JANCO, Marcel

  • TOULOUSE-LAUTREC, Henri de

  • TOULOUSE-LAUTREC, Henri de

    Henri de Toulouse-Lautrec

    Henri de Toulouse-Lautrec (1864 - 1901)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Designer Gráfico
    • Ilustrador(a)
    • Pintor(a)

    "A sensibilidade exasperada pelas cores contrastantes é uma das qualidades de seu “macabro” gênio. Nada o repele; pinta beleza e feiúra com soberba indiferença; pinta o vício e o vil, exóticas, atrozes e obscenas criaturas com a absoluta insolência e o máximo cinismo de um Diabo ou de um Deus que criaram em mútuo antagonismo o cruel e adorável mundo no qual vivemos. (…) Parte da técnica de Lautrec consiste não somente no seu modo original de observar a realidade, mas na sua maneira de ver as coisas: não em porções, não em sombras, mas em massas (…) Lautrec tinha uma paixão por cores brutais, em contrastes violentos e muitas vezes excessivos."

    SYMONS, Arthur. [1930]
    From Toulouse-Lautrec to Rodin.
    New York, Kessinger Publishing.

    CRONOLOGIA

    • 1864 - Nasce em Albi, na França.
    • 1878 - Sofre duas quedas consecutivas, nas quais quebra os dois fêmures devido a uma doença manifestada anos antes, que afeta a formação dos ossos, fazendo com que Henri não ultrapasse a altura de 1,52m.
    • 1880 - Monta um estúdio particular em Paris e passa a frequentar teatros e cabarés de Montmartre.
    • 1882 - Estuda Pintura com o retratista Léon Bonnat e, posteriormente, com Fernand Cormon, cujo ateliê frequenta por cinco anos.
    • 1888 - Pinta La Blanchisseuse no jardim de Pere Foret, Paris.
    • 1889 - Expôe suas obras no Salon des Indépendants.
    • 1890 - Produz ilustrações para a revista humorística semanal Le Rire.
    • 1891 - É contratado por Charles Zidler para criar o cartaz do Moulin Rouge, que corresponde ao seu primeiro cartaz litográfico.
    • 1893 - Tem sua primeira mostra individual, na galeria Booussod & Valadon.
    • 1894 - Produz ilustrações para La Revue Blanche.
    • 1896 - É impresso seu trabalho Elles, série de litografias coloridas focada no universo feminino, que produz um panorama da vida nos bordéis.
    • 1899 - O excesso de álcool faz com que seja internado em uma clínica psiquiátrica após um colapso nervoso.
    • 1901 - Morre vítima de sífilis e alcoolismo, em Malmoré, na França.

    OBRAS

    Cartaz para o café Divan Japonais, 1893.

    Cartaz para Moulin Rouge, 1891.

    Rousse, 1896.

    Jane Avril, 1893.

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  • WATERHOUSE, Alfred

  • WATERHOUSE, Alfred

    Alfred Waterhouse

    Alfred Waterhouse (1830 - 1905).

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)
    • Designer de Móveis
    • Pintor(a)

    Em 1887, a revista Building News promoveu uma enquete para identificar o principal arquiteto britânico e Alfred Waterhouse recebeu 90 por cento dos votos. Posteriormente, um historiador sugeriu que Waterhouse ‘contribuiu mais do que quase qualquer outro indivíduo para estabelecer o padrão arquitetônico das cidades do final do século dezenove’. À época de sua morte em 1905, no entanto, sua abordagem da arquitetura tinha temporariamente saído de moda. Isso fica claro em seu obituário no periódico The Times . Lá, registra-se que ‘seria cabotinismo ignorar o fato de que entre a geração mais jovem de arquitetos, o trabalho do Sr. Waterhouse não é visto com bons olhos ou com simpatia’. Ressalva, contudo, o escritor que Waterhouse tinha sido ‘Um dos homens mais geniais e encantadores (...) de forma que até mesmo aqueles que não gostavam de sua arquitetura o adoravam’. Com a volta do prestígio da arquitetura vitoriana é possível, agora, apreciar tanto o arquiteto quanto sua obra.

    HALLIDAY, Stephen.[2012]
    Making the Metropolis: Creators of Victoria’s London.
    JMD Media.

    CRONOLOGIA

    • 1830 - Nasce em Aigburth, Liverpool, Inglaterra, filho de uma abastada família quacre. Seu pai era comerciante de algodão.
    • 1845 - Inicia seus estudos de arquitetura no prestigiado escritório de Richard Lane, em Manchester.
    • 1853 - Após várias viagens de estudo pela Europa, abre seu próprio escritório de arquitetura em Manchester.
    • 1859 - Projeta a Manchester Assize Courts em estilo Gótico Veneziano. O término da obra será em 1864.
    • 1865 - Abre, em Londres, seu próprio negócio – destinado a ser um dos mais destacados escritórios de arquitetura da Grã Bretanha pelos próximos 20 anos.
    • 1868 - Inicia a construção da sede da prefeitura de Manchester no estilo Neogótico. A obra levará dez anos para ser concluída.
    • 1873 - Começa – após revisar substancialmente o projeto de um concurso realizado em 1864 -, a construção do Museu de História Natural, em Londres. A obra será concluída em 1880.
    • 1884 - Conclui a Capela de Eaton, nas cercanias da vila de Eccleston, Cheshire, Inglaterra.
    • 1888 - Conclui a obra da sede da prefeitura de Rochdale, em Manchester, no estilo do Renascimento Gotico.
    • 1889 - Inicia o projeto do Lloyds Bank, em Cambridge. Concluído em 1891, a obra é realizada em estilo do Renascimento Holandês.
    • 1905 - Morre em Yattendon Court, perto de Reading, Inglaterra.

    OBRAS

    Manchester Town Hall, 1877.

    Mansão Easneye, 1868.

    Vitrais no Museum of Natural History, em Londres, 1880.

    Hall Central do Museum of Natural History em Londres.

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    COOP HIMMELB(L)AU

  • De Stijl

  • De Stijl

    NEOPLASTICISMO

    Theo van Doesburg
    Exemplo da Revista De Stijl, 1920

    OBRAS

    Bart van der Leck
    Composição 1916 no. 4, 1916
    © Kröller-Müller Museum

    Gerrit Rietveld
    Residência Schröder, 1924
    © Fotografia de Fred Romero, 2017

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    PUNI, Ivan

  • DRESSER, Christopher

  • DRESSER, Christopher

    Christopher Dresser

    Christopher Dresser (1834 - 1904).

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Designer
    • Teórica(o)

    Chistopher Dresser foi um Vitoriano de origem humilde que rompeu as fronteiras dos privilégios de classe para reivindicar seu lugar como o primeiro designer da era industrial a ter o lar como prioridade. A mensagem de Dresser era de que bens baratos e acessíveis não precisavam ser feios.


    LYONS, Harry. [2005]
    Christopher Dresser: The People's Designer.
    London, Antique Collectors' Club

    CRONOLOGIA

    • 1834 - Nasce em Glasgow, Escócia.
    • 1847 - Começa a estudar na Government School of Design em Londres, onde conhece artistas notáveis da época como Henry Cole, Richard Redgrave e seu mentor, Owen Jones.
    • 1854 - Começa a lecionar botânica na Government School of Design.
    • 1856 - Contribui com a placa XCVIII para a famosa publicação A Gramática do Ornamento de Owen Jones e seguiu estudando sobre botânica, chegando a publicar livros do assunto.
    • 1859 - Recebe um doutorado no campo de botânica da Universidade de Jena, Alemanha por suas contribuições.
    • 1860 - Abre um estúdio de design.
    • 1862 - Publica um manifesto de design chamado A Arte do Design Decorativo; expõe seus trabalhos na Exibição Internacional de Londres.
    • 1876 - Se torna o primeiro designer europeu a ser enviado ao Japão pelo governo britânico levando um presente para o recém-inaugurado Museu Nacional em Tokyo. Lá aprofunda seu conhecimento e interesse pelas formas e arte japonesa e aprende novas técnicas de manufatura e criação.
    • 1880 - Abre sua Art Furnishers' Alliance no centro do distrito de luxo em Londres, próxima a outras grandes companias como Morris & Co., Liberty's, The Fine Art Society e a Grosvernor Gallery.
    • 1883 - A compania de Dresser fecha devido a problemas financeiros e sua saúde declinante.
    • 1904 - Morre aos 70 anos, em Mulhouse, França.

    OBRAS

    The Wave Bowl.

    Terrina de sopa e concha, c. 1878.

    Chaleira, 1879.

    Ornamento em estilo árabe, 1876.

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    MCDONOUGH, Bill

  • HOMAR, Gaspar

  • HOMAR, Gaspar

    Gaspar Homar i Mezquida

    Gaspar Homar i Mezquida (1870 - 1955).

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Designer de Interiores
    • Designer de Móveis
    • Designer Têxtil
    • Marceneira(o)

    "Nos últimos anos de sua vida, quando o Modernismo [Catalão] já era um movimento proscrito, Gaspar Homar lamentava sua falta de reconhecimento público. Até mesmo sua morte (...) passou completamente despercebida. (...) [N]ão encontramos sequer uma nota necrológica nos diários e revistas da época. (...) Josep Garrut e Enriqueta Ramon, sua filha, ainda se lembram das lamúrias do artista e de sua depressão por não ser compreendido. (...) Seu reconhecimento foi póstumo”.

    FONDEVILA, Mariàngels. [1998]
    Gaspar Homar: Moblista i dissenyador del modernisme.
    Museu Nacional D’Art de Catalunya

    CRONOLOGIA

    • 1870 - Nasce Gaspar Homar Mesquida, em Palma de Mallorca.
    • 1883 - Muda-se com sua família para Barcelona.
    • 1884 - Aos 13 anos Gaspar começa a trabalhar no “Tallers d’Indústries Artistiques” de Fransesc Vidal Jevellí.
    • 1891 - Desenha os móveis de sua própria casa com influencias góticas dos de Viollet-le-Duc.
    • 1893 - Decoração do palácio Montaner, e desenhos de mobiliário da casa Amatller sob a confiança de Puig i Cadalfach.
    • 1894 - Torna-se sócio do Centro de Artes Decorativas, que tinha o propósito de fomentar as indústrias artísticas e impulsionar o progresso da arte decorativa.
    • 1900 - Trabalha na decoração da farmácia Grau Iglada junto com Alexandre Riquer.
    • 1901 - É encarregado de mobilhar e decorar a casa Navàs, que era projeto de Lluís Domènech i Montaner.
    • 1907 - Recebe o prêmio “Grand Prix” na “International Exhibition Artistic Furniture and Home Decorations” feita no Palácio de Cristal em Paris.
    • 1910 - Cadeira de espaldar alto, baseado nos desenhos da escola de Glasgow.
    • 1915 - Projeto de móveis no estilo “Renacimiento” para o colecionador Ignasi Abadal. Finaliza sua etapa de criação modernista.
    • 1942 - Ultima colaboração com Josep Pey.
    • 1955 - Morre aos 84 anos, devido a uma broncopneumonia.

    OBRAS

    Sofá Vitrine, 1903

    Detalhe de cabeceira, 1908

    Luminária da casa Navàs, 1901-1907.

    Mosaico acima da lareira da Casa Burés, 1900-1905.

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    NOVOTNÝ, Otakar

    THUN, Matteo

    NOUVEL, Jean

    GRASSET, Eugène

    AARNIO, Eero

  • JUJOL, Josep Maria

  • JUJOL, Josep Maria

    Josep Maria Jujol i Gibert

    Josep Maria Jujol i Gibert (1879 - 1949).

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)
    • Desenhista
    • Escultor(a)

    "Não fazíamos idéia de que (...) Jujol (...) tinha contribuído com tantos detalhes impressionantes de algumas obras-primas de Gaudi. (...) Jujol não foi um Gaudi menor. Foi um pequeno gigante ao lado de um grande gigante (...)!”


    LIGTELIJN, Vincent & SAARISTE, Rein. [1996]
    Josep M. Jujol.
    010 Publishers, Rotterdam

    CRONOLOGIA

    • 1879 - Nasce em Tarragona, Espanha.
    • 1888 - Muda-se com a família para Gracia, perto de Barcelona.
    • 1896 - Começa os estudos na Escola de Arquitetura de Barcelona.
    • 1903 - Trabalha junto com o arquiteto Josep Maria Font i Gumà, em Barcelona.
    • 1906 - Forma-se na Escola de Arquitetura de Barcelona e começa a trabalhar para Gaudí na fachada da Casa Battló.
    • 1907 - Trabalha na fachada da Casa Milà.
    • 1913 - Constrói a Torre de la Creu, em Sant Joan Despí.
    • 1924 - Torna-se professor da Escola de Traball de Barcelona.
    • 1926 - Nomeado arquiteto da cidade de Sant Joan Despí.
    • 1949 - Morre, aos 69 anos, em Barcelona.

    OBRAS

    Interior da Casa Batllo

    Mosaico no teto de Park Güell, 1910

    Torre de la Creu, 1913

    Igreja Mare de Déu de Montserrat de Montferri, 1926

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  • VAN ERP, Dirk

  • OUD, J. J. P.

    GLASER, Milton

  • BLAST

  • BLAST

  • BARLACH, Ernst

  • BARLACH, Ernst

    Ernst Barlach

    Ernst Barlach (1870 - 1938)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Autor(a)
    • Escultor(a)

    CRONOLOGIA

    • 1870 - Nasce em Wedel, na Alemanha.
    • 1891 - Entra para a Academia de Belas Artes de Dresden.
    • 1895 - Estuda em Paris, na Académie Julien. Nos anos que se seguem, atua como escultor em Hamburgo e Altona, seguindo de perto as tendencias no Art Nouveau e no Simbolismo.
    • 1898 - Trabalha por quatro anos como ilustrador na revista Jugend.
    • 1904 - Trabalha como professor na Escola de Cerâmica em Höhr.
    • 1906 - Barlach e seu irmão Nikolaus embarcam numa viagem de 8 semanas para Russia e Ucrânia. Esta viagem o inspira profundamente, influenciando seu estilo artístico nos anos seguintes.
    • 1907 - Torna-se responsável pela revista satírica Simplicissimus. Torna-se membro da Secessão de Berlin, e começa seu trabalho como escritor.
    • 1915 - Alista-se como soldado do exército durante a Primeira Guerra Mundial aonde serve por dois anos. A experiência o traumatiza e muda radicalmente seu posicionamento a respeito da guerra, antes ávido defensor, agora procura exaltar temas bíblicos e os terrores da batalha em suas obras.
    • 1919 - Torna-se membro da Academia de Belas Artes da Prussia.
    • 1926 - Começa a trabalhar em encomendas de monumentos anti-guerra, o que o torna alvo de ataques e duras críticas, fazendo-o abandonar alguns projetos.
    • 1928 - Cria o cenotafio de Magdeburg, um memorial fúnebre anti-guerra que é recebido com grande controvérsia.
    • 1933 - Recebe como civil o prêmio Pour le Mérite, a mais alta condecoração militar da Prússia, por suas contribuições na Arte.
    • 1936 - Tem seus trabalhos confiscados pelos nazistas em uma exposição conjunta com Käthe Kollwitz e Wilhelm Lehmbruck. Suas outras obras são tomadas e consideradas “arte degenerada” pelo governo alemão. Barlach é proibido de atuar como escultor e é banido de todas as academias de arte das quais faz parte.
    • 1938 - Morre aos 68 anos em Rostock, Alemanha.

    OBRAS

    Magdeburger Ehrenmal, 1929

    Hamburger Ehrenmal: Trauernde Mutter mit Kind, 1931

    Der Berserker, 1910

    Der Schwebende, auch Güstrower Ehrenmal, 1927

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    ESCHER, M. C.

  • RAY, Man

  • RAY, Man

    Man Ray (1890-1976)
    Fotografia de Carl Van Vechten, 1934

    ATUAÇÕES

    REFERÊNCIAS DO CURSO

    OBRAS

    Escultura O enigma de Isidore Ducasse, 1920
    © Man Ray

    Quadro l'Heure de l'Observatoire: les Amoureux [A Hora do Observatório: Os Amantes], 1932-34
    © Man Ray

    Fotografia Les Larmes [As Lágrimas], 1932
    © Man Ray

    Fotografia Le Violon d'Ingres [O Violino de Ingres], 1924
    © Man Ray

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  • SULLIVAN, Louis Henry

  • SULLIVAN, Louis Henry

    Louis Henry Sullivan

    Louis Henry Sullivan (1856-1924)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)

    O Homem, por meio de sua força física, seus recursos mecânicos, sua engenhosidade, pode arranjar coisas lado a lado. Uma composição, literalmente, daí resultará, mas não como uma grande obra de arte, ou sequer como obra de arte, mas como mera exibição mais ou menos refinada de pura força bruta operando materiais úteis. Pode ser como um ruído em uma escala decrescente de níveis de vulgaridade, [mas] não pode nunca tornar-se uma nota musical. Ainda que deixe de ser vulgar para tornar-se sem personalidade, continuará até o fim sendo aquilo que era no início: incapaz de despertar inspiração — morta, absolutamente morta.

    Não se pode duvidar por um momento sequer que uma obra de arte para que esteja viva, para que nos desperte para sua vida, para inspirar-nos mais cedo ou mais tarde com seu propósito, deve certamente estar animada por uma alma, deve ter sido instilada de vida por um espírito e deve por sua vez emanar esse espírito. Ela deve transparecer as experiências reais, em primeira mão, daquele que a fez, e deve representar sua mais profunda impressão não apenas de natureza física mas mais específica e essencialmente sua compreensão dos efeitos daquele Grande Espírito que faz da natureza tão compreensível para nós que ela deixa de ser um vulto e se torna uma doce, fascinante, convincente Realidade.

    SULLIVAN, Louis. [1984]
    Emotional Architecture as Compared to Intellectual : A Study in Subjective and Objective. [In: The Public Papers.]
    TWOMBLY, Robert [Ed.]
    Chicago, The University of Chicago Press, 1988. p.92

    CRONOLOGIA

    • 1856 - Nasce em Boston, nos EUA.
    • 1870 - Forma-se na Rice Grammar School.
    • 1872 - Entra para o curso de Arquitetura do MIT, Masachusetts Institute of Technology.
    • 1873 - Se muda pra Chicago, onde começa trabalhar pro arquiteto William LeBaron Jenney.
    • 1874 - Sullivan viaja para a Europa, onda estuda no estúdio Vaudremer na École des Beaux-Arts, em Paris.
    • 1875 - Retorna para Chicago, onde trabalha como freelancer.
    • 1876 - Pinta afrescos para o interior da igreja Chicago Avenue, do famoso evangelista Dwight Moody.
    • 1881 - Abre a empresa Adler & Sullivan com o engenheiro alemão Dankmar Adler. Eles permanecem trabalhando juntos até 1895, quando Adler se aposenta.
    • 1882 - Trabalha na reconstrução do Hooley's Theater de Chicago.
    • 1886 - É comissionado para projetar o Auditorium Building.
    • 1890 - Sullivan é um dos dez arquitetos americanos escolhidos para projetar uma estrutura para White City, na World's Columbian Exposition, que ocorreu em Chicago em 1893.
    • 1924 - Morre, aos 67 anos, em Chicago, nos EUA.

    OBRAS

    Wainwright State Office Building

    National Farmer's Bank of Owatonna

    Holy Trinity Russian & Greek Orthodox Church

    Carsons, Pirie, Scott & Co. Building in Chicago, 1899-1904, Chicago School

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  • COLONNA, Édouard

  • COLONNA, Édouard

    Édouard Colonna

    Édouard Colonna (1862 - 1948)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)
    • Designer de Jóias
    • Designer de Móveis
    • Designer Têxtil

    "Como designer de móveis, Eugène Colonna [sic] situa-se entre (...) [Eugène Gaillard e Georges De Feure]. Menos dinâmico do que Gaillard, mostra-se tão elegante como De Feure no que este tem de melhor; mas sua decoração é mais calma e mais austera do que a de ambos. De Feure e Colonna também trabalharam com têxteis e com porcelana”.

    Madsen, Stephan Tchudi. [1956]
    The Art Nouveau Style.
    New York, Dover Publications

    CRONOLOGIA

    • 1862 - Nasce, em Colônia, Alemanha, o primeiro filho do segundo casamento de Karl Edouard Klonne. A criança mais tarde assumirá o pseudônimo de Edward (Édouard) Colonna.
    • 1877 - Vai para Bruxelas, onde termina seus estudos de arquitetura em 1881.
    • 1882 - Muda-se para Nova Iorque, onde trabalha na Tiffany's Associated Artists por pouco tempo.
    • 1884 - Começa a trabalhar para o escritório de arquitetura de Bruce Price, em Nova Iorque.
    • 1885 - Passa a trabalhar para um dos maiores clientes da Bruce Price
    • 1888 - Casa-se com Louise McLaughlin, com quem tem um filho. O casamento não dura muito tempo. Neste mesmo ano deixa a Barney & Smith.
    • 1889 - Muda-se para Montreal, Canadá, onde abre seu escritório. Um de seus maiores clientes
    • 1897 - Com o fim da expansão ferroviária, desliga-se da Canadian Pacific Railway.
    • 1898 - Muda-se para a Europa, estabelecendo-se em Paris onde começa a trabalhar como designer para a Maison de l’Art Nouveau, de Siegfried Bing.
    • 1898 - Tem início o ápice da carreira de Collona, que perdura até 1902. Collona desenha jóias, produtos têxteis, móveis e participa da Exposição Universal de Paris, de 1900.
    • 1903 - Com a decadência do da galeria de Bing, Collona não consegue manter-se no ramo.
    • 1905 - Declínio do Art Nouveau e a morte de Siegfried Bing: Colonna volta ao Canadá, fixando-se em Toronto.
    • 1923 - Aos 61 anos muda-se para Nice, no Sul da França. Sua saúde torna-se frágil.
    • 1928 - Com a total deterioração de sua saúde, fica paralisado e confinado à sua cama, onde passará seus últimos anos.
    • 1948 - Morre, aos 86 anos, em Nice.

    OBRAS

    Cadeira Art Nouveau para Siegfried Bing, 1899.

    Jarro, 1899.

    Bacia, 1895.

    Pingente, ca. 1900

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  • VAUDOYER, Léon

  • VAUDOYER, Léon

    Léon Vaudoyer

    Léon Vaudoyer (1803-1872)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)

    Em Março [de 1830], ele [Léon Vaudoyer] clamava por uma revolução arquitetônica moderada:
    "Eu não tenho a habilidade de me fazer entender... A guerra de que falo não é nociva. Trata-se de uma questão de gosto. Você sabe que em questões de gosto é difícil provar quem é que está certo; portanto essa guerra na arquitetura não é nada além do que existe na literatura entre Hugoanos e classicistas, e o mesmo ocorre na pintura. Por que não ter também na arquitetura uma pequena revolução? É completamente natural; a força dos acontecimentos está levando a isso. A arquitetura de um povo deveria advir [de] 1. suas instituições, 2. costumes, 3. o clima, 4. a natureza dos materiais, etc... Portanto a arquitetura de 1830 não pode ser a [mesma] de 1680, quando se construiu Versailles enquanto se matava as pessoas de fome e miséria. O luxo de um déspota é espetacular [e] extraordinário, mas a felicidade de uma nação inteira governada sabiamente é muito mais satisfatória. Assim, é uma grande sabedoria a que nos orienta hoje a restituir à arquitetura uma expressão mais autêntica e mais em harmonia com as ideias de nosso século".
    A revolução real, política, eclodiria apenas três meses mais tarde, em Julho, e o tom das cartas de Léon estava para se tornar mais ameaçador (...).

    VAN ZANTEN, David. [1987]
    Designing Paris: The Architecture of Duban, Labrouste, Duc, and Vaudoyer.
    The MIT Press, First Edition. p. 18

    CRONOLOGIA

    • 1803 - Nasce em Paris, na França.
    • 1819 - Começa a estudar na École des Beaux-Arts.
    • 1826 - É premiado com o Grand Prix de Rome.
    • 1833 - Abre sua própria oficina para treinar estudantes de arquitetura na École des Beaux-Arts.
    • 1834 - Contribui para a Encyclopédie Nouvelle de Pierre Leroux e Jean Reynaud, até 1836.
    • 1838 - Ganha a competição para projetar o Hôtel de Ville em Avignon, porém o projeto não é realizado.
    • 1839 - Começa a escrever uma série de artigos com Albert Lenoir, Études d'architecture en France, na revista Magasin Pittoresque.
    • 1845 - Trabalha ao lado de Gabriel-Auguste Ancelet no projeto de expansão do Priorado de Saint-Martin-des-Champs, atual Conservatoire National des Arts et Métiers.
    • 1852 - Vaudoyer é chamado para chefiar o projeto de reconstrução da Sorbonne (projeto que acabou não sendo realizado), e também para projetar a Cathédrale Sainte-Marie-Majeure, em Marselha, um dos trabalhos mais famosos do arquiteto.
    • 1854 - É nomeado membro da comissão da Exposition Universelle em Paris (1855).
    • 1868 - Vaudoyer é eleito para a seção de arquitetura da Académie des Beaux-Arts, em cargo que foi ocupado por seu primo Hippolyte Lebas.
    • 1872 - Morre aos 68 anos, em Paris, na França.

    OBRAS

    Catedral Sainte-Marie-Majeure, Marselha.
    © Fotografia de Tony Sherratt, 2018

    Catedral Sainte-Marie-Majeure, Marselha (vestíbulo).
    © Fotografia de Jacqueline Poggi, 2012

    Conservatoire national des arts et métiers, 1845
    © Fotografia de Guilhem Vellut, 2012

    Projeto para reconstrução de Sorbonne, 1853

    A respeito da utilização das imagens leia o tópico Direitos de Propriedade Intelectual na página Termos de Uso.

  • VIOLLET-LE-DUC, Eugène

  • VIOLLET-LE-DUC, Eugène

    Eugène Emmanuel Viollet-le-Duc

    Eugène Viollet-le-Duc (1814 - 1879).

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)
    • Professor(a)
    • Teórica(o)

    Achille Carlier, arquiteto laureado com o grande prêmio de Roma e que se dedicou (...) à denúncia do vandalismo restaurador atribui [a Viollet-le-Duc] o epíteto de criminoso: “Viollet fez desaparecer a alma do passado: (...) o mais hediondo dos crimes históricos. (...) Viollet-le-Duc é um dos maiores criminosos da história: personagem nocivo tanto pela importância das obras que pessoalmente arruinou em caráter definitivo como também pela influência que exerceu sobre sua época, e que permitiu que um enxame de discípulos, seguindo seus passos, arruinassem outras obras não menos importantes”.

    FOUCART, Bruno. “Viollet-le-Duc et la restauration”. in: NORA, Pierre. [1997]
    Les Lieux de Mémoire.
    Paris, Gallimard.

    CRONOLOGIA

    • 1814 - Nasce em Paris, França.
    • 1834 - Recusa-se a entrar na École des Beaux-Arts por discordar do sistema de ensino. Opta por uma formação prática estagiando com os arquitetos Jacques-Marie Huvé e Achille-François-René Leclère.
    • 1836 - Viaja pela Itália e pela França para estudar a Arte Grega e Romana e os principais monumentos destes países.
    • 1840 - Nomeado Inspetor das Obras de Restauração da Sainte-Chapelle, sob a supervisão do arquiteto Félix Duban. Também é encarregado da restauração da Igreja de Vézelay.
    • 1846 - Nomeado Diretor do Bureau des Monuments Historiques.
    • 1848 - Torna-se membro da Comission des Arts et Édifices Religieux.
    • 1849 - Torna-se membro da Comission Supérieure de Perfectionnement des Manufactures Nationales de Sèvres, Gobelins et Beauvais.
    • 1853 - Nomeado Inspecteur Général des Édifices Diocésains.
    • 1854 - Começa a publicar o Dictionnaire Raisonné de l'Architecture Française du XIe au XVe siècle, concluindo a obra quatro anos depois.
    • 1857 - Torna-se arquiteto dos Edifícios Diocesanos. Começa, com o arquiteto Jean-Baptiste Lassus a restauração da Catedral de Notre Dame de Paris.
    • 1858 - Publica o primeiro volume dos Entretiens sur l'Architecture, obra em que sumaria suas idéias sobre o método de ensino da Arquitetura.
    • 1863 - Torna-se professor de História da Arte e da Estética da recém-reorganizada École des Beaux-Arts, demitindo-se no ano seguinte por rejeição dos alunos.
    • 1870 - Durante a Guerra Franco-Prussiana é convocado a utilizar seus conhecimentos de fortificações na defesa da França.
    • 1874 - Declara-se livre pensador provocando uma reação do clero, fato que lhe obriga a demitir-se dos cargos que têm relação com a Igreja.
    • 1879 - Morre em Lausanne, Suiça, aos 65 anos de idade.

    OBRAS

    Catedral - Século XIII.

    Gárgula; Notre-Dame, Paris.

    Peregrino Compostela, entrada da capela.

    Dictionnaire Raisonné de L'Architecture.

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  • STREET, George Edmund

  • STREET, George Edmund

    George Edmund Street (1824-1881).

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)

    CRONOLOGIA

    • 1824 - Nasce em Woodford, Essex, na Inglaterra.
    • 1840 - É mandado para Londres para estagiar como procurador, mas com a morte de seu pai ele logo retorna para viver com sua mãe em Crediton, e depois Exeter. Nessa mesma época, tem aulas de desenho e pintura com o marido de sua tia, Thomas Haseler; também se dedica aos estudos da arquitetura medieval de Devon.
    • 1844 - Sua mãe vai morar em Lee, com o irmão mais velho de Street, possibilitando que ele passe um período adquirindo experiência com George Gilbert Scott, e seu sócio William Bonython Moffat. Na companhia de Scott e Moffat, Street e seu irmão Thomas viajam e desenham extensivamente em Sussex, Lincolnshire, Northamptonshire, Yorkshire e Cumbria.
    • 1845 - Entra para a Ecclesiological Society, para a qual contribui com artigos de 1848 até 1863.
    • 1849 - Abre seu próprio escritório em Londres.
    • 1852 - Muda-se para Oxford, onde trabalha no projeto de construção e restauração de diversas igrejas. Nesse mesmo ano contrata Edmund Sedding para seu escritório como assistente.
    • 1854 - Viaja pelo norte da Alemanha e escreve para a publicação 'The Ecclesiologist'. No mesmo ano contrata Philip Webb como assistente.
    • 1855 - De volta a Londres, entra em competição para projetar a nova Catedral de Lille; seu projeto fica em segundo lugar, perdendo para o projeto de Henry Clutton e William Burges. Nesse mesmo ano, publica o muito bem detalhado e ilustrado livro 'Brick and Marble in the Middle Ages: Notes of a Tour in the North of Italy'; baseado na sua sua extensa viagem ao norte da Itália em 1853.
    • 1865 - Publica o livro 'Some Account of Gothic Architecture in Spain'.
    • 1866 - Entra para a Royal Academy of Arts.
    • 1867 - É chamado por Alexander Lindsay, 25º Conde de Crawford, para projetar diversos ambientes da extensão da Dunecht House, em Aberdeenshire, incluindo a biblioteca e uma capela.
    • 1868 - Após competição prolongada, é apontado como arquiteto encarregado do projeto total da Law Courts, atual Royal Courts of Justice (Corte Real de Justiça) em Londres. A construção só foi finalizada tempos depois de sua morte.
    • 1874 - É premiado com a Royal Gold Medal de Arquitetura.
    • 1878 - É condecorado com a medalha da Legião da Honra.
    • 1881 - Morre aos 57 anos, vítima de um acidente vascular cerebral, em Londres, na Inglaterra.

    OBRAS

    St. Nicholas Church, Cuddington.

    St. John the Evangelist, Ardamine.

    Royal Courts of Justice, Londres.

    Oxford Centre for Mission Studies, antiga SS Philip and James Parish Church.

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    REMY, Tejo

    ZWART, Piet

  • Studio 65

  • PAUL, Bruno

    Bruno Paul (-)

  • Art Déco

  • Art Déco

    Bal masqué, nuit du 20 août(pôster), 1924.

    A beleza atemporal do Art Déco e sua promessa de um futuro brilhante é o que cativou os melindrosos — e ainda fala conosco. F. Scott Fitzgerald expressou esse sentimento, poeticamente, em "O Grande Gatsby": "Gatsby acreditava na luz verde, no futuro orgástico que ano após ano passa por nós. Ele acabou escapando de nós, mas isso não tem importâncias — amanhã correremos mais rápido, esticaremos nossos braços mais longe... Seguiremos em frente, barcos contra a corrente, incessantemente de volta ao passado."

    ACKERMANN, Robert.
    GIA

    OBRAS

    William Van Alen
    Chrysler Building, 1930.

    Cassandre
    Normandie, 1935.

    Erté
    Robe d'après-midi, para Harper's Bazaar, 1922.

    Jacques-Émile Ruhlmann
    Vide-poche fuseaux, 1922.

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  • TEAGUE, Walter Dorwin

  • TEAGUE, Walter Dorwin

    Walter Dorwin Teague (-)
    © North Carolina State University

    ATUAÇÕES

    REFERÊNCIAS DO CURSO

    OBRAS

    Câmera Kodak Bantam Special, 1936

    Rádio Sparton Nocturne (Modelo 1186)
    © Kirkland Museum of Fine & Decorative Art

    Rádio de Mesa Sparton, c. 1936
    © Brooklyn Museum

    Câmera Brownie Beau, c. 1930
    © Cooper Hewitt

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  • DUC, Joseph-Louis

  • DUC, Joseph-Louis

    Joseph-Louis Duc

    Joseph-Louis Duc (1802 - 1879)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)

    A verdade é que esse grande mestre que acabamos de perder tinha um apreço e respeito profundos pela ordem. Para ele, a palavra “ordem” resumia todos os termos desta linguagem admirável da forma que é a arquitetura.
    “O que seria de nossos monumentos sem a ordem?” — dizia — “E não é dessa ordem — cujas proporções são estabelecidas pela medida do homem —, que herdamos a unidade e a escala dos edifícios?” “Suprimida a ordem, é imediato o estabelecimento de uma confusão. As proporções mais estranhas — às vezes encurtadas, às vezes esmagadas, às vezes com uma altura sem limites —, acabariam por formar um conjunto incoerente que poderia, até mesmo por um instante, ofuscar ou assombrar os olhos; mas jamais encantá-los”.

    Assim pensava o senhor Duc: sem a imposição de uma ordem não se poderia fazer mais do que construções. Nunca se chegaria à arquitetura. (...) O senhor Duc acrescentava que “A ficção deveria ser o elemento mais importante da arquitetura. É ela que traduz a sua essência. O templo grego não era uma lenda de pedra? Todas as partes que o compunham eram, de fato, objetos naturais metamorfoseados (não imitados) em pedra. Ao serem traduzidos (mais que imitados) poderiam se transformar ou em ficções ou em embustes. E desta operação misteriosa de criação, que se constrói entre a natureza e o coração do homem, que a arte nasceu. É deste amálgama da natureza com a matéria, obra quase divina, que se apoiam todos os dogmas da arquitetura. O resto não é mais do que terra; o resto, não passa de construções".

    SÉDILLE, Paul. [1879]
    Joseph-Louis Duc, architecte (1802-1879) : notice lue dans la séance d'ouverture du Congrès des architectes à l'Ecole des Beaux-Arts.
    16 de Junho de 1879.

    CRONOLOGIA

    • 1802 - Nasce dia 15 de Outubro em Paris, na França. Seu pai vinha de uma tradição renascentista de artesãos de épôes (espadas) e desde cedo estimularia o filho a copiar ou imitar modelos selecionados, como incentivo à formação artística do jovem Joseph-Louis Duc.
    • 1825 - Após ter estudado na Ecole des Beaux-Arts sob a tutela de Charles Percier, vence o grand Prix de Rome com seu projeto para a Prefeitura de Paris. Usa a bolsa de estudos do prix para estudar principalmente as obras romanas, como o Teatro Marcellus, em Roma, o de Taormina, na Sicília, e o Coliseu.
    • 1830 - Fim de sua estadia na Villa Médici, onde fizera amizade com Henri Labrouste, Léon Vaudoyer e Félix Duban. De volta à França, apresenta em 26 desenhos o projeto de restauração do Coliseu. Exibidos na Exposição Universal de Paris de 1855, rendem-lhe a admiração da nova geração de arquitetos.
    • 1834 - É escolhido para ocupar o cargo de inspetor nos trabalhos da Colonne de Juillet [Coluna de Julho], monumento em memória da revolução de julho de 1830. Jean-Antoine Alavoine é nomeado arquiteto responsável.
    • 1840 - No dia 28 de Julho inaugura-se a Colonne de Juillet, tendo Duc assumido o projeto após a morte de Alavoine. É recompensado, durante a cerimônia de inauguração, com a cruz de chevalier de la Légion d'Honneur. No mesmo ano, recebe a nomeação, junto com Etienne-Théodore Dommey, de arquiteto do Palais de Justice.
    • 1847 - Desenvolve o projeto para reconstrução do Palais de Justice, primeiro trabalho que lhe permite uma maior liberdade criativa.
    • 1862 - É nomeado officier de la Légion d'Honneur e substitui Louis Lenormand como arquiteto da Cour de Cassation (Tribunal de Cassação). No mesmo ano, constrói a capela principal da faculdade Louis-le-Grand, atual escola Michelet, em Vanves. Quatro anos mais tarde, em 1866, é eleito para a Académie des Beaux-Arts.
    • 1871 - Um grande incêndio atinge o Palácio de Justiça e o Tribunal de Cassação, destruindo parte do trabalho de Duc. O arquiteto dedica-se a reparar os danos, restaurando e aperfeiçoando as estruturas danificadas. No ano seguinte, é nomeado comandante da Légion d'Honneur.
    • 1875 - O conselho do Instituto Real de Arquitetos Britânicos condecora Louis-Joseph Duc com "[uma medalha de] distinção que a Rainha concede anualmente àquele que mais contribuiu, por meio das artes ou da literatura, para o avanço geral da arquitetura". Lord Bacon desmancha-se em elogios à obra do arquiteto.
    • 1877 - Começa a construir o castelo Boulard, em estilo neo-renascentista, em Biarritz.
    • 1879 - Morre no dia 22 de Janeiro, aos 76 anos, em Paris. Embora não tivesse tocado um ateliê ou tido alunos diretos, deixa uma série de discípulos e admiradores de seu trabalho.

    OBRAS

    Desenho do Palais de Justice, Paris.

    Capela do Lycée Michelet, Vanves.

    Coluna de Julho, Paris.
    © Foto por Jean-Louis Zimmermann, 2010

    Palais de Justice, Paris.

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    KOTERA, Jan

  • MAYBECK, Bernard Ralph

  • VAN AVERBEKE, Émile

  • VAN AVERBEKE, Émile

    Émile Van Averbeke

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)

    OBRAS

    Café Restaurante Paon Royal, 1899.

    Casa do Povo Liberal de Antwerp, 1901.

    Quartel do Corpo de Bombeiros de Paleisstraat, 1907.

    Escola de Pestalozzistraat, 1930.

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    KIDNER, Michael

    JACOBS, Carl

    Estilo Internacional

    TAEUBER, Sophie

    KLEE, Paul

  • MUCHA, Alfons Maria

  • MUCHA, Alfons Maria

    Alphonse Maria Mucha

    Alfons Maria Mucha (1860 - 1939).

    ATUAÇÕES

    • Designer de Jóias
    • Designer Gráfico
    • Escultor(a)
    • Pintor(a)

    CRONOLOGIA

    • 1860 - Nasce em Ivancice, South Moravia.
    • 1878 - Mucha se inscreve na Academia de Belas Artes de Praga. Sua inscrição é rejeitada com a recomendação: 'Procure outra profissão na qual será mais útil.'
    • 1879 - Vai para Viena para trabalhar como pintor de cenário para a firma de Kautsky-Brioschi-Burghardt.
    • 1881 - Deixa Viena quando o Ringtheater, o maior cliente de seus empregadores, pega fogo em um acidente que mata 500 pessoas. Mucha, sendo o empregado mais novo, recebe seu aviso prévio.
    • 1882 - Vai para Mikulov onde trabalha pintando retratos. Encontra o Conde Khuen Belasi que lhe contrata para decorar seu castelo em Emmahof.
    • 1887 - Se muda para Paris para estudar na Académie Julian, sob o patrocínio do Conde.
    • 1894 - Pinta 'Gismonda', seu primeiro poster para Sarah Bernhadt.
    • 1896 - Se muda para um novo estúdio na Rue du Val-de-Grâce. Champenois publica o primeiro painel decorativo de Mucha, "As Estações".
    • 1898 - Começa a dar aulas de desenho na Whistler's Académie Carmen. Participa na primeira exposição da Secessão Vienense. Os posteres e painéis de Mucha são mostrados em Chrudim e Hradec Králové em Bohemia e Budapeste.
    • 1909 - Charles Crane concorda em financear a Epopeia Eslava de Mucha.
    • 1910 - Retorna à Praga para trabalhar nos murais de Obecni dum, que completa no ano seguinte, em 1911. Aluga um estúdio e um flat no castelo de Zbiroh, região oeste de Bohemia, para trabalhar na Epopeia Eslava.
    • 1912 - Completa os três primeiros quadros da Epopeia Eslava. Estes são apresentados à cidade de Praga em Dezembro.
    • 1919 - Os onze primeiros quadros da Epopeia Eslava são expostos no Klementium em Praga e depois enviados para serem exibidos na América.
    • 1938 - Começa a trabalhar no tríptico (não terminado) A Era da Razão, A Era do Conhecimento e A Era do Amor. Apesar de estar sofrendo com pneumonia, começa a coletar e escrever suas memórias.
    • 1939 - Mucha está entre os primeiros a serem presos pela Gestapo quando os alemães invadem a Checoslováquia. Ele é questionado e liberado para voltar para casa, mas sua saúde fica muito debilitada pelo acontecimento. Morre em Julho, em Praga.

    OBRAS

    'Les Quatre Saisons', c. 1895.

    'La Nature'.

    Cartaz 'Savonnerie de Bagnolet', 1897.

    Cartaz 'Job', 1896.

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    HEPWORTH, Barbara

  • LALOUX, Victor

  • LALOUX, Victor

    Victor Laloux

    Victor Laloux (1850-1937)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)
    • Professor(a)

    Seu talento como professor era surpreendente: nenhuma distração desviava seu instinto infalível. Suas correções eram claras e suas observações eram formuladas ordenadamente. (...) Nenhum talento lhe parecia medíocre ou insignificante. Ele sabia explorar defeitos de tal maneira que, após sua intervenção, faziam-se tão preciosos quanto virtudes. Às vezes dizia a um aluno: “Amigo, seu esboço está maravilhosamente ruim. É graças a isso que o transformaremos em algo interessante”.

    Ele não se zangava quando alguém não seguia seus conselhos. Isso porque, entre as grandes qualidades de Victor Laloux, estava a de respeitar a pessoa humana em todos os seus atributos; sendo o mais nobre entre eles precisamente a liberdade.

    O ecletismo contido em suas opiniões sobre a arte e a autoridade de uma sinceridade indiscutível não prejudicavam a avaliação das obras submetidas a seu juízo. E ele respeitava essas obras sempre que as interpretasse como a expressão de um belo pensamento. No entanto, por causa do horror que tinha à vulgaridade, esse tipo de indulgência não era nem sistemática e nem se dava sem algumas reservas — como é possível demonstrar pelo comentário que fez a um de seus alunos: “Não temo a arte audaciosa dos jovens artistas que se atiram na direção de novas vias. Temo apenas que o culto à irracionalidade e ao mal-estar não seja, para a vulgaridade, mais do que um pretexto para produzir trabalhos vulgares”.

    LEMARESQUIER, C. [1937]
    Anuário da Académie des Beaux-Arts/Institut de France.
    Palais de l'Institut, Paris, 1937. p. 100.

    CRONOLOGIA

    • 185 - Nasce em Tours, na França.
    • 1867 - Laloux se forma na escola Descartes. Logo depois seu pai o leva para o escritório do arquiteto Léon Ruhard que, então, construiu o teatro de Tours.
    • 1870 - É chamado pra servir durante a Guerra de 1870. Porém ao retornar consegue retomar seus estudos com sucesso.
    • 1877 - Termina seus estudos e obtém diploma em Arquitetura, em novembro desse ano.
    • 1878 - É premiado com o Grand Prix de Rome. No mesmo ano trabalha nos edifícios antigos: templo de Vênus e Roma, e nos santuários de Olympia.
    • 1890 - Como professor, Laloux assume a direção do atelier de Louis-Jules André, logo após a morte de André. No mesmo ano é construída a basílica de Saint-Martin de Tours, primeiro grande trabalhao de Laloux.
    • 1895 - Início da construção das prefeituras de Roubaix e Tours, que só terminaria por volta do ano 1903.
    • 1898 - Laloux é chamado para projetar a Gare D’Orsay, que é construída dois anos depois em Paris.
    • 1922 - É premiado com a American AIA Gold Medal.
    • 1929 - É premiado com a RIBA Royal Gold Medal.
    • 1937 - Morre, aos 87 anos, em Paris, na França.

    OBRAS

    Hôtel de Ville (Prefeitura), Tours.

    Gare D’Orsay, atual Musée D’Orsay.

    Gare de Tours, Tours.

    Desenho em aquarela, com traços em grafite, 1880.

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  • CRANE, Walter

  • CRANE, Walter

    Walter Crane

    Walter Crane (1845 - 1915)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Autor(a)
    • Designer Gráfico
    • Designer Têxtil
    • Ilustrador(a)
    • Poeta

    Todos enfatizavam a dignidade do trabalho e havia também aqueles que, como Crane e Ashbee, invocavam o socialismo para elevar o trabalho à categoria de um predicado sobre o qual não apenas uma arte sadia e bela estava baseada mas também na qual se assentava uma sociedade mais saudável e plena”.


    ADAMS, Steven.[1987]
    The Arts & Crafts Movement.
    London, Grange Books

    CRONOLOGIA

    • 1845 - Nasce em Liverpool, Inglaterra.
    • 1859 - Torna-se aprendiz do entalhador William James Linton, por meio de quem travou contato direto com trabalhos de Pré-Rafaelitas como Rossetti, Millais e outros.
    • 1864 - Começa a ilustrar para o também entalhador e artista gráfico Edmund Evans. Trabalha inicialmente em um livro de cantigas de roda e de embalar (nursery rhymes).
    • 1874 - Em uma série de ilustrações
    • 1877 - Planeja, com Edmund Evans, a execução do livro de canções de ninar: The Baby’s Opera.
    • 1882 - Elabora The Goose Girl, ilustração do livro Household Stories from Grimm, que, mais tarde, foi reproduzida em tapeçaria por Morris.
    • 1882 - É eleito membro do Institute of Painters in Water Colours.
    • 1888 - Funda a Arts And Crafts Exhibition Society.
    • 1890 - Torna-se Vice Presidente da Healthy and Artistic Dress Union que promovia roupas largas, ao invés de rígidas, apertadas e pesadas.
    • 1893 - Exibe Neptune’s Horses
    • 1894 - Colabora com Morris na decoração das páginas de The Story of the Glittering Plain.
    • 1894 - Torna-se Diretor de Design na Manchester Municipal School.
    • 1895 - Mostra seus trabalhos mais recentes em exposição na galeria/loja L’Art Nouveau, de Siegfried Bing, em Paris.
    • 1898 - Publica suas aulas de Manchester no livro The Bases of Design.
    • 1915 - Morre aos 69 anos, em Sussex, Inglaterra

    OBRAS

    Ilustração de capa para livro infantil, 1874.

    Neptune's Horses, 1892.

    Illustração para a Fábula "Red Riding Hood", 1875.

    Cartoon político.

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  • SOTTSASS, Ettore

  • SOTTSASS, Ettore

    Ettore Sottsass Junior

    Ettore Sottsass Jr. (1917-2007)
    Fotografia de Giuseppe Pino, 1969

    Ettore Sottsass alcançou a fama internacional no início dos anos 1980 como fundador do Memphis, a irreverente firma de design que havia maravilhado o mundo com seu mobiliário, luminárias, cerâmicas e vidraria de formas pouco convencionais e cores exuberantes. (...) Ele era também o crítico mais ferrenho do mundo do design convencional, tirando sarro do formalismo sóbrio do Modernismo, criticando a austeridade puritana do Estilo Internacional e até mesmo questionando o próprio ato de produzir objetos. As teorias de Sottsass acerca do potencial do Design para invocar emoções primitivas e comunicar significado vêm influenciando gerações de designers. "Uma mesa pode precisar de quatro pernas para funcionar", ele disse certa vez, "mas ninguém vai me convencer de que as quatro pernas têm que ser iguais."

    LABACO, Ronald T. [2006]
    Ettore Sottsass: Redefining Modernity
    Modernism Magazine, Vol. 9 No. 1. pp. 68-80

    CRONOLOGIA

    • 1917 - Nasce em Innsbruck, na Áustria. Seu pai, Ettore Sottsass Senior, era arquiteto.
    • 1930 - Forma-se em arquitetura pelo Instituto Politécnico de Turim, Itália.
    • 1936 - Viaja para Paris, onde vê pinturas de Picasso, Matisse, Braque e Kandinsky. Esses artistas tornariam-se sua principal referência quanto ao uso da cor.
    • 1945 - Muda-se para Milão, onde abre um estúdio próprio de arquitetura e design.
    • 1956 - Trabalha por um curto período de tempo para o estúdio de George Nelson, em Nova York.
    • 1957 - É contratado como consultor de design pela Olivetti. A parceria entre a firma italiana e Sottsass é bem sucedida: dois anos mais tarde, o projeto do designer para a Elea 9003 conquistaria o prestigioso prêmio Compasso d'Oro, estabelecendo sua reputação internacionalmente. Pouco depois, aceita a posição de diretor de arte na companhia italiana de móveis Poltronova.
    • 1961 - Faz uma viagem à Índia que o impacta profundamente, inspirando o design de cerâmicas que incorporassem valores culturais e filosofias asiáticas. Idealiza as Ceramiche delle tenebre (Cerâmicas da escuridão) e, logo depois, a série de cem pratos chamada Oferendas a Shiva.
    • 1968 - Produz, por intermédio da Poltronova, os armários laminados Superboxes — desdobramento do contato de Sottsass com a arte Pop e Minimalista em meados da década de 1960.
    • 1970 - Ganha o prêmio Compasso D'Oro novamente, dessa vez pelo design da máquina de escrever portátil Valentine.
    • 1973 - Co-funda a Global Tools, concebida como uma "alter-escola de arquitetura e design".
    • 1978 - Sua relação com a Olivetti e a Poltronova esfria e Sottsass passa a participar mais ativamente dos movimentos Antidesign e Arquitetura Radical. No ano seguinte, junta-se ao estúdio de antidesign Studio Alchymia. No entanto, logo se desentende com o fundador Alessandro Guerriero.
    • 1980 - Estabelece uma firma própria, a Sottsass Associati. Junto aos sócios Aldo Cibic, Marco Zanini, Marco Marabelli e Matteo Thun, desenvolve projetos de produto, interiores e gráficos. O grupo Memphis surge no mesmo ano, voltado para artigos produzidos em massa.
    • 1981 - Tem lugar a primeira exposição do grupo Memphis. Seu sucesso estrondoso garante o sucesso comercial do grupo e faz de Sottsass uma figura icônica.
    • 1985 - Sottsass deixa o Memphis no auge de sua popularidade e volta a trabalhar em designs de edição limitada. Dos anos 1990 em diante, Sottsass, decepcionado com a sociedade de consumo, limita seu trabalho como designer a algumas poucas obras para galerias de arte, dedicando a maior parte de seu tempo à arquitetura.
    • 2007 - Morre em Milão, aos 90 anos.

    OBRAS

    Máquina de escrever portátil Valentine, 1969
    © Smithsonian Design Museum

    Luminária Taiti, 1981
    © Ettore Sottsass / National Gallery of Australia

    Divisor de Ambientes Carlton, 1981
    SOLICITAR PERMISSÃO À SOTHEBY'S

    Poltrona Mandarim (protótipo), 1986
    © Brooklyn Museum

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