VON FERSTEL, Heinrich

“Heinrich Ferstel (…) um ‘vigário de Bray’ [personagem dos <i>Cantebury Tales</i> de Geoffrey Chaucer que muda seus princípios de acordo com as necessidades de manter-se em seu cargo] mesmo entre os arquitetos politicamente flexíveis de então, dominava todas as variedades históricas da chamada ‘arquitetura de estilo’ capaz es de responder às alterações de gosto que acompanhavam as alterações de poder político. Filho de um banqueiro, Ferstel tivera seu ímpeto juvenil como revolucionário da Legião Acadêmica de 1848, mas logo emendou esse começo malogrado trabalhando como arquiteto para a aristocracia boêmia dos anos conservadores de 1850. Contando com o patronato de um desses aristocratas, conde Thun, Ferstel alcançou fama como arquiteto da <i>Votivkirche</i> [igreja construída em agradecimento ao malogro de uma tentativa de assassinato do Imperador Franz Joseph]”.

VON SCHMIDT, Friedrich

O progresso do Gótico Vienense atingiu seu clímax com a execução do projeto da nova <i>Rathaus</i> [Prefeitura] (1869-1873) de [Firedrich] Schmidt. Seu ecletismo – com um centro norte-italiano, extremidades um pouco francesas e um interior alemão —, parece sugerir a inspiração no estilo Vitoriano Tardio. No entanto, uma análise mais aprofundada sugere um pastiche sofisticado que evita graciosamente quaisquer efeitos mais vigorosos. Apesar de a <i>Rathaus</i> ter sido de um êxito evidente, o Renascimento Austríaco permaneceu um conglomerado de edifícios individuais, logrando atingir poucas raízes mais profundas da cultura nacional. Na verdade, nunca teve a importância política que Reichensperger [político Alemão amante das arte e arquitetura Gótica] esperava que tivesse no âmbito de uma reunificação Alemã: a Áustria foi excluída desse movimento, derrotada e humilhada pela Prússia, na Guerra das Sete Semanas, de 1866.

VIOLLET-LE-DUC, Eugène

Achille Carlier, arquiteto laureado com o grande prêmio de Roma e que se dedicou (…) à denúncia do vandalismo restaurador atribui [a Viollet-le-Duc] o epíteto de criminoso: “Viollet fez desaparecer a alma do passado: (…) o mais hediondo dos crimes históricos. (…) Viollet-le-Duc é um dos maiores criminosos da história: personagem nocivo tanto pela importância das obras que pessoalmente arruinou em caráter definitivo como também pela influência que exerceu sobre sua época, e que permitiu que um enxame de discípulos, seguindo seus passos, arruinassem outras obras  não menos importantes.

PUIG, Josep

“Os arquitetos catalãos do início do século XX (…) projetaram uma série de edifícios que recriavam construções históricas dos países do norte europeu.  (…) Todas essas construções não eram apenas produtos casuísticos do gosto historicista desses arquitetos de Barcelona, mas também uma declaração explícita da proximidade da cultura e da sociedade Catalã com a Europa – e em contraste com o resto da Espanha”.

RIEMERSCHMID, Richard

“Em Arquitetura, era um clássico. Mas sua obra de design oscilava do mobiliário <i>Arts & Crafts</i> à Cerâmica <i>Art Nouveau</i> passando por objetos produzidos mecanicamente com geometria proto-bauhausiana simples. Riemerschmid pode ser considerado um dos mais importantes designers alemães do século XX”.

LETHABY, William R.

Apesar de sua pouca educação formal, Lethaby tornou-se um educador bem sucedido de arquitetos; professor de Ornamento e Design no  <i>Royal College of Arts </i>   de 1900 a 1919 e autor de diversos livros. Ao longo de sua carreira, Lethaby manteve-se leal a [William] Morris e a [Phillip] Webb e, através destes, a Ruskin, apesar de reinterpretar alguns aspectos do legado destes autores”.

VOYSEY, Charles

No período compreendido por uma década antes e uma década depois do ano de 1900, a inventividade, a simplicidade e a humanidade dos projetos de [Charles] Voysey desafiaram mentes artísticas; fossem elas britânicas, europeias ou americanas. Adeptos do <i>Art Nouveau</i> e expoentes do Modernismo tomaram-no por inspiração. (Em ambos os casos, no entanto, sem sua aprovação. [Voysey] tinha pouca simpatia por esses movimentos – ou, pelo que ele chamava de “individualismo” desses movimentos em geral)”.