - Morre e é enterrado na Abadia de Westminster; uma grande honra.

Neogótico
(Neogótico)

ORIGEM: Reino Unido
 Ao final do settecento — com a ampla difusão de uma exaltação romântica ao Medievo e à sua arte como expressão do gênio nacional —, iniciou-se uma revalorização e recuperação do estilo gótico denegrido pela historiografia renascentista e Iluminista. Em particular, a arquitetura gótica torna-se, para muitos arquitetos, críticos e historiadores da arte, a principal referência de uma ordem moral em estreita conexão com o cristianismo. A renúncia da ideia clássica de beleza como harmonia e equilíbrio engendra os fundamentos de uma estética do sentimento; da forma irregular, primitiva; de reminiscências de ruinas arquitetônicas e de efeitos insólitos e surpreendentes. (...) Para os artistas oitocentistas, o Medievo era sinônimo de sinceridade artística, de integridade espiritual e de honra cavalheiresca; em oposição aos excessos racionais do Iluminismo, da industrialização progressiva e da consequente temática social do realismo.”
TARABRA, Daniela. [2008]
Saper vedere gli stili delle arti: del românico al liberty.
Milano, Mondatori Arti, p.330..

PUGIN, Augustus W. N.
(Augustus W. N. Pugin)

 Pugin foi o Gibbon da Arquitetura. Nos seus Contrasts escreveu a história de seu declínio e de sua queda – não da maneira zombeteira do grande discípulo de Voltaire -, mas com a solenidade e com a veemente eloquência de Savonarola. Como o dominicano italiano, o arquiteto inglês foi mais um reformista e delator dos abusos do paganismo. Embora fosse tão ortodoxo quanto Savonarola, teve mais sorte por ter nascido em tempos mais felizes. Tempos nos quais a denúncia de abusos não implicava em uma candidatura ao martírio”.

FERREY, Benjamin. [1861]
A.N. Welby Pugin and his Father.
London, Edward Stanford .
 CRONOLOGIA: 
  • 1812 - Nasce em Londres, na Inglaterra, filho do desenhista de projetos arquitetônicos francês Augustus Charles Pugin.

  • 1821 - Começa, desde cedo, a ser treinado pelo pai para fazer desenhos de edifícios góticos para ilustrar seus trabalhos.

  • 1827 - Vai trabalhar com a firma de ourivesaria Rundell & Bridge, que foi contratada para desenhar os móveis do recém-restaurado Castelo de Windsor.

  • 1830 - Abre um negócio de produção de entalhes góticos e de treinamento de pedreiros no estilo medieval. O negócio não obtém êxito, falindo logo em seguida.

  • 1835 - Pugin converte-se ao Catolicismo. Começa a trabalhar com o arquiteto Charles Barry no projeto vencedor para a reconstrução do Parlamento Inglês (destruído pelo fogo no ano anterior).

  • 1837 - Começa a trabalhar nas Torres de Alton. Nomeado Arquiteto e Professor de Antiguidades Eclesiásticas no Oscott College.

  • 1839 - Termina a construção de sua primeira igreja: a Igreja de St. Mary, em Uttoxeter, no interior da Inglaterra.

  • 1840 - Começa a trabalhar na Igreja Católica de St. Giles Cheadlem, em Staffordshire. Também inicia o projeto do Hospital de São João Batista, em Alton.

  • 1841 - Começa o trabalho na Catedral de St. George, em Southwark.

  • 1844 - Começa a construção de sua residência, em Ramsgate, Kent, chamada The Grange, ou St. Augustine’s Grange.

  • 1846 - Começa a construção da Igreja de St. Wilfrid, em Staffordshire.

  • 1847 - Após uma viagem à Itália, onde encontra o Papa, começa a trabalhar no projeto do Castelo de Alton.

  • 1850 - Termina a construção da St. Augustine’s Grange.

  • 1851 - Nomeado Commissioner of Fine Arts for the Great Exhibition.

  • 1852 - Morre, sendo enterrado na Igreja de sua propriedade, em St. Augustine’s Grange.

VIOLLET-LE-DUC, Eugène
(Eugène Emmanuel Viollet-le-Duc)

 Achille Carlier, arquiteto laureado com o grande prêmio de Roma e que se dedicou (...) à denúncia do vandalismo restaurador, atribui [a Viollet-le-Duc] o epíteto de criminoso: “Viollet fez desaparecer a alma do passado: (...) o mais hediondo dos crimes históricos. (...) Viollet-le-Duc é um dos maiores criminosos da história: personagem nocivo tanto pela importância das obras que pessoalmente arruinou em caráter definitivo como também pela influência que exerceu sobre sua época, e que permitiu que um enxame de discípulos, seguindo seus passos, arruinassem outras obras não menos importantes”.

FOUCART, Bruno. “Viollet-le-Duc et la restauration.” in: NORA, Pierre. [1997]
Les Lieux de Mémoire.
Paris, Gallimard.
 CRONOLOGIA: 
  • 1814 - Nasce em Paris, França.

  • 1834 - Recusa-se a entrar na École des Beaux-Arts por discordar do sistema de ensino. Opta por uma formação prática estagiando com os arquitetos Jacques-Marie Huvé e Achille-François-René Leclère.

  • 1836 - Viaja pela Itália e pela França para estudar a Arte Grega e Romana e os principais monumentos destes países.

  • 1840 - Nomeado Inspetor das Obras de Restauração da Sainte-Chapelle, sob a supervisão do arquiteto Félix Duban. Também é encarregado da restauração da Igreja de Vézelay.

  • 1846 - Nomeado Diretor do Bureau des Monuments Historiques.

  • 1848 - Torna-se membro da Comission des Arts et Édifices Religieux.

  • 1849 - Torna-se membro da Comission Supérieure de Perfectionnement des Manufactures Nationales de Sèvres, Gobelins et Beauvais.

  • 1853 - Nomeado Inspecteur Général des Édifices Diocésains.

  • 1854 - Começa a publicar o Dictionnaire Raisonné de l'Architecture Française du XIe au XVe siècle, concluindo a obra quatro anos depois.

  • 1857 - Torna-se arquiteto dos Edifícios Diocesanos. Começa, com o arquiteto Jean-Baptiste Lassus a restauração da Catedral de Notre Dame de Paris.

  • 1858 - Publica o primeiro volume dos Entretiens sur l'Architecture, obra em que sumaria suas idéias sobre o método de ensino da Arquitetura.

  • 1863 - Torna-se professor de História da Arte e da Estética da recém-reorganizada École des Beaux-Arts, demitindo-se no ano seguinte por rejeição dos alunos.

  • 1870 - Durante a Guerra Franco-Prussiana é convocado a utilizar seus conhecimentos de fortificações na defesa da França.

  • 1874 - Declara-se livre pensador provocando uma reação do clero, fato que lhe obriga a demitir-se dos cargos que têm relação com a Igreja.

  • 1879 - Morre em Lausanne, Suiça, aos 65 anos de idade.

RUSKIN, John
(John Ruskin)

 (…) Quem se importa se os pontos de vista do Sr. Ruskin sobre a obra de Turner são corretos ou não? Qual a relevância disso? Sua prosa é tão poderosa e majestosa; (...); é tão rica em sua elaborada sinfonia musical; é tão segura e precisa em suas manifestações; é tão sutil na escolha de palavras e de epítetos, que se torna uma obra de arte pelo menos tão grande quanto qualquer dos pores-de-sol que descolorem ou que apodrecem em telas corrompidas nas galerias da Inglaterra (...)”.
WILDE, Oscar. Apud ADAMS, Steven. [1987]
The Arts & Crafts Movement.
London, Grange Books.
 CRONOLOGIA: 
  • 1819 - Nasce em Londres, na Inglaterra.

  • 1836 - Passa a morar em Oxford, onde frequenta o Christ’s Church College de 1838 a 1842.

  • 1848 - Inicia seus estudos de Arquitetura Gótica.

  • 1849 - Publica The Seven Lamps of Architecture. Trabalha em Veneza de novembro a março de 1850, onde estuda a arquitetura e a história da cidade.

  • 1851 - Publica o primeiro volume de The Stones of Venice. Continua trabalhando no resto do livro, em Veneza, de setembro até junho de 1852.

  • 1853 - Publicados os segundo e terceiro volumes do The Stones of Venice.

  • 1857 - Publica os The Elements of Drawing e o The Political Economy of Art.

  • 1867 - Publica Time and Tide, cartas sobre questões sociais e políticas tendo como alvo os trabalhadores britânicos.

  • 1869 - Nomeado o primeiro Slade Professor of Fine Arts, em Oxford.

  • 1877 - É processado por calúnia pelo artista James Whistler, um dos fatos que resultará em sua decisão de renunciar à sua Cátedra, dois anos depois.

  • 1878 - Funda a Guild of St. George. Sofre um ataque de loucura.

  • 1879 - Renuncia à Cátedra em Oxford.

  • 1883 - Reassume sua Cátedra em Oxford.

  • 1886 - Sofre novo ataque de doença mental.

  • 1900 - Morre em Brantwood, Cumbria, Inglaterra, aos 81 anos.

UPJOHN, Richard
(Richard Upjohn)

 Uma vez enraizada nos Estados Unidos, a [Sociedade] Camdeniana fez o possível para garantir que a eclesiologia Americana nascente crescesse corretamente. (...) Embora os norte-americanos tivessem logo se cansado de serem tutelados pelos ingleses, os progressos da eclesiologia foram consideráveis. (...) O trabalho de Richard Upjohn revela outro aspecto do impacto da eclesiologia: sua capacidade de gerar aquilo que, com efeito, se tornará um novo gótico. Nas igrejas de Burlington (1846-8) e Elizabeth (1854), ambas em New Jersey, Upjohn começou a reduzir o gótico à sua geometria básica e às formas e estruturas subjacentes. Essa simplificação permitiu ao gótico construções mais baratas e com meios mais simples, conseguindo, assim, adequar-se às necessidades dos pequenos (e frequentemente remotos) aglomerados urbanos decorrentes da expansão para o Oeste. Somadas à intuição de Upjohn no uso de materiais, essas práticas produziram (...) igrejas de madeira com personalidades verdadeiramente características (...) [tal como seu melhor trabalho, a] Igreja de St. John Chrysostom (1851-3), em Delafield, Wisconsin: sua economia radical e a elegância de seus planos e linhas chegando perto da abstração. As igrejas de Upjohn vão além da eclesiologia. Elas ilustram os Princípios Verdadeiros do Gótico valorizados pela arquitetura americana: a explicitação, a utilidade, a verdade dos materiais, e um sentido de harmonia com a paisagem. Esses temas se mostrariam recorrentes”.
BROOKS, Chris. [1999] The Gothic Revival.
London, Phaidon..
 CRONOLOGIA: 
  • 1802 - Nasce em Shaftesbury, Inglaterra, filho de uma família de classe média baixa. Seu pai era agrimensor e corretor de imóveis.

  • 1815 - Por volta desta data, inicia seu aprendizado em marcenaria. Será aprendiz por cinco anos.

  • 1828 - Nasce seu filho Richard Michel Upjohn – também destinado a ser um arquiteto importante.

  • 1829 - Endividado e com o insucesso de seu negócio, muda-se com a família para os Estados Unidos, estabelecendo-se, inicialmente, em New Bedford, Massachusetts. Estabelece-se como carpinteiro.

  • 1836 - Obtém a nacionalidade norte-americana. Trabalha em diversos projetos de igrejas.

  • 1839 - Inicia o projeto da Trinity Church, em Nova Iorque, cujo término se dará em 1846. Com o êxito desta obra, projeta-se como arquiteto.

  • 1840 - Construção da Church of the Ascension, em Manhattan, Nova Iorque.

  • 1845 - Começa a construção da Grace Church em Providence, Rhode Island.

  • 1852 - Publica o Upjohn's rural architecture: Designs, working drawings and specifications for a wooden church, and other rural structures”; livro que exercerá um profundo impacto na arquitetura eclesiástica Americana.

  • 1853 - Projeto e construção — executados por pai e filho —, da Igreja de São João Crisóstomo em Delafiel, Wisconsin. A igreja é considerada uma obra prima de um estilo às vezes chamado de Carpenter Gothic; ou seja, “Gótico Carpinteiro”, que veio a se tornar bastante popular nos Estados Unidos.

  • 1857 - Funda, junto a treze outros arquitetos, o American Institute of Architects, assumindo a presidência (que mantém por quase vinte anos).

  • 1878 - Morre em Nova Iorque, deixando como legado, entre outras obras, diversas igrejas construídas nos estilo Neogótico e Italiano.

BURGES, William
(William Burges)

 [Ele foi] o mais deslumbrante expoente daquele Sonho que foi o Estilo Vitoriano Tardio. Um Sonho que [Augustus] Pugin concebeu, que [Dante Gabriel] Rossetti e [Edward] Burne-Jones pintaram, cujas glórias cantou [Alfred] Tennyson; e cuja filosofia foi formulada por [John] Ruskin e [William] Morris. Mas apenas Burges foi capaz de construí-lo”.
CROOK, Joseph Mordaunt. [2013]
William Burges: And the High Victorian Dream.
Frances Lincoln; Revised Edition..
 CRONOLOGIA: 
  • 1827 - Nasce em Londres, Inglaterra.

  • 1839 - Ingressa na King’s College School, em Londres, onde foi contemporâneo de Dante Gabriel Rossetti, pintor e poeta inglês.

  • 1843 - Começa a estudar Engenharia na King's College London.

  • 1844 - Larga os estudos para juntar-se ao escritório de Edward Blore, arquiteto de grande reputação.

  • 1849 - Vai para o escritório de Matthew Digby Wyatt, onde trabalha desenhando artigos medievais metálicos para o livro Metalwork de Wyatt, assim como na Medieval Court para a Grande Exposição de 1851.

  • 1851 - Começa a trabalhar com Henry Clutton em seu Remarks with Illustrations on the Domestic Architecture of France.

  • 1855 - Faz projetos premiados para a Lille Cathedral, e Crimea Memorial Church, porém nenhum dos dois é realizado.

  • 1859 - Começa a trabalhar com Ambrose Poynter projetando o Maison Dieu, em Dover, Inglaterra (finalizado em 1861).

  • 1862 - Começa a projetar a St Fin Barre's Cathedral, em Cark, Irlanda, seu primeiro projeto eclesiástico importante.

  • 1865 - Conhece Marques de Bute, que se tornaria posteriormente o seu maior patrono arquitetônico.

  • 1868 - Faz parte da equipe da reconstrução do Cardiff CastleClock Tower de aproximadamente 46 metros de altura.

  • 1872 - Apresenta um esquema com a completa reconstrução do Castell Coch, que devido à atraso, só se inicia em 1875.

  • 1874 - É contratado para projetar parte do Trinity College em Hartford, Connecticut, nos EUA.

  • 1875 - Inicia a construção de sua própria casa, The Tower House, em Londres.

  • 1881 - Morre, aos 53 anos, em Londres, Inglaterra.

WATERHOUSE, Alfred
(Alfred Waterhouse)

 Em 1887, a revista Building News promoveu uma enquete para identificar o principal arquiteto britânico e Alfred Waterhouse recebeu 90 por cento dos votos. Posteriormente, um historiador sugeriu que Waterhouse ‘contribuiu mais do que quase qualquer outro indivíduo para estabelecer o padrão arquitetônico das cidades do final do século dezenove’. À época de sua morte em 1905, no entanto, sua abordagem da arquitetura tinha temporariamente saído de moda. Isso fica claro em seu obituário no periódico The Times . Lá, registra-se que ‘seria cabotinismo ignorar o fato de que entre a geração mais jovem de arquitetos, o trabalho do Sr. Waterhouse não é visto com bons olhos ou com simpatia’. Ressalva, contudo, o escritor que Waterhouse tinha sido ‘Um dos homens mais geniais e encantadores (...) de forma que até mesmo aqueles que não gostavam de sua arquitetura o adoravam’. Com a volta do prestígio da arquitetura vitoriana é possível, agora, apreciar tanto o arquiteto quanto sua obra”.
HALLIDAY, Stephen.[2012]
Making the Metropolis: Creators of Victoria’s London.
JMD Media..
 CRONOLOGIA: 
  • 1830 - Nasce em Aigburth, Liverpool, Inglaterra, filho de uma abastada família quacre. Seu pai era comerciante de algodão.

  • 1845 - Inicia seus estudos de arquitetura no prestigiado escritório de Richard Lane, em Manchester.

  • 1853 - Após várias viagens de estudo pela Europa, abre seu próprio escritório de arquitetura em Manchester.

  • 1859 - Projeta a Manchester Assize Courts em estilo Gótico Veneziano. O término da obra será em 1864.

  • 1865 - Abre, em Londres, seu próprio negócio – destinado a ser um dos mais destacados escritórios de arquitetura da Grã Bretanha pelos próximos 20 anos.

  • 1868 - Inicia a construção da sede da prefeitura de Manchester no estilo Neogótico. A obra levará dez anos para ser concluída.

  • 1873 - Começa – após revisar substancialmente o projeto de um concurso realizado em 1864 -, a construção do Museu de História Natural, em Londres. A obra será concluída em 1880.

  • 1884 - Conclui a Capela de Eaton, nas cercanias da vila de Eccleston, Cheshire, Inglaterra.

  • 1888 - Conclui a obra da sede da prefeitura de Rochdale, em Manchester, no estilo do Renascimento Gotico.

  • 1889 - Inicia o projeto do Lloyds Bank, em Cambridge. Concluído em 1891, a obra é realizada em estilo do Renascimento Holandês.

  • 1905 - Morre em Yattendon Court, perto de Reading, Inglaterra.

VON SCHMIDT, Friedrich
(Friedrich von Schmidt)

 O progresso do Gótico Vienense atingiu seu clímax com a execução do projeto da nova Rathaus [Prefeitura] (1869-1873) de [Firedrich] Schmidt. Seu ecletismo – com um centro norte-italiano, extremidades um pouco francesas e um interior alemão —, parece sugerir a inspiração no estilo Vitoriano Tardio. No entanto, uma análise mais aprofundada sugere um pastiche sofisticado que evita graciosamente quaisquer efeitos mais vigorosos. Apesar de a Rathaus ter sido de um êxito evidente, o Renascimento Austríaco permaneceu um conglomerado de edifícios individuais, logrando atingir poucas raízes mais profundas da cultura nacional. Na verdade, nunca teve a importância política que Reichensperger [político Alemão amante das arte e arquitetura Gótica] esperava que tivesse no âmbito de uma reunificação Alemã: a Áustria foi excluída desse movimento, derrotada e humilhada pela Prússia, na Guerra das Sete Semanas, de 1866”.
BROOKS, Chris. [1999] The Gothic Revival.
London, Phaidon..
 CRONOLOGIA: 
  • 1825 - Friedrich Schmidt nasce na vila de Frickenhofen, município de Gschwend, estado de Baden-Württemberg, na Alemanha.

  • 1840 - Inicia seus estudos na Escola Politécnica de Stuttgart, graduando-se em 1843.

  • 1845 - Junta-se à guilda de trabalhadores envolvidos na construção da Catedral de Colônia. Nesse ambiente, progride profissionalmente tornando-se Mestre.

  • 1856 - Forma-se Arquiteto, tendo sido aprovado nos exames do Estado.

  • 1858 - Após converter-se ao Catolicismo, viaja para Milão onde se torna professor de Arquitetura Medieval e trabalha na restauração da Catedral de Sant’Ambrogio, entre outros projetos.

  • 1859 - É nomeado professor de Arquitetura na Akademie der bildenden Künste, de Viena e consolida sua posição como um dos mais importantes arquitetos especializados em construção e reforma de igrejas da Europa.

  • 1859 - Projeta e inicia a construção da Igreja de São Lázaro, em Viena. Término da obra: 1863

  • 1860 - Colabora na idealização e participa da construção de diversos prédios da Ringstrasse ao longo das próximas duas décadas.

  • 1862 - Assume a coordenação do Comitê de Construção da Catedral de Santo Estêvão, em Viena, e também do Comitê Central para o Estudo e Preservação de Monumentos.

  • 1866 - A partir deste ano exerce, por diversos mandatos, a direção da Associação Austríaca de Arquitetos e Engenheiros.

  • 1872 - Concebe e constrói a Rathaus, em Viena, onde funcionarão a Prefeitura e o Conselho Municipal da cidade. A obra sera terminada em 1883.

  • 1886 - Recebe, do Imperador Franz Joseph I, o título de barão (Freiherr) do Império Austro-Húngaro tornando-se Friedrich Freiherr von Schmidt.

  • 1891 - Morre, aos 65 anos, em Viena, na Áustria.

VON FERSTEL, Heinrich
(Heinrich von Ferstel)

 “Heinrich Ferstel (...) um ‘vigário de Bray’ [personagem dos Cantebury Tales de Geoffrey Chaucer que muda seus princípios de acordo com as necessidades de manter-se em seu cargo] mesmo entre os arquitetos politicamente flexíveis de então, dominava todas as variedades históricas da chamada ‘arquitetura de estilo’ capaz es de responder às alterações de gosto que acompanhavam as alterações de poder político. Filho de um banqueiro, Ferstel tivera seu ímpeto juvenil como revolucionário da Legião Acadêmica de 1848, mas logo emendou esse começo malogrado trabalhando como arquiteto para a aristocracia boêmia dos anos conservadores de 1850. Contando com o patronato de um desses aristocratas, conde Thun, Ferstel alcançou fama como arquiteto da Votivkirche [igreja construída em agradecimento ao malogro de uma tentativa de assassinato do Imperador Franz Joseph]”.
SCHORSKE, Carl E. [1961]: Fin-de-Siècle Vienna: Politics and Culture.
São Paulo, Cia. das Letras, 1989..
 CRONOLOGIA: 
  • 1828 - Nasce em Viena, filho de um funcionário (e posteriormente diretor) de banco.

  • 1845 - Matricula-se na Architekturschule der Akademie der bildenden Künste [Academia de Arquitetura e Escola de Belas Artes]

  • 1849 - Ingressa no estúdio de seu tio — Friedrich August Stache, importante arquiteto historicista —, onde iniciará sua carreira.

  • 1854 - Concorre com setenta e quatro outros arquitetos para projetar a Votivkirche, a ser construída em Viena.

  • 1856 - Início da construção da Votivkirche — que terminará em 1879.

  • 1866 - Nomeado Professor Titular de Engenharia Estrutural no Polytechnischen Institut de Viena.

  • 1869 - Inicia a construção do Museum für angewandte Kunst — o Museu de Artes Aplicadas. A obra receberá outras ampliações.

  • 1877 - Recebe a encomenda de projetar, na Ringstrasse, o prédio novo da Universidade de Viena (a terceira mais antiga da Europa). A obra será concluída um ano após sua morte.

  • 1879 - Recebe o título de Freiherr (Barão) do Imperador da Áustria.

  • 1883 - Morre em Grinzing, nos subúrbios de Viena. Deixa como legado não apenas uma série de edifícios públicos importantes na Ringstrasse como também casas e igrejas em diversos locais da Áustria e da Europa.

RENWICK, James
(James Renwick Jr.)

 A New York’s Grace Church (...) de James Renwick, Jr (...) é uma mistura de uma composição puginiana com um detalhamento europeu.
BROOKS, Chris. [1999] The Gothic Revival.
London, Phaidon..
 CRONOLOGIA: 
  • 1818 - Nasce em Manhattan, Nova Iorque, Estados Unidos, filho de uma família abastada. Seu pai era arquiteto, engenheiro e professor de Filosofia Natural no Columbia College.

  • 1831 - Entra no Columbia College, futura Universidade de Columbia.

  • 1836 - Forma-se em Engenharia. Sua fluência em estilos arquitetônicos é de natureza auto-didata.

  • 1843 - Vence uma competição para a construção de uma nova igreja em Nova Iorque — a Grace Church, em Manhattan —, apresentando um projeto no estilo Gótico.

  • 1847 - Inicia a construção do prédio principal do Smithsonian, em Washington D.C., inspirando-se na arquitetura românica.

  • 1858 - Inicia a construção da Catedral de St. Patrick, em Manhattan, mesclando influências dos estilos Gótico Alemão, Francês e Inglês.

  • 1872 - Projeta e constrói a Igreja de São Bartolomeu, em Nova Iorque, no estilo Gótico-Românico.

  • 1882 - Igualmente inspirando-se nos cânones Gótico e Românico constrói a Igreja (Católica) de Todos os Santos, em Nova Iorque.

  • 1895 - Morre em Nova Iorque. A Encyclopaedia of American Architecture se refere a ele como um dos mais bem sucedidos arquitetos americanos de seu tempo. Deixa um legado arquitetônico de prédios bem planejados construídos em diversos estilos.

MARTORELL, Joan.
(Joan Martorell i Montells)

ATUAÇÃO: Arquiteta(o)
 Não é possível averiguar a veracidade de certas histórias mas, como diz o ditado, se não é verdade está muito bem inventado. Uma dessas histórias é a lenda sobre a maneira como Gaudí recebeu o encargo de construir a Sagrada Família. É certo que essa lenda pode ter sido uma invenção de algum propagandista religioso muito entusiasta para reforçar a aura milagrosa do empreendimento. Uma lenda, sem dúvida, de grande eficácia. Após a demissão de Villar e diante da indecisão de Martorell [de aceitar o projeto] os promotores da [igreja] da Sagrada Família estavam sem arquiteto. A providência os acudiu na forma de um sonho. O sonhador, como não poderia ser de outro modo, foi Josep Maria Bocabella. Diz a lenda que, enquanto dormia, apareceu-lhe em sonho o rosto de um jovem arquiteto enviado por Deus para construir uma igreja excepcional. O principal sinal para revelar sua identidade era o olhar penetrante e profundo. Infelizmente a lenda não deixa claro se Bocabella sonhou em cores ou em preto e branco e, assim, fica impossível precisar se sabia de antemão que os olhos penetrantes do arquiteto recomendado por essa mesma divindade seriam azuis ou não. Alguns dias depois deste suposto sonho premonitório, ocorreu a Josep Maria Bocabella visitar o arquiteto [Joan] Martorell em seu estúdio e ali, sentado junto à prancheta, viu o rosto e o olhar que havia sonhado. Esse encontro em si mesmo não foi um sonho. Ocorreu no mês de outubro de 1883.

Evidentemente, essa história é demasiadamente fantástica para que — a um século e tanto de distância —, possamos dar a ela algum crédito. O mais lógico seria imaginar que foi o próprio Martorell que recomendou Gaudí, e que os promotores da Sagrada Família tinham várias e boas razões para aceitar essa sugestão”.
NAVARRO ARISA, J.J. [2002]: Gaudí: El arquitecto de Dios”.
Barcelona, Editorial Planeta..
 CRONOLOGIA: 
  • 1833 - Nasce em Barcelona, Espanha.

  • 1874 - Projeta e executa, em Barcelona, a Església i Convent de les Adoratrius; um dos primeiros edifícios neogóticos da Catalunha.

  • 1876 - Recebe seu título de Arquiteto. Provavelmente da Escuela Províncial de Arquitectura de Barcelona.

  • 1877 - Inicia a construção da Igreja e do Convento das Irmãs Salesianas — a ser considerada uma de suas obras mais importantes. O término das obras se dará em 1885.

  • 1878 - Apresenta seu aluno e assistente Antoní Gaudi a Eusebí Güell que mais tarde se tornaria grande amigo e patrono deste último.

  • 1881 - Inicia a construção do Palácio de Sobrellano, na Cantábria — por encomenda do Marquês de Comillas. As obras terminarão em 1888 e será o primeiro edifício da Espanha a conter luz elétrica.

  • 1883 - Preside o Comitê que designará Antoní Gaudi como continuador da obra da Igreja da Sagrada Família, por ocasião da aposentadoria de Francisco de Paula del Villar y Lozano.

  • 1893 - Ajuda a fundar o Cercle Artistic de Saint Lluc — uma entidade de fomento de atividades artísticas e culturais.

  • 1897 - Executa a restauração do Monestir de Pedralbes. O Mosteiro — pertencente à ordem das Clarissas —, existe desde o século XIV.

  • 1900 - Passa a dirigir a construção da casa do Marquês de Robert — o Palau Robert —, projetado pelo arquiteto francês Henri Grandpierre.

  • 1901 - Tem o prédio — de estilo neoclássico — que construiu para a Societat de Crèdit Mercantil eleito pelo Governo de Barcelona como a melhor construção do ano.

  • 1906 - Morre em Barcelona, Espanha. Trabalhou tendo referências nos estilos Histórico, Neogótico e, finalmente, no Modernismo Catalão.

CUYPERS, Pierre
(Petrus J. H. Cuypers)

ATUAÇÃO: Arquiteta(o)
 A Grã-Bretanha, a França e a Alemanha influenciaram o revivalismo na Holanda e na Bélgica. Petrus Cuypers introduziu o revivalismo Gótico na Holanda praticamente sozinho. Tendo estudado na Bélgica, Cuypers trabalhou em Amsterdã a partir da década de 1850. Suas primeiras igrejas no sul do país devem muito a Viollet cujos ideais de expressão e lógica estrutural — mas não seu repúdio ao historicismo —, continuaram influenciando Cuypers por toda sua carreira. Essas características já são evidentes na primeira igreja importante que projetou — a Posthoornkerk (1860 – 3) — em Amsterdam. Observe-se, no entanto, que embora os tijolos policrômicos e a dura linearidade sejam características do estilo Alto Vitoriano, a fachada oriental — com seu par de torres espiraladas emergindo das empenas —, remete a uma inspiração medieval proveniente dos Países Baixos e do norte da Alemanha. [...] A engenhosidade com que Cuyper planejava e fazia adaptações medievais nos seus projetos foram aspectos da ‘evolução’ do Gótico que ele perseguiu conscientemente na busca de uma arquitetura novecentista que fosse, ao mesmo tempo, historicista e moderna. A solução que encontrou pode ser contemplada no Rijksmuseum (1877 – 85) de Amsterdã e na Estação Central (1882 – 9). São edifícios francos no uso de materiais produzidos industrialmente, incluindo o ferro, e Alto Vitorianos em sua policromia e ecletismo, embora Góticos apenas parcialmente já que muitos de seus componentes derivam de um estilo eclético em si mesmo – aquele dos Países Baixos do século XVII – ecos da grande era da supremacia Holandesa. [...] A busca de Cuyper por essa ‘evolução’ teve o efeito de fazê-lo transcender o revivalismo Gótico, contribuindo para que sua longa atuação se transformasse em uma incubadora do proto-Modernismo que emergiu com seu assistente, Hendrikus Petrus Berlage (1856 – 1934), cujo trabalho impulsionou estilos históricos – incluindo o Gótico – que Cuyper tão cuidadosamente sintetizara”.
BROOKS, Chris. [1999] The Gothic Revival.
London, Phaidon..
 CRONOLOGIA: 
  • 1827 - Nasce em Roermond, na Holanda, filho de um pintor de igrejas. Seu nome de batismo é Petrus Hubertus Hubertus Cuypers.

  • 1844 - Começa seus estudos na Academia Real de Artes na Antuérpia, estudando com alguns dos mais destacados representantes da arquitetura gótica da Bélgica.

  • 1849 - Conquista o Prix d’Excellence da Academia.

  • 1863 - Inicia a restauração da Munsterkerk — projetada originalmente em estilo romanesco tardio —, em sua cidade natal, Roermond.

  • 1875 - Torna-se responsável pela restauração da Catedral de Mainz executando o projeto nos cânones da arquitetura romanesca.

  • 1876 - Contratado para a construção do Rijksmuseum.

  • 1881 - Inicia o projeto da Estação Ferroviária de Amsterdam. A obra será concluída em 1889.

  • 1885 - Projeta no estilo Neogótico, em Gronigen, a Sint-Jozefkathedraal.

  • 1892 - Começa a restauração do Castelo de Haar, em Utrecht — um projeto que levaria vinte anos para ser concluído.

  • 1895 - Projeta — no estilo Gótico mas com tijolos —, a Sint-Martinuskerk, em Gronigen.

  • 1897 - É agraciado com a Royal Gold Medal pelo Royal Institute of British Arquitects por sua contribuição relevante à arquitetura internacional.

  • 1902 - Constrói, em Utrecht, a Sint-Antoniuskerk.

  • 1921 - Morre em Roermond. Deixa como legado diversos prédios importantes, entre os quais mais de uma centena de igrejas.

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