• Paris, Belle Époque

  • Paris, Belle Époque

    Pierre-Victor Galland
    Le bar de Maxim's, 1890

    Le 14 avril 1900, lorsque le président Émile -Loubet inaugure sur le Champ-de-Mars la nouvelle Exposition universelle, le monde entier a les yeux braqués sur Paris. Même si l’exposition, la cinquième organisée dans la capitale, s’est donnée pour objet de dresser le bilan du siècle écoulé, tous les observateurs et tous les visiteurs – ils seront plus de 50 millions au total – ont conscience ce jour-là d’entrer dans un siècle nouveau. Celle que l’on nommera beaucoup plus tard la « Belle Époque » vient de naître : une quinzaine d’années qui, en dépit du maintien d’inégalités et de fortes tensions sociales, restent surtout marquées par l’optimisme, l’intensité de la vie culturelle et la certitude du progrès.

    Paris est bien sûr au cœur de ce phénomène. La ville, que le philosophe Walter Benjamin érige quelques années plus tard en « capitale du XIXe siècle », l’est tout autant de ce XXe siècle qui s’invente. On sait combien les travaux entrepris par le préfet Haussmann durant le second Empire avaient transformé et « embelli » la capitale. Haussmann fut révoqué en janvier 1870 et l’empire s’effondra quelques mois plus tard, mais le nouveau Paris qui venait de surgir fut largement poursuivi par la IIIe République. Achevant le percement de certaines grandes artères (le boulevard Saint-Germain, l’avenue de la République), préservant une même esthétique fondée sur l’alignement, les matériaux modernes comme le verre ou l’acier, et sur un mobilier urbain reconnaissable, accentuant également la concentration des classes populaires vers l’Est et le Sud parisiens, la fin du XIXe siècle prolongea sans états d’âme le projet haussmannien.

    À maints égards, le Paris triomphant de 1900 peut ainsi apparaître comme un aboutissement, la capitale idéale dont avait rêvé Napoléon III. L’Exposition universelle permet à la ville de se doter de nouveaux bâtiments d’exception, comme le Grand et le Petit Palais, la gare d’Orsay ou le pont Alexandre III. Le métro, dont la première ligne est ouverte le 19 juillet 1900, en compte 8 en 1914, auxquelles s’ajoutent de nombreux tronçons en chantier. L’électricité, force vive de l’époque, a commencé à éclairer massivement les avenues et les rues de celle que l’on qualifie désormais de « Ville Lumière ». Surtout, l’ancien et le nouveau se mêlent harmonieusement : les édicules « Art nouveau », dont l’architecte Hector Guimard dote les stations de métro, ou le très « Art déco » Théâtre des Champs–Élysées, imaginé par Auguste Perret et inauguré en juillet 1913, s’intègrent sans difficulté dans un paysage urbain pensé comme celui de la modernité absolue.

    C’est dans ce cadre privilégié, fréquenté par des millions de touristes venus des autres capitales européennes et des États-Unis, que prospère l’imaginaire « Belle Époque ». Il tient beaucoup à l’idée d’une « ville-spectacle ». À Paris, en 1900, le théâtre continue de donner le ton. On dénombre en effet une bonne centaine de salles, qui s’égrènent le long des boulevards et des avenues à la mode, et où se produisent les plus grandes vedettes du monde : Sarah Bernhardt bien sûr, mais aussi Réjane, Cléo de Mérode ou Loïe Fuller. Cette passion du théâtre ne concerne pas seulement les scènes à la mode ou les soirées à l’Opéra ; elle se décline aussi sur le mode du vaudeville (pensons au succès des pièces de Feydeau et de Courteline) ou dans les 274 cafés-concerts que compte alors la capitale, dans lesquels se donnent chaque soir des spectacles plus légers, parfois franchement grivois, où un public plus populaire se presse « le samedi soir après l’turbin ». Moulin-rouge, Alcazar, Eldorado, Folies Bergère et Olympia deviennent des établissements fort courus, dont les revues sont annoncées à grand renfort de placards sur les colonnes Morris ou sur les palissades du métro. Depuis quelques années, la féérie se projette aussi sur grand écran, d’abord dans les cafés, dans les grands magasins ou sur les places publiques, puis, à partir de 1906, dans d’immenses et somptueuses salles de cinéma : l’Omnia Pathé, sur le boulevard de Montmartre, ou le Gaumont Palace, place de Clichy, alors le plus grand cinéma du monde avec ses 3 400 places. […]

    KALIFA, Dominique [2019]
    Paris à la Belle Époque
    Histoire & Civilisations, nº 52 (histoire-et-civilisations.com)
    (Último acesso: 04/11/2019)

    OBRAS

    René Jules Lalique
    Pingente, c. 1900

    Jules Chéret
    Peça publicitária Quinquina Dubonnet, 1898

    Alfons Maria Mucha
    Cartaz para a peça Amants, 1895

    Hector Guimard
    Vase des Binelles, 1903

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  • HOFFMANN, Josef Franz Maria

  • HOFFMANN, Josef Franz Maria

    Josef Hoffmann (1870 - 1956)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteto
    • Designer de Jóias
    • Designer de Produto
    • Designer Têxtil

    É difícil para mim escrever sobre Josef Hoffmann, posto que me oponho em absoluto à direção que vem sendo tomada hoje pelos artistas mais jovens, e não apenas em Viena. A tradição para mim é tudo – a imaginação sem freio fica em segundo lugar. Aqui [no entanto] temos um artista dono de uma imaginação grandiosa, capaz de atacar as antigas tradições, e até mesmo eu sou forçado a admitir que com êxito.

    Adolph Loos, 1898

    CRONOLOGIA

    • 1870 - Nasce em uma família de classe média na cidade de Pirnitz, Morávia (atual República Tcheca).
    • 1887 - Vence a resistência do pai, que preferiria vê-lo advogado, e obtém permissão para estudar Arquitetura na Höhere Staatsgewerbeschule (espécie de escola técnica) de Brünn. Gradua-se na instituição no ano de 1891.
    • 1892 - É admitido como aluno pela Akademie der bildenden Künste [Academia de Belas Artes de Viena], onde dá continuidade a seu treinamento. Frequenta as aulas de Karl von Hasenauer, expoente da arquitetura historicista, e Otto Wagner, que viria a ser um dos maiores influenciadores de sua obra.
    • 1895 - Funda — com Koloman Moser, Joseph Maria Olbrich e Carl Otto Czeschka, entre outros — o Siebner Club [Clube dos Sete], embrião do que viria a ser a Secessão Vienense. Seus membros reuniam-se para discutir tendências na arquitetura e na arte. No mesmo ano, o projeto de graduação de Hoffmann vence o Grand Prix, o que lhe possibilita permanecer por um período na Itália.
    • 1897 - Tendo retornado ao Império Austro-Húngaro, ingressa na firma arquitetônica de Otto Wagner e funda, em parceria com outros artistas, a Secessão de Viena. Figura central dentro do grupo, participa ativamente da publicação Ver Sacrum e como designer de exposições. Casa-se no ano seguinte com Anna Hladik, com quem teria um filho, Wolfgang.
    • 1899 - Aos 29 anos, assume como professor na Kunstgewerbeschule [Escola de Artes Aplicadas] de Viena. Até sua aposentadoria, em 1936, lecionaria nos departamentos de Arquitetura, Trabalhos em Metal, Esmaltaria e Artes Aplicadas.
    • 1900 - Tem lugar a Exposição Universal de Paris, para a qual Hoffmann projetara as salas da Kunstgewerbeschule e da Secessão Vienense. No mesmo ano viaja para o Reino Unido, onde conhece Charles Rennie Mackintosh e visita a guilda de Charles Ashbee. A importância desse contato direto com o Arts & Crafts se faria evidente na Wiener Werkstätte, estabelecida três anos depois.
    • 1903 - Fundação da Wiener Werkstätte, uma associação de caráter colaborativo entre artistas e artesãos. Financiada por Fritz Waerndorfer, e tendo por co-diretores artísticos Hoffmann e Koloman Moser, a empreitada tinha por objetivo conferir às artes decorativas o mesmo prestígio de que tradicionalmente gozavam as belas artes. O conceito da oficina prospera e expande-se com a fundação posterior da Deutscher Werkbund (1907) e da Österreichischer Werkbund (1912).
    • 1905 - Josef Hoffmann abandona a Secessão de Viena. Recém-inaugurado o edifício que projetara para abrigar o Sanatório Purkersdorf (1904), recebe a encomenda de um design para o Palais Stoclet, em Bruxelas, um dos marcos de sua carreira arquitetônica. Outros trabalhos importantes viriam a ser o interior da casa de shows avant-garde Cabaré Fledermaus (1907); a Casa Hochstetter (1907); a Villa Ast (1911); e a Villa Skywa-Primavesi (1916).
    • 1920 - Interessa-se especialmente pela construção de habitações populares, em meio à severa crise habitacional que se seguiu à Primeira Guerra Mundial. O maior desses projetos habitacionais, na Laxenburger Strasse, 94, seria inaugurado no ano de 1932.
    • 1932 - Debilitada após a Primeira Guerra e a Grande Depressão de 1929 — especialmente devastadora para Alemanha e Áustria —, a Wiener Werkstätte encerra suas atividades.
    • 1936 - Torna-se professor emérito na Akademie der bildenden Künste. No anos seguintes, participa da Exposição Internacional de Paris (1937) e projeta novos interiores para o Hotel Imperial em Viena. Depois da incorporação forçada da Áustria pela Alemanha Nazista, fica encarregado de adaptar a antiga Embaixada Alemã para uso como quartel general.
    • 1945 - Encerrada a Segunda Guerra Mundial, Hoffman volta a integrar a Secessão de Viena e atua como presidente da instituição por dois anos. Entre 1949 e 1953, projeta três complexos habitacionais de grandes dimensões, a serem alocados em Viena.
    • 1956 - Morre em seu apartamento em Viena, aos 85 anos.

    OBRAS

    Mansão Stoclet, 1911
    © Ministere de la Region de Bruxelles-Capitale

    Mansão Stoclet (interior), 1911

    Sanatório Purkersdorf, 1904

    Stitzmachine (Confeccionada para o Sanatório Purkersdorf), c. 1905

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  • JONES, Owen

  • JONES, Owen

    Owen Jones

    Owen Jones (1809 - 1874).

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)
    • Decorador(a)
    • Designer

    Uma vez terminados projeto e construção, a decoração interior do edifício da Great Exhibition, foi confiada ao talentoso arquiteto e designer Owen Jones; teórico importante que, em 1856, publicaria a The Grammar of Ornament - um tomo suntuosamente ilustrado que viria a ser o primeiro tratado rigoroso de decoração. Jones acreditava que a cor deveria ser usada para ajudar a definir a forma arquitetônica. Para a decoração do Crystal Palace, ele tentou, de forma controversa, colocar sua teoria em prática: criou um esquema policromático de cores primárias inspiradas em precedentes históricos. [Baseou-se,] em suas palavras, nos 'estupendos monumentos dos egípcios, dos gregos, dos árabes e de outras civilizações orientais’.”

    FIEL, Charlotte and Peter. (2016)
    The Story of Design.
    New York, The Monacelli Press, p. 123.

    CRONOLOGIA

    • 1809 - Nasce em Londres, Inglaterra.
    • 1825 - Começa a estagiar para o arquiteto Lewis Vulliamy.
    • 1829 - Começa seus estudos em arquitetura na Academia Real.
    • 1832 - Após se formar na Academia Real, embarca em seu Grande Tour para estudar a policromia na antiga arquitetura grega. Passa pela Itália, Grécia, Egito, Turquia e finalmente chega à Espanha acompanhado de Jules Goury, onde juntos estudam a decoração islâmica de Alhambra.
    • 1836 - Começa a publicar o fruto de seus estudos chamado Plans, Elevations, Sections and Details of the Alhambra, dividido em 12 partes. Leva quase dez anos para lançar todas.
    • 1851 - É encarregado da decoração e disposição das obras e exibições na Grande Exposição de 1851.
    • 1854 - Fica responsável, justamente de Matthew Digby Wyatt, pela decoração e organização do Palácio de Cristal em Sydenham, onde criam uma série de Quadras de Belas Artes que levariam os visitantes em uma jornada através da história do design e da ornamentação
    • 1856 - Publica sua mais famosa obra, o livro A Gramática do Ornamento.
    • 1864 - Por seus conhecimentos de arte moura e árabe, é contratado para desenhar os interiores do palácio do Vice-rei do Egito, Ismail Pasha, no Cairo, no que Jones descreve como "O maior triunfo de sua vida".
    • 1874 - Morre aos 65 anos, em Londres, Inglaterra.

    OBRAS

    The Acanthus.

    The Grammar of Ornament, adornos chineses.

    The Grammar of Ornament, adornos chineses.

    The Grammar of Ornament, adornos romanos.

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    KREIS, Wilhelm

  • Archigram Instant City

    Archigram

  • Archigram

    Grupo formado no ano de 1961 que, em 1963, adota o nome Archigram. Da esquerda para a direita: David Greene (1937); Warren Chalk (1927 - 1988); Peter Cook (1936); Michael Webb (1937); Ron Herron (1930 - 1994); e Dennis Crompton (1935).
    O grupo esteve ativo entre 1961 e 1970.

    ATUAÇÕES

    • Reino Unido

    Os projetos de megaestruturas – complexos arquitetônicos urbanos polifuncionais, realizados com alta tecnologia -, eclodiram nos anos sessenta. Um de seus embriões estava na arquitetura de Le Corbusier; em particular no projeto do Plan Obus, para Argel (1930 – 1934); e, de um modo geral, nas Unidades de Habitação - auge do processo de combinação das células habitacionais básicas no qual o arquiteto vinha trabalhando desde jovem. (...)
    As propostas do grupo britânico Archigram foram mais ambiciosas do que essas ideias de megaestruturas. Propuseram cidades móveis, tomando como modelo o modo de vida dos norte-americanos e das mobile homes. (...) Em particular, os projetos do grupo (...) partiam de um novo conceito de habitar, e propunham ideias que iam desde as vivendas cápsula às cidades megaestruturais. A confiança na tecnologia os levou a projetar desde unidades individuais até megaestruturas. Os membros do Archigram defendiam a necessidade de se recuperar o espírito pioneiro e disruptivo dos primeiros mestres; notadamente os futuristas italianos. No entanto, o imaginário produzido pelo Archigram foi fruto de uma outra época: vivia-se em uma sociedade de consumo, no contexto de uma psicologia de abundância e de desperdício. Supunha uma arquitetura intercambiável, descartável e muito sedutora que se transformaria em uma nova estratégia comercial”.

    MONTANER, Josep Maria. [2002]
    Las Formas del Siglo XX.
    Barcelona, Editorial Gilli, p. 92.

    OBRAS

    Ron Herron. (1966)
    Walking City on the Ocean.

    Peter Cook. (1964)
    Plug in City.

    Peter Cook, Dennis Crompton & Ron Herron. (1968)
    Instant City.

    Michael Webb. (1961)
    Sin Centre.

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  • HENRY, George

  • HENRY, George

    George Henry

    George Henry (1858 - 1943)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Pintor(a)

    CRONOLOGIA

    • 1858 - Nasce em Ayrshire, na Escócia.
    • 1880 - Estuda na Escola de Arte de Glasgow, onde demonstra talento para pinturas naturalistas e de cores vibrantes. Atende informalmente às aulas do pintor paisagista William York Macgregor, em seu estúdio da Rua Bath.
    • 1885 - Conhece o artista Edward Atkinson Hornel, de quem rapidamente se torna grande amigo. Henry logo o introduz aos Glasgow Boys, e ambos artistas passam a trabalhar mais próximos, treinando juntos e colaborando em obras.
    • 1889 - Pinta sua obra mais famosa e controversa, intitulada Uma Paisagem de Galloway, sendo vista por muitas como 'o trabalho mais próximo a uma obra-prima já pintado por uns dos Glasgow Boys, e por outros como apenas medíocre.
    • 1890 - Começa a trabalhar em obras colaborativas com Edward Hornel. Logo completam a ousada pintura Druidas Trazendo Visco, utilizando gesso esculpido e folhas de ouro na criação da decoração.
    • 1893 - Viaja para o Japão com Hornel, onde passam um ano e meio estudando a arte local. O aprendizado influencia sua arte.
    • 1899 - É convidado
    • 1900 - Abre um estúdio próprio em Londres, onde passa a se dedicar quase exclusivamente a fazer retratos. Atividade que, apesar de distante de seu estilo vibrante e naturalista, mostra-se mais rentável.
    • 1902 - É eleito membro da Academia Real da Escócia e, mais tarde, também apontado como sócio da Academia Real de Arte da Inglaterra.
    • 1943 - Morre aos 85 anos em Londres, na Inglaterra.

    OBRAS

    The Head of the Holy Loch, 1882

    Galloway Landscape, 1889

    The Druids Bringing In The Mistletoe, 1890

    Geisha Girl, 1894

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  • Napoleão III

  • Napoleão III

    Estilo Segundo Império

    Grand Salon Napoléon III, Musée du Louvre.

    ATUAÇÕES

    • França

    O estilo Napoleão III – também conhecido como Segundo Império -, se estende de 1852, ano do restabelecimento do Império, a 1870: data da derrota [da França] na batalha de Sedan, que marca o fim do regime imperial. (...)
    Inspira-se em períodos diferentes: particularmente nos estilos Gótico; Renascimento; Luís XIV, Luís XV e Luís XVI. Também toma emprestadas referências estrangeiras, notadamente os estilos Inglês, Chinês e Japonês. A concepção dos móveis comporta elementos variados em abundância, de modo que o mobiliário Napoleão III se mostra, às vezes, muito carregado. (...)
    O Gótico volta à moda com cadeiras de encostos cravejados com pináculos; o Renascimento com esfinges, quimeras ou cariátides; o estilo Luís XIV com móveis que imitam a técnica de marqueteria de Boulle; o estilo Luís XV com conchas, folhas de acanto e arabescos; e o estilo Luís XVI com padronagens gregas. (...)
    A concepção dos móveis também se inspira em estilos de outros países. O estilo Chippendale (cadeiras em acaju com encostos vazados) da Inglaterra. A criação de móveis em forma de pagodes ou com a utilização do bambu e da laca, como na China; ou mesmo tomando emprestado um universo aquático e floral, à imagem de obras japonesas”.

    COLLIN DU BOCAGE, Olivier. [2005]
    Reconnaître et Choisir ses Meubles.
    Paris, Hachette Pratique, p. 212.

    OBRAS

    Charles Garnier
    Opéra de Paris ou Palais Garnier, 1861 - 1875.

    Alexandre-Georges Fourdinois
    Poltronas, c. 1850.

    Guillaume Grohé
    Écran

    Henry Dasson
    Relógio com putto de pé

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  • DRYDEN, David Owen

  • LALIQUE, René

  • LALIQUE, René

    René Lalique

    René Lalique (1860 - 1945)

    ATUAÇÕES

    • Designer de Jóias
    • Designer de Móveis
    • Designer de Vidros
    • Escultor(a)
    • Pintor(a)

    [René Lalique] helped a vitrine designed by Huysmans for the 1900 Paris world's fair draw huge crowds. Before a bronze lattice of butterfly-women and beneath a sky with bats, "the sensation of the world's fair presented itself: spiritualized creatures from an intermediary world, pregnant with symbolism and formed of exquisite materials". One of these precious items, [was] the corsage ornament Dragonfly (...): [its] wings are of golden lattice work with hinges for movement. Enamel surfaces have been structured with inset diamonds; the body of the insect is studded with green chrysoprase; a nude, sphinx-like bust of a woman becomes the insect's head, with scarabs as eyes.

    The jewelry art of the Second Empire in France, the Grüdnderzeit in Germany, or Victorian England had a preference for particularly expensive stones in opulent mountings. Jewelry designers of the turn of the century opposed this occasionally very showy style by placing more value on artistic-aesthetic design and virtuoso workmanship over the material value of the raw materials. [René] Lalique was one of the first, starting in 1890 in Paris, to follow this principle; he chose more affordable materials but gave them innovative expressive possibilities.

    WOLF, Norbert [2011]
    Art Nouveau
    Prestel Verlag, Munique, 2015. p. 80

    CRONOLOGIA

    • 1860 - Nasce em Aÿ-en-Champagne, Marne, na França.
    • 1872 - Ingressa na College Turgot e começa a estudar desenho com o professor Justin-Marie Lequin.
    • 1876 - Começa a trabalhar como aprendiz do artesão e joalheiro Louis Aucoc.
    • 1878 - Ingressa na Sydenham Art College, em Londres, onde estuda até 1880.
    • 1882 - Começa a trabalhar como designer independente para grandes joalherias de Paris, como Jacta, Cartier e Boucheron.
    • 1885 - Assume a direção da oficina do joalheiro Jules Destape, na Place Gaillon, Paris.
    • 1890 - Já reconhecido como um dos designers de joias Art Nouveau mais importantes da França, é chamado para criar peças para La Maison de l'Art Nouveau, de Samuel Bing, em Paris.
    • 1900 - Apresenta suas obras na Exposition Universelle de Paris, onde faz sucesso com suas joias.
    • 1902 - Projeta figurino a ser usado pela atriz Sarah Bernhardt na peça Théodora. A atriz era uma de suas clientes mais famosas.
    • 1905 - Abre uma loja na Place Vendôme, em Paris, onde exibe não só suas joias, mas também seus trabalhos em vidro.
    • 1910 - Projeta o frasco para o perfume Ambre Antique de Fraçois Coty.
    • 1920 - Depois de longos anos projetando peças no estilo Art Nouveau, Lalique começa a explorar mais o estilo Art Déco em seus trabalhos.
    • 1929 - Lalique é chamado para fazer a decoração dos vagões do Côte d’Azur Pullman Express.
    • 1935 - É chamado para colaborar no design de interior da grande sala de jantar da primeira classe do navio de luxo Normandie, projetando as colunas de iluminação e lustres para o ambiente. Nesse mesmo ano ele abre a loja Lalique, na Rue Royale, em Paris.
    • 1945 - Morre, aos 85 anos, em Paris, na França.

    OBRAS

    Diadema Galo, c. 1897-1898
    © Calouste Gulbenkian Museum

    Peitoral de serpentes, c. 1898
    © Calouste Gulbenkian Museum

    Peitoral de pavão, c. 1900
    © Calouste Gulbenkian Museum

    Broche Libellule, c. 1897-98
    © Calouste Gulbenkian Museum

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    BERGERET, Albert

    OUD, J. J. P.

    DE LUCCHI, Michele

    STELLA, Frank

  • ANTIDESIGN

  • ANTIDESIGN

    Design Radical

    Cadeira Pratone.
    Pietro Derossi. (1966)

    ATUAÇÕES

    • Itália
    • Reino Unido

    O design antirracionalista, na Italia, estava inspirado na pop art, na arte povera, e no design de exposições. Baseava-se no argumento interessante (...) de que não existe algo que possa ser chamado de bom design; ou, melhor ainda, que bom é tudo aquilo desejado pela maioria do público. (...)
    A política e as motivações do design italiano eram claras: quando uma expressão como ‘antidesign’ entrava no vocabulário do design, nem sempre estava claro a quem ou ao que esta oposição se referia. [Em suas manifestações a respeito, Ettore] Sottsass era inteligente demais para manifestar sua posição. Mas aquilo contra o qual ele claramente se manifesta é o que considerava o dogma racionalista da escola de design da antiga Alemanha Ocidental; tendo, como exemplo, [o trabalho de] Dieter Rams”.

    “Ettore Sottsass” in: Diseñadores del Siglo XX. Barcelona. Ediciones CEAC, 1993, p. 212.

    CRONOLOGIA

    • 1961 - 1980

    OBRAS

    Porta Casacos Cactus.
    Guido Drocco & Franco Mello. (1972)

    Sofá Bocca.
    Studio 65. (1972)

    Puf Sacco.
    Piero Gatti, Cesare Paolini & Franco Teodoro. (1966)

    Lâmpada de mesa Boalum.
    Gianfranco Frattini & Livio Castiglioni. (1969)

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    LE CORBUSIER

    BOMBERG, David

    FRUTIGER, Adrian

    PEVSNER, Antoine

  • Construtivismo

  • Construtivismo

    OBRAS

    Aleksandr Rodchenko
    Capa para a antologia de poemas About This, 1923
    © Arquivos Rodchenko Stepanova, Moscou

    Varvara Stepanova
    Design para traje esportivo unissex, 1928
    © Mobile Design Museum

    Lazar Lissitzky
    Proun, 1925

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  • GROHÉ, Guillaume

  • GROHÉ, Guillaume

    Guillaume Grohé

    Assinatura entalhada em um móvel

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Designer de Móveis
    • Marceneira(o)

    Todas as grandes épocas da história são representadas por móveis contemporâneos típicos: baús, camas de dossel, guarda-roupas esculpidos, consoles, gabinetes, cômodas adornadas com incrustações... Tais artefatos são continuamente imitados e aperfeiçoados por nossos hábeis ebanistas e, entre eles, é imprescindível citar os distintos irmãos Grohé. Ninguém é capaz de combinar com mais habilidade uma totalidade de elementos ímpares; de rejuvenescer velhas formas; de dar às imitações um ar de originalidade; e de criar modelos que são imediatamente acolhidos pelo mundo elegante. A carpintaria de luxo e requintada não tem representantes mais dignos do que os irmãos Grohé. Seus móveis distinguem-se sempre pela elegância e pelo bom gosto: não importa em que estilo, se antigos ou modernos; sejam eles objetos de arte e de alto requinte ou peças marchetadas e ornamentadas. O que é mais impressionante na produção desses artífices, no entanto, é que jamais sacrificam o conforto. Eles compreendem perfeitamente que, mesmo dispensando a cada uma de suas peças um toque de elegância, não se deve perder de vista que elas são destinadas ao uso quotidiano.

    LEGRAND, Henri. [1857]
    Album Henri Legrand.
    Paris.

    CRONOLOGIA

    • 1808 - Nasce em uma família de agricultores no grão-ducado de Hesse, parte do então Império Alemão.
    • 1827 - Instala-se em Paris junto com o irmão mais velho, Jean-Michel.
    • 1829 - Começa, em parceria com Jean-Michel, a fabricar e vender mobiliário. Sua especialidade viria a ser os móveis de alta qualidade, inspirados em uma variedade de estilos históricos.
    • 1834 - O negócio se desenvolve rapidamente e consolida-se no sucesso da participação dos irmãos na oitava Exposition de l'Industrie, ocorrida em 1834, Paris. Os Grohé exibem peças nos estilos Egípcio e Gótico.
    • 1844 - Participam da décima Exposition de l'Industrie, na qual conquistam medalha de ouro. A peça premiada seria a dressoir [cômoda] octogonal em ébano, decorada por figuras esculpidas de autoria de Michel-Joseph-Napoleón Liénard.
    • 1847 - Fundam a casa Grohé Frères, encabeçada por Guillaume. Suas criações seriam muito requisitadas pela nobreza da época, atraindo compradores como a Rainha Victoria, Louis-Phillipe I, Napoleão III e sua mulher, a Imperatriz Eugénie.
    • 1861 - Jean-Michel retira-se das atividades da oficina. Guillaume dá continuidade à Grohé Frères sozinho e vem a se tornar júri das Expositions Universelles [Exposições Universais de Paris].
    • 1862 - Guillaume participa da International Exibition em Londres, onde ganha uma medalha por sua criação estilo Luís XVI. A peça vencedora conta com ornamentos em bronze cinzelado, esculpidos pelos irmãos François-Auguste e François-Joseph-Louis Fannière.
    • 1869 - Guillaume é condecorado Chevalier de la Légion d’Honneur, título concedido àqueles possuidores de méritos eminentes à nação.
    • 1885 - Guillaume Grohé falece, tendo encerrado as atividades de sua oficina no ano anterior.

    OBRAS

    Guéridon Ovale, 1858

    Table de milieu [Mesa de centro], 1847

    Espelho, c. 1858

    Mostruário, 1844

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    Space Age

  • OHR, George

  • KENDALL, David Wolcott

  • CARRÀ, Carlo

    HEARTFIELD, John

  • BALLA, Giacomo

  • BALLA, Giacomo

    Giacomo Balla (1871-1958)

    ATUAÇÕES

    REFERÊNCIAS DO CURSO

    OBRAS

    Dinamismo di un cane al guinzaglio, 1912.

    Landscape, 1913.

    Lampada ad Arco, 1909.

    Transformación Forma-espíritu, 1918.

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  • BEARDSLEY, Aubrey

  • BEARDSLEY, Aubrey

    Aubrey Vincent Beardsley

    Aubrey Beardsley (1872 - 1898).

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Autor(a)
    • Ilustrador(a)

    Parece existir em sua obra um espírito curioso, bizarro, que evoca o Japão, algo de sortilégio e de grotesco, tal como o sonho provocado pelo ópio".

    CRANE, Walter. Apud DEMPSEY, Amy. [2003]
    Estilos, escolas e movimentos.
    São Paulo, Cosac Naify

    CRONOLOGIA

    • 1872 - Nasce em Brighton, na Inglaterra.
    • 1883 - Ganha reconhecimento muito cedo ao participar de concertos de piano com a irmã Mabel, tendo apenas 11 anos de idade.
    • 1885 - Começa a esboçar seus primeiros desenhos e caricaturas que são divulgados pelo jornal de sua escola, o Bristol Grammar School Past and Present.
    • 1885 - Descobre o amor pelo teatro. Escreve sua primeira peça na qual contracena com seus colegas de escola.
    • 1888 - Vai trabalhar em um escritório de arquitetura e, depois, na firma de seguros Guardian Life and Fire Insurance Company.
    • 1891 - Aconselhado por Sir Edward Burne-Jones e por Pierre Puvis de Chavannes, começa a encarar a arte como profissão.
    • 1892 - Inscreve-se nos cursos da Westminster School of Art. Começa a criar as ilustrações para Le Morte d'Arthur, de Sir Thomas Malory.
    • 1893 - Faz a primeira apresentação de suas ilustrações no The Journal.
    • 1894 - Ilustra o livro Salomé, de Oscar Wilde, seu amigo íntimo.
    • 1894 - Ajuda a fundar a revista The Yellow Book, onde começa a trabalhar como Editor de Arte.
    • 1895 - É afastado injustamente do cargo de editor do The Yellow Book. Trabalha, sucessivamente, para as revistas The Savoy e The Studio.
    • 1896 - Faz ilustrações satíricas para uma publicação do livro Les Liaisons Dangereuses, de Chordelos de Laclos.
    • 1896 - Ganha notoriedade com a publicação de The Rape of the Lock. Divulga sua polêmica ilustração de Lysistrata, de Aristófanes.
    • 1897 - Com o agravamento de seu estado de saúde – e com medo da morte -, converte-se ao Catolicismo e ordena a seu Editor que queime todos os seus trabalhos profanos, (no que é desobedecido).
    • 1898 - Morre precocemente aos 25 anos, vítima de tuberculose, em Menton, França.

    OBRAS

    The Peacock Skirt, para Oscar Wilde, 1892.

    The Black Cape - Ilustração para o drama Salomé, de Oscar Wilde.

    The Climax.

    Capa do primeiro volume do periódico The Yellow Book, 1894.

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  • MCKIM, Charles Follen

  • MCKIM, Charles Follen

    Charles Follen Mckim

    Charles Follen Mckim (1847 - 1909)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)

    O êxito da firma [McKim, Meade & White] deveu-se à natureza complementar de seus três sócios — McKim, o idealista; Meade, o pragmático; e White, o sedutor. O idealismo vibrante e a adesão aos princípios universais de McKim foram moldados no exemplo de seu pai: ativista proeminente e patrono da causa abolicionista. (...) Meade era o realista do trio; o engenheiro. (...) White era o provocador, sempre pronto a quebrar precedentes, a usar novos materiais e a experimentar novas formas de edificações. (...) Esse alto nível de profissionalismo forjou-se nos muitos anos que trabalharam como assistentes no escritório de Henry Hobson Richardson.

    ROTH, Leland. [1980]
    International Dictionary of Architects.
    James Press.

    CRONOLOGIA

    • 1847 - Nasce em Chester County, Pensylvannia, Estados Unidos.
    • 1866 - Estuda em Harvard, na Lawrence Scientific School.
    • 1867 - Segue para Paris, onde aprimorará seus conhecimentos de Arquitetura na École des Beux-Arts, onde torna-se discípulo de Honoré Daumet.
    • 1872 - Regressa aos Estados Unidos, estabelecendo-se em Nova Iorque.
    • 1877 - Associa-se com o arquiteto William R. Mead.
    • 1879 - McKim e Mead associam-se com Stanford White para formar uma das mais prestigiadas firmas de arquitetura dos Estados Unidos.
    • 1895 - Constrói Biblioteca Pública de Boston, um dos muitos ícones do Beaux-Arts norte-americano pelos quais foi responsável.
    • 1900 - Recebe uma Medalha de Ouro na Exposição Universal de Paris.
    • 1903 - Recebe, do Rei Eduardo VII da Inglaterra, uma Medalha de Ouro por seus serviços prestados à Arquitetura.
    • 1907 - Torna-se membro da National Academy of Design.
    • 1909 - Morre em Long Island, Nova Iorque, aos 62 anos.

    OBRAS

    Boston Public Library

    White House Family Dining Room

    Pennsylvania Station

    Municipal Building

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  • TIFFANY, Louis Comfort

  • TIFFANY, Louis Comfort

    Louis Comfort Tiffany

    Louis Comfort Tiffany (1848 - 1933).

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Designer de Interiores
    • Designer de Jóias
    • Designer de Vidros
    • Pintor(a)

    Enquanto muitos [designers americanos] adotaram uma abordagem um tanto improvisada no que diz respeito ao design e à manufatura, alguns optaram por um tratamento mais refinado dos materiais. Entre esses estava Louis Comfort Tiffany, que teve amplo reconhecimento internacional por sua criação de artefatos inovadores no estilo da Nova Arte e cujo trabalho foi sempre notável pela excepcional qualidade de sua execução. (...) A maioria dos designers americanos não abraçaram a exuberância do Art Nouveau no mesmo grau que seus pares europeus. Tiffany foi uma exceção a essa regra. Sua obra refletia a influência das tendências de design Franco-Belgas com suas formas e motivos orgânicos. Também contemplava os princípios correlatos do movimento de Arts & Crafts em sua insistência na manufatura de alta qualidade e nos acabamentos a mão realizados por artífices habilidosos. A influência do estilo Art Nouveau Continental na América foi, talvez, sentida de maneira mais intensa nas artes gráficas com o trabalho de Will Bradley. Com ele, pode-se perceber um turbilhonamento caótico e vigoroso [dos traços] tal como nos posters de Toulouse-Lautrec, na França, ou nas ilustrações de Aubrey Beardsley, na Grã-Bretanha”.

    FIELL, Charlotte & Peter. [2016]
    The Story of Design.
    New York, The Monacelli Press.

    CRONOLOGIA

    • 1848 - Nasce em Nova York, nos EUA.
    • 1866 - Volta para Nova York após se formar na Eagleswood Military Academy, em New Jersey, e inicia seus estudos de pintura sob a tutela de George Inness.
    • 1870 - Visita a Europa e o Norte da África, primeiro na companhia do artista Robert Swain Gifford; e depois com Gifford e seu amigo, também artista, Samuel Colman no inverno seguinte.
    • 1871 - Torna-se membro associado da National Academy of Design.
    • 1879 - Junta-se a Candace Wheeler, Samuel Colman e Lockwood de Forest, para fundar a Louis Comfort Tiffany and Associated American Artists.
    • 1881 - Faz a decoração de interior da Mark Twain House, em Hartford, Connecticut.
    • 1882 - É contratado, a pedido do então presidente Chester A. Arthur, para fazer a decoração de ambientes da White House.
    • 1885 - Registra a empresa Tiffany Glass and Decorating Company, posteriormente conhecida como Tiffany Studios.
    • 1893 - Monta uma nova fábrica chamada Stourbridge Glass Company (posteriormente conhecida como Tiffany Glass Furnaces) localizada em Corona, Queens, Nova York.
    • 1895 - Suas obras são exibidas na galeria de Samuel Bing, L'Art Nouveau, em Paris.
    • 1900 - Expõe seus vitrais The Four Seasons, (que lhe rendem uma medalha de ouro) na Exposition Universelle, em Paris.
    • 1902 - Torna-se Diretor de Arte da Tiffany & Co., empresa de joias fundada por seu pai, Charles Lewis Tiffany.
    • 1918 - Funda a Louis Comfort Tiffany Foundation, um retiro de verão para jovens artistas e artesãos, que funcionaria em sua casa, Laurelton Hall, em Long Island, NY.
    • 1933 - Morre aos 84 anos em Nova York, nos EUA.

    OBRAS

    Louise Tiffany, Reading, 1888.

    Abajur, 1904–15.

    Snake Charmer at Tangier, Africa, 1872.

    Poltrona, 1891–92.

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  • RENWICK, James

  • RENWICK, James

    James Renwick Jr.

    James Renwick Jr. (1818 - 1895).

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)
    • Engenheira(o)

    A New York’s Grace Church (...) de James Renwick, Jr (...) é uma mistura de uma composição puginiana com um detalhamento europeu".

    BROOKS, Chris. [1999] The Gothic Revival.
    London, Phaidon.

    CRONOLOGIA

    • 1818 - Nasce em Manhattan, Nova Iorque, Estados Unidos, filho de uma família abastada. Seu pai era arquiteto, engenheiro e professor de Filosofia Natural no Columbia College.
    • 1831 - Entra no Columbia College, futura Universidade de Columbia.
    • 1836 - Forma-se em Engenharia. Sua fluência em estilos arquitetônicos é de natureza auto-didata.
    • 1843 - Vence uma competição para a construção de uma nova igreja em Nova Iorque — a Grace Church, em Manhattan —, apresentando um projeto no estilo Gótico.
    • 1847 - Inicia a construção do prédio principal do Smithsonian, em Washington D.C., inspirando-se na arquitetura românica.
    • 1858 - Inicia a construção da Catedral de St. Patrick, em Manhattan, mesclando influências dos estilos Gótico Alemão, Francês e Inglês.
    • 1872 - Projeta e constrói a Igreja de São Bartolomeu, em Nova Iorque, no estilo Gótico-Românico.
    • 1882 - Igualmente inspirando-se nos cânones Gótico e Românico constrói a Igreja (Católica) de Todos os Santos, em Nova Iorque.
    • 1895 - Morre em Nova Iorque. A Encyclopaedia of American Architecture se refere a ele como um dos mais bem sucedidos arquitetos americanos de seu tempo. Deixa um legado arquitetônico de prédios bem planejados construídos em diversos estilos.

    OBRAS

    Catedral de St. Patrick's , Nova York.

    Cathedral of Our Merciful Saviour, Minnesota.

    Grace Church, Nova York.

    Capela do Cemitério de Oak Hill, Washington DC.

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  • BREUER, Marcel

  • BREUER, Marcel

    Marcel Breuer (1902-1981)

    ATUAÇÕES

    REFERÊNCIAS DO CURSO

    OBRAS

    Long Chair, 1936.

    Cleveland Trust Tower, 1971.

    Mesa; Modelo B19, 1928.

    St. John's Abbey Church

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  • CLARKE, Harry

  • CLARKE, Harry

    Harry Clarke

    Harry Clarke (1889 - 1931)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Ilustrador(a)
    • Vitralista

    Seria tentador descrever o estudo definitivo de Nicola Gordon Bowe sobre a obra de Harry Clarke como a revelação de um ‘Artista Ignorado’. A história dessa captura de uma besta mitológica do mundo das artes pela erudição de uma devotada donzela de cabelos negros estaria bem adequada ao próprio estilo - febril e fantástico -, das ilustrações de Clarke.
    Mas, na verdade, talento raramente é ‘ignorado’. Clarke foi reconhecido por seus compatriotas contemporâneos como mestre na elaboração de vitrais e notável ilustrador Simbolista. Seu trabalho, no entanto, tem sido negligenciado pelos historiadores, dado que a maior parte da atenção ao renascimento cultural da Irlanda no século XX foi concentrado nos expoentes da literatura.
    A própria natureza dos vitrais e a dificuldade de sua reprodução fotográfica limitou a somente aqueles que visitaram os sítios arquitetônicos onde existem obras de Clarke a admiração de seus melhores trabalhos. Apenas em seu livro de ilustrações Clarke foi capaz de atingir um público mais amplo; em particular nas duas novas edições da obra de Edgar Allan Poe, que se tornaram best-sellers internacionais”.

    HUNTER-SIEBEL, Penelope. [1989].
    Foreword to Original Edition. in: BOWE, Nicola Gordon: Harry Clarke: The Life & Work.

    CRONOLOGIA

    • 1889 - Nasce em Dublin, Irlanda. Filho de um decorador de igrejas, Harry cresceu em torno de muitas escolas de arte.
    • 1905 - Deixa a universidade de Belvedere após a morte de sua mãe poucos anos antes, e começa a trabalhar como aprendiz no estúdio de seu pai durante o dia e frequentar aulas na Escola de Arte de Dublin à noite.
    • 1910 - Seu vitral “The Consecration of St Mel, Bishop of Longford, by St Patrick” ganha a medalha de ouro na Competição Nacional da Banca de Educação em Londres. A primeira de três medalhas de ouro consecutivas por seus vitrais na Competição Nacional.
    • 1914 - Casa-se com a artista Margaret Crilley e, juntos, se mudam para Londres, onde Harry começa a trabalhar com encomendas de ilustração de livros.
    • 1916 - É impresso seu primeiro projeto completo de ilustração, contendo 16 placas coloridas e mais 24 em meio-tom para o livro “Fairy Tales by Hans Christian Andersen”.
    • 1918 - Entrega nove vitrais encomendados para a Capela de Honan. Seu trabalho magnífico e bem detalhado cimenta sua reputação como um artesão habilidoso e original.
    • 1921 - Morre seu pai, Joshua Clarke, e Harry se muda para seu estúdio na North Frederick Street. Enquanto seu irmão cuida das encomendas de decoração, Harry continua a realizar suas encomendas em vidro, logo tendo seu nome associado a alta qualidade em vitrais.
    • 1923 - É instalado o vitral The Ascension em Brisbane, recebido com grande aclamação.
    • 1927 - Clarke entrega ao Ministro irlandês sua proposta para uma encomenda de vitral contendo oito cenas distintas de obras de escritores irlandeses para a Organização Internacional do Trabalho em Genebra. Sua ideia é rejeitada após serem consideradas impróprias algumas das cenas contendo dançarinas semi-nus.
    • 1931 - Morre em Coire, Suíça, aos 41 anos de idade.

    OBRAS

    Vitral “The Madonna with Sts Aidan and Adrian”, 1919

    Ilustração para “Tales of Mystery and Imagination”, de Edgar Allan Poe, 1908

    Vitral da igreja St. Michael's, Galway, Irlanda, 1925

    Ilustração para "The Pit and the Pendulum", de Edgar Allan Poe, 1919

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  • HORTA, Victor

  • HORTA, Victor

    Victor Horta

    Victor Horta (1861 - 1947).

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)
    • Designer

    A inspiração genial de Horta foi de libertar a Arquitetura da tutela das linhas Neoclássicas e Góticas, reinventando as formas com maior liberdade e com espírito prático de modo que pudessem adaptar-se a projetos reais que poderiam ser desenvolvidos com os incontáveis novos materiais que a época colocava à sua disposição. É de acordo com essa perspectiva que devemos compreender a Casa Tassel, considerada o primeiro edifício do Art Nouveau belga; ou seja, levando em consideração não apenas o novo espírito da Arquitetura como também o emprego de novos materiais. (…) Em todos os trabalhos de Horta observa-se um equilíbrio nas composições. Os imperativos da construção nunca são rompidos. Além disso, graças a uma imaginação excepcional, suas formas foram evoluindo criativa e constantemente de modo a se adaptarem às demandas mais variadas.

    KLICZKOWSKI, Maria Sol. [2003]
    Victor Horta.
    New York, teNeues Publishing.

    CRONOLOGIA

    • 1861 - Nasce em Gante, Bélgica.
    • 1873 - Estuda Arquitetura na Académie des Beaux-Arts de Gante.
    • 1874 - Frequenta a Athénée Royal de Gand, até 1877.
    • 1878 - Muda-se para Paris, iniciando uma parceria com o arquiteto e designer Jules Debuysson, trabalhando em seu atelier em Montmartre.
    • 1880 - Volta para a Bélgica, após a morte de seu pai.
    • 1881 - Casa-se e se muda para Bruxelas, onde entra para a Académie Royale des Beaux-Arts.
    • 1884 - Vence o prêmio Godecharle de arquitetura com seu projeto para um novo prédio do Parlamento.
    • 1887 - Ganha competição organizada pela Académie des Beaux-Arts de Bruxelas voltada a ex-alunos, com seu projeto de um Museu de História natural.
    • 1889 - Visita a Exposition Universelle em Paris, onde fica encarregado de um pavilhão destinado a apresentar a escultura de Jef Lambeaux, Les Passions Humaines.
    • 1892 - Torna-se professor na Faculté Polytechnique de l'Université Libre de Bruxelles, onde permanece até 1911.
    • 1893 - Constrói La Maison Autrique e L'Hôtel Tassel ambos em Bruxelas.
    • 1894 - Torna-se presidente Société Centrale d'Architecture da Bélgica. No mesmo ano, constrói a Maison Frison e o Hôtel Solvay, todos os dois em Bruxelas.
    • 1895 - Projeta o Hôtel Van Eetvelde, no mesmo ano são construídos em Bruxelas: o Jardin d'Enfants, o Hôtel Deprez-Van de Velde e a Maison du Peuple, demolida em 1965.
    • 1898 - Constrói a Maison Hortae o atelier, que em 1969 se torna o Museé Horta.
    • 1947 - Morre em Bruxelas, Bélgica.

    OBRAS

    Relógio de bronze, 1895.

    Hotel Tassel, Bruxelas, 1893.

    Hotel Solvay, 1900.

    Interior do Hotel Tassel, Bruxelas, 1893.

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  • WEBB, Philip

  • WEBB, Philip

    Philip Speakman Webb

    Philip Speakman Webb (1831 - 1915)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)
    • Designer de Móveis
    • Designer Têxtil
    • Vitralista

    George Jack, (…) principal assistente [de Webb], escreveu após sua morte: ‘É como lembrar-se dos raios de sol do passado – eles deleitam e passam, mas também fazem as coisas crescer. Webb foi como os raios de sol; foi, inclusive, tão pouco reconhecido e agradecido quanto eles’."

    TODD, Pamela. [2004]
    The Arts & Crafts Companion.
    New York, Palazzo, 2008

    CRONOLOGIA

    • 1831 - Nasce em Oxford, na Inglaterra.
    • 1846 - Começa seu aprendizado junto ao arquiteto John Billing, em Reading, Berkshire.
    • 1852 - Torna-se assistente do arquiteto George Edmund Street, em Londres.
    • 1856 - Conhece William Morris, de quem se tornará grande amigo.
    • 1858 - Abre sua própria firma de Arquitetura.
    • 1859 - Constrói para William Morris a Red House, em Bexleyheath, Kent; casa que será uma das referências do Movimento Arts & Crafts.
    • 1861 - Ajuda a fundar a Morris, Marshall, Faulkner & Company, firma para a qual executará diversos projetos.
    • 1874 - Inicia o projeto da Igreja (Gótica) de St. Martin, em Brampton; a única Igreja na qual trabalhou. A construção dura quatro anos.
    • 1877 - Funda, com William Morris, a Society for the Protection of Ancient Buildings.
    • 1885 - Junta-se à Socialist League, da qual se tornará Tesoureiro.
    • 1892 - Começa o projeto da Casa Standem, terminado em 1894; um de seus últimos trabalhos.
    • 1900 - Aposenta-se e vai morar no interior da Inglaterra onde viverá modestamente.
    • 1915 - Morre em Worth, Sussex, Inglaterra, aos 84 anos.

    OBRAS

    A Casa Vermelha, 1859

    Lápide de William Morris, 1896

    Interior da Casa Vermelha, 1859

    Prédio Escritório Bell & Co., 1891

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    PAWSON, John

    Design Orgânico

  • DALPAYRAT, Pierre-Adrien

  • DALPAYRAT, Pierre-Adrien

    Pierre-Adrien Dalpayrat

    Pierre-Adrien Dalpayrat (1844 - 1910).

    ATUAÇÕES

    • Ceramista
    • Escultor(a)

    CRONOLOGIA

    • 1844 - Nasce em Limoges, na França.
    • 1859 - Começa a frequentar a École Pratique de Peinture sur Porcelaine, de Limoges.
    • 1867 - Dalpayrat começa sua carreira como pintor de cerâmicas. A começar desse período, ele trabalha em seis fábricas diferentes, em curtos intervalos de tempo.
    • 1870 - Passa um tempo em Londres com seu irmão Louis, com o objetivo de estudar a técnica de esmaltagem em cobre.
    • 1874 - Começa a trabalhar para a fábrica de porcelanas Ashwin, na comuna de Valentine, ao pé dos Pirineus.
    • 1889 - Muda-se para Bourg-la-Reine, cidade próxima à Paris com uma longa tradição na fabricação de porcelana. Nessa mesma época, Dalpayrat para de se auto intitular pintor de cerâmica e passa a se identificar como ceramista ou artista-ceramista. Começa também a utilizar cada vez mais o grês em seus trabalhos.
    • 1892 - Exibe 50 peças de grês baseadas em modelos de Alphonse Voisin-Delacroix, na prestigiosa Galerie Georges Petit em Paris.
    • 1893 - Participa da World's Columbian Exposition, em Chicago, onde é premiado com medalha de bronze.
    • 1900 - Recebe uma medalha de ouro na Exposition Universelle de Paris. No mesmo ano é condecorado com a Légion d'Honneur.
    • 1910 - Morre aos 66 anos, em Limoges, na França.

    OBRAS

    Vaso de grês, c. 1900.

    Vaso com arabescos de grês vitrificado.

    Jarro de cerâmica c. 1900.

    Jardineira floral.

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  • EL LISSITZKY

  • EL LISSITZKY

    Lazar Markovich Lissitzky

    El Lissitzky (1890-1941)
    © The Josef and Anni Albers Foundation / ARS, New York

    ATUAÇÕES

    OBRAS

    Cartaz litográfico Vence os Brancos com a Cunha Vermelha, 1920
    © Museum of Fine Arts, Boston

    Ilustrações para o livro Pela Voz, 1920

    Figurino Novo Homem para o espetáculo Vitória sobre o Sol, 1923
    © Tate Museum

    Projeto para o boulevard Stratsnoy, 1925

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    Global Tools

  • Afrofuturismo

  • Afrofuturismo