Dicionário Aegis de Design

(Resultado para origem Reino Unido)

Arts & Crafts
(Arts & Crafts)

ORIGEM: Reino Unido
 O Movimento de Artes e Ofícios [Arts & Crafts] teve suas raízes nos anos finais da Grã- Bretanha do século XIX. Seus principais teóricos — homens como William Morris, C.R. Ashbee e W.R. Lethaby —, tiveram formação de arquitetos e trabalharam pela unidade das artes, acreditando que todos os empreendimentos criativos tinham o mesmo valor. Não apenas desejavam reformar o design como também restabelecer a qualidade do próprio processo de trabalho. Com a divisão do trabalho, a Revolução Industrial desvalorizou o ofício de artífice (craftsman) transformando-o em uma mera peça na engrenagem de uma máquina. O objetivo do Movimento de Artes e Ofícios era, nesse sentido, o de reestabelecer a harmonia entre arquiteto, designer e artífice. Desejavam também restaurar a perícia na produção de artefatos de uso quotidiano de forma que fossem não apenas bem projetados como também tivessem preços acessíveis."
CUMMING, Elizabeth. (1991): The Arts and Crafts Movement. London, Thames & Hudson, 2002, p.6.

Movimento Estético
(Movimento Estético)

Vorticismo
(Vorticismo)

ORIGEM: Reino Unido
 Através de composições instáveis e geometrizadas, demonstrou o medo e a fascinação pelas máquinas bem como o momento de dinamismo na Inglaterra. Inspirado pela idéia de arte dinâmica, capturando a modernidade da era, fez uso de cores vivas e contrastantes e apresentou tipografias revolucionárias. Durou de 1912 até 1915.

Pop Art
(Pop Art)

 Em oposição ao formalismo do Modernismo e a inacessibilidade da arte abstrata, surge no Reino Unido e posteriormente nos Estados Unidos, o Pop Art. Teve como tema produtos do mundo da propaganda e ícones da cultura popular. Apresenta obras coloridas, repetitivas e irreverentes. Durou de 1958 até 1972.

High Tech
(High Tech)

 Também conhecido como Estilo Industrial. Contextualizado no pós-modernismo, o High Tech foi um estilo inicialmente arquitetônico e, posteriormente, ganhou espaço no mundo do design. Incorporava elementos industriais de alta tecnologia e sua idéia principal era não esconder a construção, mas torná-la elemento significativo do design. O movimento seguia a antiga premissa funcionalista. Durou de 1972 até 1985.

Neogótico
(Neogótico)

ORIGEM: Reino Unido
 Ao final do settecento — com a ampla difusão de uma exaltação romântica ao Medievo e à sua arte como expressão do gênio nacional —, iniciou-se uma revalorização e recuperação do estilo gótico denegrido pela historiografia renascentista e Iluminista. Em particular, a arquitetura gótica torna-se, para muitos arquitetos, críticos e historiadores da arte, a principal referência de uma ordem moral em estreita conexão com o cristianismo. A renúncia da ideia clássica de beleza como harmonia e equilíbrio engendra os fundamentos de uma estética do sentimento; da forma irregular, primitiva; de reminiscências de ruinas arquitetônicas e de efeitos insólitos e surpreendentes. (...) Para os artistas oitocentistas, o Medievo era sinônimo de sinceridade artística, de integridade espiritual e de honra cavalheiresca; em oposição aos excessos racionais do Iluminismo, da industrialização progressiva e da consequente temática social do realismo.”
TARABRA, Daniela. [2008]
Saper vedere gli stili delle arti: del românico al liberty.
Milano, Mondatori Arti, p.330..

Pós Industrialismo
(Pós Industrialismo)

ORIGEM: Reino Unido
 Pós Industrialismo é uma faceta pós-moderna do design, que representou a quebra do Fordismo e da produção em massa. Sem a restrição do processo industrial de produção e com uma economia baseada no serviço, os designers passaram a criar produtos em edições limitadas. Reutilizava materiais, outrora descartados, para a criação de algo novo. O Pós Industrialismo era muitas vezes experimental e irônico, marcando a chegada das “obras de arte utilizáveis”. Durou de 1978 a 1984.
  ÍCONE DO MOVIMENTO:
  PERSONAGENS RELACIONADOS:
  1. Marc Andrew Newson

Japonismo
(Japonismo)

ORIGENS: França, Reino Unido
 A palavra ‘Japonismo’ foi cunhada em 1872 pelo autor e colecionador francês, Philippe Burty, para “designar um novo campo de estudos relacionado à arte, à história e à etnografia inspirado pela arte japonesa”. Para os olhos saturados pelo Neoclassicismo e pelo renascimento Gótico, então em plena voga, a arte japonesa era muito mais do que uma mera novidade visual refrescante. Todavia, é enganoso usar a palavra ‘Japonismo’ como se tratasse apenas de um fenômeno francês".
LAMBOURNE, Lionel. [2005]
Japonisme. Cultural crossings between Japan and the West.
London, Phaidon Press, 2011.

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