DAUM, Irmãos

“Comparadas aos trabalhos do Mestre [Gallé], as peças desenhadas e produzidas pelos outros artífices de Nancy podem parecer insípidas. Adotaram as técnicas e a decoração de Gallé e, ocasionalmente, até obtiveram resultados que podem ser considerados razoavelmente comparáveis. E aqui, sem dúvida, é possível falar de uma Escola no verdadeiro sentido da palavra. A esse respeito, precisamos apenas mencionar Auguste Daum (1854 – 1909) e seu irmão, Antonin. São bem menos extravagantes do que Gallé e seus trabalhos restringem-se, frequentemente, a papoulas e galanthus. O corpus é frequentemente mais tradicional e a técnica é, em geral, mais tosca. Além disso, não usam inscrições da mesma maneira que Gallé e, ainda por cima, raramente assinavam seus nomes no próprio vidro”.

BING, Siegfried

“É importante observar que houve uma mudança na nomenclatura do movimento, na França, após a abertura da loja de Siegfried Bing, em Paris, mais ou menos na época do Natal de 1895. O letreiro laranja foi descrito por Arsène Alexandre, editor da <i>Revue des Arts Décoratifs</i>, da seguinte maneira: “Acima dos dois enormes girassóis esculpidos em relevo, brutalmente agigantados se comparados aos naturais; sem gosto e sem estilo, lêem-se duas palavras de uma deliciosa modéstia: <i>l’art nouveau</i>.”

MORRIS, William

Apolítico ferrenho, Rossetti influenciou Morris a silenciar sua inconveniente consciência social e a adotar uma filosofia estética do tipo “arte pela arte”. Enfeitiçado por Rossetti, Morris escreveu em 1856: ‘Não consigo interessar-me por temas político-sociais. (…) Não tenho nem o poder e nem a vocação para corrigi-los minimamente. Meu trabalho é a realização de sonhos, de uma maneira ou de outra’.