BERLAGE, Hendrik Petrus

  • Neogótico

  • Neogótico

    Revivalismo Gótico

    Augustus Pugin
    Ladrilho de cerâmica; 1850

    ATUAÇÕES

    • França
    • Reino Unido

    (...) A renúncia da ideia clássica de beleza como harmonia e equilíbrio engendra os fundamentos de uma estética do sentimento; da forma irregular, primitiva; de reminiscências de ruinas arquitetônicas e de efeitos insólitos e surpreendentes. (...) Para os artistas oitocentistas, o Medievo era sinônimo de sinceridade artística, de integridade espiritual e de honra cavalheiresca; em oposição aos excessos racionais do Iluminismo, da industrialização progressiva e da consequente temática social do realismo.”

    TARABRA, Daniela. [2008]
    Saper vedere gli stili delle arti.
    Milano, Mondatori Arti, p.330.

    OBRAS

    John Ruskin - Zermatt; Aquarela, 1844

    William Burges - Cúpula do Arab Room; Castelo de Cardiff, Gales, 1865 - 1881.

    George Gilbert Scott - Albert Memorial; Londres, Hyde Park, 1872.

    Alfred Waterhouse - Vitrais do Museu de História Natural; Londres, 1880.

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  • Arts & Crafts

  • Arts & Crafts

    Arts & Crafts

    William Morris
    Achanthus Wallpaper.

    ATUAÇÕES

    • Reino Unido

    O Movimento de Artes e Ofícios [Arts & Crafts] teve suas raízes nos anos finais da Grã- Bretanha do século XIX. Seus principais teóricos — homens como William Morris, C.R. Ashbee e W.R. Lethaby —, tiveram formação de arquitetos e trabalharam pela unidade das artes, acreditando que todos os empreendimentos criativos tinham o mesmo valor. Não apenas desejavam reformar o design como também restabelecer a qualidade do próprio processo de trabalho. Com a divisão do trabalho, a Revolução Industrial desvalorizou o ofício de artífice (craftsman) transformando-o em uma mera peça na engrenagem de uma máquina. O objetivo do Movimento de Artes e Ofícios era, nesse sentido, o de reestabelecer a harmonia entre arquiteto, designer e artífice. Desejavam também restaurar a perícia na produção de artefatos de uso quotidiano de forma que fossem não apenas bem projetados como também tivessem preços acessíveis".

    CUMMING, Elizabeth. [1991]
    The Arts and Crafts Movement.
    London, Thames & Hudson, 2002, p.6.

    OBRAS

    William De Morgan
    Tiles

    Charles Ashbee
    Decanter, 1904-1905.

    Edward Coley Burne-Jones
    An Angel Playing a Flageolet, 1878

    Walter Crane
    Neptune's Horses.

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    CHASHNIK, Ilya

    BRAUNGART, Michael

    SAUNDERS, Helen

  • VON SCHMIDT, Friedrich

  • VON SCHMIDT, Friedrich

    Friedrich von Schmidt

    Friedrich von Schmidt (1825 - 1891).

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)
    • Professor(a)

    O progresso do Gótico Vienense atingiu seu clímax com a execução do projeto da nova Rathaus [Prefeitura] (1869-1873) de [Firedrich] Schmidt. Seu ecletismo – com um centro norte-italiano, extremidades um pouco francesas e um interior alemão —, parece sugerir a inspiração no estilo Vitoriano Tardio. No entanto, uma análise mais aprofundada sugere um pastiche sofisticado que evita graciosamente quaisquer efeitos mais vigorosos. Apesar de a Rathaus ter sido de um êxito evidente, o Renascimento Austríaco permaneceu um conglomerado de edifícios individuais, logrando atingir poucas raízes mais profundas da cultura nacional. Na verdade, nunca teve a importância política que Reichensperger [político Alemão amante das arte e arquitetura Gótica] esperava que tivesse no âmbito de uma reunificação Alemã: a Áustria foi excluída desse movimento, derrotada e humilhada pela Prússia, na Guerra das Sete Semanas, de 1866.

    BROOKS, Chris. [1999] The Gothic Revival.
    London, Phaidon.

    CRONOLOGIA

    • 1825 - Friedrich Schmidt nasce na vila de Frickenhofen, município de Gschwend, estado de Baden-Württemberg, na Alemanha.
    • 1840 - Inicia seus estudos na Escola Politécnica de Stuttgart, graduando-se em 1843.
    • 1845 - Junta-se à guilda de trabalhadores envolvidos na construção da Catedral de Colônia. Nesse ambiente, progride profissionalmente tornando-se Mestre.
    • 1856 - Forma-se Arquiteto, tendo sido aprovado nos exames do Estado.
    • 1858 - Após converter-se ao Catolicismo, viaja para Milão onde se torna professor de Arquitetura Medieval e trabalha na restauração da Catedral de Sant’Ambrogio, entre outros projetos.
    • 1859 - É nomeado professor de Arquitetura na Akademie der bildenden Künste, de Viena e consolida sua posição como um dos mais importantes arquitetos especializados em construção e reforma de igrejas da Europa.
    • 1859 - Projeta e inicia a construção da Igreja de São Lázaro, em Viena. A obra é finalizada em 1863.
    • 1860 - Colabora na idealização e participa da construção de diversos prédios da Ringstrasse ao longo das próximas duas décadas.
    • 1862 - Assume a coordenação do Comitê de Construção da Catedral de Santo Estêvão, em Viena, e também do Comitê Central para o Estudo e Preservação de Monumentos.
    • 1866 - A partir deste ano exerce, por diversos mandatos, a direção da Associação Austríaca de Arquitetos e Engenheiros.
    • 1872 - Concebe e constrói a Rathaus, em Viena, onde funcionarão a Prefeitura e o Conselho Municipal da cidade. A obra sera terminada em 1883.
    • 1886 - Recebe, do Imperador Franz Joseph I, o título de barão (Freiherr) do Império Austro-Húngaro tornando-se Friedrich Freiherr von Schmidt.
    • 1891 - Morre, aos 65 anos, em Viena, na Áustria.

    OBRAS

    Interior de Wiener Rathaus, 1883.

    Wiener Rathaus, 1883.

    Projeto para vitral da Catedral de St. Stephen em Viena, 1864.

    Monastério dominicano de Herzogstraße em Dusseldorf 1887.

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    HOFMAN, Vlastislav

    GREIMAN, April

    VILLON, Jacques

  • ASHBEE, Charles Robert

  • ASHBEE, Charles Robert

    Charles Robert Ashbee

    Charles Robert Ashbee (1863 - 1942)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)
    • Designer de Jóias
    • Designer de Móveis

    Charles Robert Ashbee afirmou que os princípios do Movimento Arts and Crafts foram desenvolvidos de maneira mais lógica e mais consistente nos Estados Unidos e na Europa do que na Grã-Bretanha.”


    ADAMS, Steven. [1987]
    The Arts & Crafts Movement.
    London, Grange Books

    CRONOLOGIA

    • 1863 - Nasce na vila de Isleworth, Inglaterra.
    • 1883 - Passa 3 anos estudando no King's College, em Cambrige, sob a orientação do arquiteto George Frederick Bodley.
    • 1888 - Funda a Guild and School of Handicraft no Toynbee Hall, em Londres.
    • 1890 - A escola, isto é, a Guild and School of Handicraft muda-se para a Essex House em Mile End, Londres.
    • 1898 - Traduz e publica o trabalho de Benvenuto Cellini; um clássico que descreve técnicas de ouriversaria e escultura.
    • 1902 - A escola é forçada a mudar-se de novo, desta vez para Chipping Camden, onde mais tarde funcionará a School of Arts & Crafts (1904-1914).
    • 1907 - É publicado um catálogo contendo seus trabalhos em prata e de joalheria a preços extremamente baratos.
    • 1909 - Publica Modern English Silverwork, sob a influência do estilo dos produtos de Arthur Liberty e da Secessão Vienense.
    • 1918 - É apontado conselheiro cívico do Mandato Britânico da Palestina, supervisionando construções e proteção de sítios históricos e monumentos como presidente da Sociedade Pró-Jerusalém.
    • 1942 - Morre, aos 79 anos, em Sevenoaks, Kent, Inglaterra.

    OBRAS

    Armário. Todos os direitos reservados a AA&CA.

    Bacia de prata martelada a mão, 1901.

    Candelabro Elétrico, 1895.

    Decanter, 1904-1905.

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    GUGELOT, Hans

    PROULX, Daniel

  • MONDRIAN, Piet

  • MONDRIAN, Piet

    Pieter Cornelis Mondriaan

    Pieter Mondrian (1872-1944)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Pintor

    Mondrian veio para significar Modernismo. Seu nome e sua arte sintetizam o ideal do Grande Modernismo. Eu não gosto da palavra 'icônico', então digamos que ele se tornou 'totêmico' — um totem de tudo aquilo que o Modernismo propõe."

    BAYLEY, Stephen.

    CRONOLOGIA

    • 1872 - Nasce em Amersfoort, na Holanda;
    • 1886 - Aos 14 anos, começa a estudar desenho;
    • 1892 - Qualifica-se como professor de desenho de escolas secundárias e ingressa na Academia Nacional de Belas Artes de Amsterdã;
    • 1893 - Junta-se à sociedade artística Kunstliefde ("Amantes da Arte"), onde pela primeira vez seus desenhos são exibidos;
    • 1903 - Ao visitar um amigo em Brabante, na Bélgica, é influenciado pela paisagem e passa por um processo de autoconhecimento pessoal e artístico;
    • 1907 - Patrocina a Exibição Quadrienal em Amsterdã, participando juntamente com outros artistas, com Kees van Dongen, Otto van Rees e Jan Sluijters — sendo estes considerados Pós-Impressionistas;
    • 1908 - Começa sua jornada com o movimento Teosófico e ano seguinte junta-se à Sociedade Teosófica da Holanda. Além disso, é influenciado por Helena Blavatsky, e pode ser percebida uma mudança estética em suas obras, aproximando-se de um estilo que lembrava as obras de Edvard Munch;
    • 1911 - Muda-se para Paris e começa ser inspirado pelas características do Cubismo de Pablo Picasso e Georges Braque. Porém, apesar das influências cubistas, ele busca associar sua arte à sua busca pelo espiritual;
    • 1914 - Retorna à Holanda para visitar seu pai que estava doente e permanece por lá devido ao início da 1ª Guerra Mundial. Lá ele fica com um grupo de artistas, onde conhece Bart van der Leck e Theo van Doesburg.
    • 1917 - Inicia a revista De Stjil— onde ele expõe suas teses sobre o que ele viria a chamar de Neoplasticismo— , juntamente com Theo van Doesburg, Bart van der Leck, e agora também, Vilmos Huszar.
    • 1919 - Suas obras começam a apresentar formas de grid, que viria a ser o estilo pelo qual Mondrian tornou-se mais conhecido;
    • 1926 - Produz uma de suas obras mais conhecidas, Painting I, encomendada por Katherine Dreier — co-fundadora da Sociedade de Artistas Independentes de Nova Iorque, juntamente com Marcel Duchamp e Man Ray. A pintura foi exposta na exibição realizada pela Sociedade no Museu de Brooklyn;
    • 1934 - Três de suas pinturas são exibidas na exposição "Abstrato e Concreto" em Oxford, Londres e Liverpool;
    • 1943 - Produz Broadway Boogie-Woogie para o Museu de Arte Moderna, em Manhattan, onde reside desde 1940. Tal obra se torna uma das maiores influências para os estudos na escola de geometria abstrata;
    • 1944 - Morre em Nova Iorque, nos EUA.

    OBRAS

    Píer e Oceano (Composição 10 em preto e branco), 1915
    © Kröller-Müller Museum

    Composição com Plano Vermelho Amplo, Amarelo, Preto, Cinza e Azul, 1921

    Composição Losangular em Vermelho, Preto, Azul e Amarelo, 1925

    Broadway Boogie Woogie, 1942 - 1943

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  • Archigram Instant City

    Archigram

  • Archigram

    Grupo formado no ano de 1961 que, em 1963, adota o nome Archigram. Da esquerda para a direita: David Greene (1937); Warren Chalk (1927 - 1988); Peter Cook (1936); Michael Webb (1937); Ron Herron (1930 - 1994); e Dennis Crompton (1935).
    O grupo esteve ativo entre 1961 e 1970.

    ATUAÇÕES

    • Reino Unido

    Os projetos de megaestruturas – complexos arquitetônicos urbanos polifuncionais, realizados com alta tecnologia -, eclodiram nos anos sessenta. Um de seus embriões estava na arquitetura de Le Corbusier; em particular no projeto do Plan Obus, para Argel (1930 – 1934); e, de um modo geral, nas Unidades de Habitação - auge do processo de combinação das células habitacionais básicas no qual o arquiteto vinha trabalhando desde jovem. (...)
    As propostas do grupo britânico Archigram foram mais ambiciosas do que essas ideias de megaestruturas. Propuseram cidades móveis, tomando como modelo o modo de vida dos norte-americanos e das mobile homes. (...) Em particular, os projetos do grupo (...) partiam de um novo conceito de habitar, e propunham ideias que iam desde as vivendas cápsula às cidades megaestruturais. A confiança na tecnologia os levou a projetar desde unidades individuais até megaestruturas. Os membros do Archigram defendiam a necessidade de se recuperar o espírito pioneiro e disruptivo dos primeiros mestres; notadamente os futuristas italianos. No entanto, o imaginário produzido pelo Archigram foi fruto de uma outra época: vivia-se em uma sociedade de consumo, no contexto de uma psicologia de abundância e de desperdício. Supunha uma arquitetura intercambiável, descartável e muito sedutora que se transformaria em uma nova estratégia comercial”.

    MONTANER, Josep Maria. [2002]
    Las Formas del Siglo XX.
    Barcelona, Editorial Gilli, p. 92.

    OBRAS

    Ron Herron. (1966)
    Walking City on the Ocean.

    Peter Cook. (1964)
    Plug in City.

    Peter Cook, Dennis Crompton & Ron Herron. (1968)
    Instant City.

    Michael Webb. (1961)
    Sin Centre.

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    BOMBERG, David

    MALDONADO, Tomás

  • Construtivismo

  • Construtivismo

    OBRAS

    Aleksandr Rodchenko
    Capa para a antologia de poemas About This, 1923
    © Arquivos Rodchenko Stepanova, Moscou

    Varvara Stepanova
    Design para traje esportivo unissex, 1928
    © Mobile Design Museum

    Lazar Lissitzky
    Proun, 1925

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    TSCHUMI, Bernard

  • POPOVA, Liubov

  • POPOVA, Liubov

    Lyubov Popova

    Liubov Popova
    © MOMus

    ATUAÇÕES

    OBRAS

    Linhas de Força Espacial

    Arquitetura Pictórica, 1918

    Construção de Força Espacial, c. 1921

    Padronagens têxteis, c. 1923
    © Tretyakov Gallery

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  • VILASECA, Josep

  • VILASECA, Josep

    Josep Vilaseca i Casanovas

    Josep Vilaseca i Casanovas (1848 - 1910).

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)

    CRONOLOGIA

    • 1848 - Nasce em Barcelona, na Espanha.
    • 1873 - Forma-se em Arquitetura em Madrid e viaja junto com seu amigo Lluís Domènech para Alemanha, França, Suiça, Áustria e Itália para conhecer as tendências arquitetônicas.
    • 1874 - Torna-se professor na Escola d'Arquitectura de Barcelona.
    • 1879 - Projeta, junto com Francesc Vidal, o Atelier de Artes do mesmo.
    • 1885 - Projeta o Mausoléu da família Batlló, a Casa Pla e a Casa Bruno Cuadros, todos com clara influência Egípcia.
    • 1888 - Constrói o Arc de Triomf de Barcelona para a Exposição Universal de Barcelona de 1888.
    • 1910 - Morre, aos 62 anos, em Barcelona na Espanha.

    OBRAS

    Detalhe da fachada da Casa Pia Batlló, 1896

    Casa Comas d'Argemir, 1904

    Arc de Triomf de Barcelona, 1888

    Mausoléu da família Batlló i Batlló, Esculturas de Manel Fuxá, 1889

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    SCHUST-KNOLL, Florence

  • HIRTH, Georg

  • HIRTH, Georg

    Georg Hirth

    Georg Hirth (1841 - 1916)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Autor(a)
    • Editor(a)

    CRONOLOGIA

    • 1841 - Nasce em Tonna, na Alemanha.
    • 1857 - Estuda na Perthes Geographical Institution em Gotha durante cinco anos.
    • 1858 - Começa a escrever, fazendo contribuições regulares para a coluna “Notícias à Distância” na revista mensal Westermann. No ano seguinte, publica em sua editora própria seu primeiro livro, chamado ”Friedrich Schiller als Mann des Volkes”. As vendas foram boas, e o texto foi um marco em suas visões liberais.
    • 1863 - Vai estudar economia na Universidade de Leipzig, onde também passa a editar a revista esportiva Deutsche Turnzeitung.
    • 1870 - Trabalha durante um ano como editor de política e comércio do jornal Augsburger Allgemeine.
    • 1875 - Abre a gráfica ”Knorr & Hirth” junto de seu cunhado Thomas Knorr. Através da mesma publica inúmeros artigos e livros que propagam suas visões sobre a política e a arte.
    • 1881 - Torna-se proprietário do jornal diário Münchner Aktuell Nachrichten e o transforma em uma das maiores publicações liberais em Munique.
    • 1892 - Contribui financeiramente para a criação e manutenção da Associação de Artistas Visuais de Munique, mais tarde conhecida como a Secessão de Munique, termo cunhado por si próprio para descrever o espírito de vários movimentos artísticos da época.
    • 1896 - Lança a revista cultural semanal Jugend, publicação que fala sobre os ideais modernistas dos meios artísticos e literários de sua época, e que vem a ser instrumental na disseminação do Art Nouveau na Alemanha, dando nome ao movimento próprio do país, o Jugendstil.
    • 1900 - Funda a Associação Goethe pela Proteção da Arte e Ciência Livres.
    • 1916 - Morre aos 74 anos em Tegernsee, na Alemanha.

    OBRAS

    Capa da revista Jugend nº16 por Hans Rossmann, 1897

    Interior da revista Jugend nº6, 1902

    Interior da revista Jugend nº19 por Maximilian Liebenwein, 1896

    Estudo para capa da revista Jugend por Hans Christiansen, 1898

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  • DALÍ, Salvador

  • DALÍ, Salvador

    Salvador Dalí (1904-1989)

    ATUAÇÕES

    REFERÊNCIAS DO CURSO

    OBRAS

    Young Virgin Auto-Sodomized by the Horns of Her Own Chastity, 1954.

    Portrait of My First Cousin, 1923.

    Sonho Causado Pelo Voo de uma Abelha ao Redor de Uma Romã um Segundo Antes de Acordar, 1944.

    Crepuscular Old Man, 1918.

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  • Surrealismo

  • Surrealismo

    OBRAS

    Man Ray
    Rayografia (O Beijo), 1922

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  • Vorticismo

  • Vorticismo

    William Patrick Roberts
    The Vorticists at the Restaurant de la Tour Eiffel, 1915, 1961-2
    © The Estate of William Roberts / Tate Museum, London

    CRONOLOGIA

    • É o -

    OBRAS

    Wyndham Lewis
    Capa para a Revista Blast, 1915

    William Roberts
    Boxeadores, 1914
    © The estate of John David Roberts

    Frederick Etchells
    Progressão, 1915

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    CAMPANA, (irmãos)

  • BURNE-JONES, Edward

  • BURNE-JONES, Edward

    Edward Coley Burne-Jones

    Edward Burne-Jones (1833 - 1898)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Artista Plástico
    • Cenógrafa(o)
    • Ceramista
    • Designer de Vidros
    • Designer Gráfico
    • Vitralista

    Lembro-me de uma vez estar conversando com o Sr. Burne-Jones sobre a ciência moderna e tê-lo ouvido dizer: “Quanto mais materialista se torna a ciência, mais pintarei anjos. Suas asas são meu protesto em nome da imortalidade da alma”.

    WILDE, Oscar The English Renaissance of Art. Palestra no Chickering Hall.
    Nova Iorque, 9 de janeiro de 1882.

    CRONOLOGIA

    • 1833 - Nasce em Birmingham, Inglaterra.
    • 1848 - Entra na Escola de Artes de Birmingham onde estuda por quatro anos.
    • 1853 - Começa a cursar Teologia na Universidade de Exeter, Oxford onde conhece William Morris, com quem divide uma paixão pela Idade Média e pelos escritos de Thomas Carlyle e John Ruskin. Também é lá que conhece o trabalho dos Pré-Rafaelitas.
    • 1856 - Sob a influência de Dante Gabriel Rossetti, Burne Jones e William Morris deixam a faculdade e decidem tornar-se artistas. Mudam-se para o número 17 da Red Lion Square, em Londres, endereço anterior de Rossetti.
    • 1861 - Torna-se um dos fundadores da firma Morris, Marshall, Faulkner and Co., transformando-se no seu principal designer de vitrais. Lá, produziu mais de 500 peças.
    • 1864 - É eleito sócio da Old Water Colour Society em virtude da qualidade de suas aquarelas. Dentre elas, The Merciful Knight (1863).
    • 1870 - Pede afastamento da Old Water Colour Society após escândalo relacionado a sua obra Phyllis e Demophoön. Passa os próximos sete anos trabalhando isolado, em Fulham, no oeste de Londres.
    • 1877 - Tem oito de suas pinturas a óleo, incluindo The Mirror of Venus e The Beguiling of Merlin expostas na abertura da Galeria de Grosvenor. Seu trabalho é altamente aclamado.
    • 1881 - Recebe um diploma honorário da universidade de Oxford.
    • 1885 - Torna-se presidente da Birmingham Society of Artists, e membro da Royal Academy.
    • 1891 - Torna-se membro da Art Workers' Guild.
    • 1898 - Morre aos 64 anos em Londres, Inglaterra.

    OBRAS

    Saint Cecilia, 1900

    An Angel Playing a Flageolet, 1878

    The Three Graces, c. 1890

    Rubaiyat of Omar Khayyam, c. 1870

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  • BALLA, Giacomo

  • BALLA, Giacomo

    Giacomo Balla (1871-1958)

    ATUAÇÕES

    REFERÊNCIAS DO CURSO

    OBRAS

    Dinamismo di un cane al guinzaglio, 1912.

    Landscape, 1913.

    Lampada ad Arco, 1909.

    Transformación Forma-espíritu, 1918.

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  • OLBRICH, Joseph Maria

  • OLBRICH, Joseph Maria

    Josef Maria Olbrich

    Josef Olbrich em frente a sua casa em Darmstadt, 1901

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)

    O colega de [Josef Maria] Olbrich, Josef Hoffmann, comentou que "Olbrich, uma verdadeira fonte de ideias e talvez de um romantismo demasiado, era um trabalhador colossal e criador incansável. Ele era obcecado pela música de [Richard] Wagner e teria adorado construir Valhalla. Era maravilhoso fantasiar com ele. Nenhuma tarefa era grande demais e não havia nada que ele não tentasse, ao menos na forma de um rascunho."

    KURDIOVSKY, Richard. [2005]
    In.: BRANDSTÄTTER, Christian (Ed). Vienna 1900: Art, Life and Culture.
    Nova York, The Vendome Press. p. 272.

    CRONOLOGIA

    • 1867 - Nasce no dia 22 de Dezembro em Troppau (Opava), então parte do império Austro-Húngaro e hoje território da República Tcheca. Frequenta uma escola local mas parte sem ter completado sua graduação.
    • 1882 - Matricula-se no departamento de construção civil da Staatsgewerbeschule (Escola Técnica Estatal) de Viena.
    • 1886 - Retorna a Troppau, onde trabalha para a firma de August Bartel.
    • 1890 - De volta a Viena, torna-se aluno da escola especial de arquitetura da Academia de Belas Artes, onde lecionava Carl von Hasenauer.
    • 1893 - Trabalha por alguns meses para o arquiteto vienense Otto Wagner, que assumira a cátedra de von Hasenauer.
    • 1894 - Vence o Prix de Roma, que custeia sua viagem de estudos à Itália. A viagem, entretanto, é logo interrompida: Wagner propõe a Olbrich que assuma como projetista chefe no planejamento e design da Stadtbahn (ferrovia) de Viena. Tendo aceitado a oferta de trabalho, retorna a Viena. Considera-se que várias das estações projetadas por Wagner podem ser coatribuídas a Olbrich, como o Hofpavillon em Schönbrunn e a estação Karlsplatz.
    • 1897 - Em parceria com um grupo de pintores, escultores e arquitetos, funda, no mês da Abril, a Secessão Vienense. A Secessão opunha-se à conservadora Künstlerhaus, associação artística oficial. Josef Olbrich viria a ser membro fundador também da Bund Deutscher Architekten [Associação de Arquitetos Alemães] (1903) e da Deutscher Werkbund (1907).
    • 1898 - Inauguração da sede da Secessão, projetada por Olbrich.
    • 1899 - Ernst Ludwig, grão-duque de Hessen, convida Josef Olbrich, Peter Behrens e outros artistas para formar uma colônia artística, assentada na colina de Mathildenhöhe, em Darmstadt. Olbrich desenvolve todos os edifícios da colônia, bem como o plano geral, o mobiliário, os jardins e a infraestrutura para as exibições. O foco arquitetônico ficaria por conta da casa de Ernst Ludwig, concluída no ano subsequente.
    • 1901 - Tem lugar na colônia a exibição Ein Dokument deutscher Kunst [Um documento da arte germânica], para a qual o arquiteto desenvolve uma série de estruturas temporárias. A mais interessante seria a galeria de pintura e escultura, cujo traçado dinâmico Olbrich revisitaria em sua entrada — vencedora do primeiro prêmio — para a competição pelo design da estação ferroviária de Basel, Suíça.
    • 1904 - Exibe seu trabalho na Louisiana Purchase Exposition, em St. Louis. Sua participação é um sucesso e atrai a atenção de vários arquitetos americanos, dentre os quais Frank Lloyd Wright.
    • 1906 - Período de apogeu do trabalho de Olbrich em Mathildenhöhe, com o design da Galeria de Exibições — blocada e formal, com tons classicistas — e da Torre Matrimonial, presente de casamento da cidade de Darmstadt para o grão-duque.
    • 1908 - Morre de leucemia no dia 8 de Agosto. Ele estivera trabalhando em duas importantes encomendas: a Casa Feinhals, em Cologne-Marienburg, e a loja de departamentos Tietz, em Düsseldorf, concluídas postumamente.

    OBRAS

    Estação Karlsplatz, 1898
    © Foto de Paul Barker Hemings, 2014

    Wiener Secessionsgebäude (Sede da Secessão Vienense), 1898

    Casa de Ernst Ludwig, 1901

    Torre Matrimonial, 1907

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  • MAJORELLE, Louis

  • MAJORELLE, Louis

    Louis Majorelle

    Louis Majorelle (1859 - 1926)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Decorador(a)
    • Designer de Móveis

    CRONOLOGIA

    • 1859 - Nasce em Toul, na França.
    • 1877 - Ingressa na École des Beaux-Arts de Paris, onde estuda Pintura sob a orientação de Jean-François Millet.
    • 1879 - Após a morte de seu pai, Auguste Majorelle, Louis abandona os estudos e retorna à Nancy para assumir os négocios da família ao lado de seu irmão, Jules.
    • 1894 - Começa a desenvolver um estilo Art Nouveau, sob influência de Émile Gallé.
    • 1898 - Contrata Henri Sauvage, jovem arquiteto parisiense, para colaborar com Lucien Weissenburger na construção de sua casa em Nancy, a Villa Majorelle (também conhecida como Villa Jika).
    • 1900 - Expõe suas peças de decoração na Exposition Universelle de Paris, o que implusiona o reconhecimento de seu trabalho internacionalmente.
    • 1901 - É co-fundador da École de Nancy, da qual se torna vice-presidente.
    • 1904 - Ganha o Grand Prize na St. Louis World's Fair.
    • 1910 - Abre lojas nas cidades de Nancy, Paris, Lyon e Lille.
    • 1916 - Incêndio destrói suas fábricas na Rue de Vieil-Aître, em Nancy.
    • 1917 - Um bombardeio alemão destrói sua loja na Rue Saint-Georges, em Nancy. Ele se muda então para Paris, e só volta para Nancy e reconstrói seus estabelecimentos após o fim da Primeira Guerra Mundial.
    • 1925 - Participa da Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes em Paris, inclusive como membro do júri.
    • 1926 - Morre em Nancy, na França.

    OBRAS

    Cadeira.

    Villa Majorelle, 1902
    © Fotografia por Patrice Saucourt / L'Est Républicain

    Escada 'Monnaie-du-pape', Nancy, 1904.

    Meuble à musique, 1898
    © Musée de l'École de Nancy

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    Escola Suíça

    SCHMIDT, Joost

    WADSWORTH, Edward

  • RODCHENKO, Aleksandr

  • RODCHENKO, Aleksandr

    Aleksandr Rodchenko (1891-1956)
    © Fotografia de Michail Kaufman

    ATUAÇÕES

    OBRAS

    Pintura Não-Objetiva nº 80 (Preto sobre preto), 1918
    © MoMA

    Pôster para o departamento de Gosizdat, Leningrado (editora estatal), 1924
    © Museu Estatal Pushkin

    Pôster para o filme O Encouraçado Potemkin, 1926
    © Biblioteca Nacional da Rússia

    Escadaria, 1930
    © ADAGP, Paris

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    BELTRI, Victor

  • Paris, Belle Époque

  • Paris, Belle Époque

    Pierre-Victor Galland
    Le bar de Maxim's, 1890

    Le 14 avril 1900, lorsque le président Émile -Loubet inaugure sur le Champ-de-Mars la nouvelle Exposition universelle, le monde entier a les yeux braqués sur Paris. Même si l’exposition, la cinquième organisée dans la capitale, s’est donnée pour objet de dresser le bilan du siècle écoulé, tous les observateurs et tous les visiteurs – ils seront plus de 50 millions au total – ont conscience ce jour-là d’entrer dans un siècle nouveau. Celle que l’on nommera beaucoup plus tard la « Belle Époque » vient de naître : une quinzaine d’années qui, en dépit du maintien d’inégalités et de fortes tensions sociales, restent surtout marquées par l’optimisme, l’intensité de la vie culturelle et la certitude du progrès.

    Paris est bien sûr au cœur de ce phénomène. La ville, que le philosophe Walter Benjamin érige quelques années plus tard en « capitale du XIXe siècle », l’est tout autant de ce XXe siècle qui s’invente. On sait combien les travaux entrepris par le préfet Haussmann durant le second Empire avaient transformé et « embelli » la capitale. Haussmann fut révoqué en janvier 1870 et l’empire s’effondra quelques mois plus tard, mais le nouveau Paris qui venait de surgir fut largement poursuivi par la IIIe République. Achevant le percement de certaines grandes artères (le boulevard Saint-Germain, l’avenue de la République), préservant une même esthétique fondée sur l’alignement, les matériaux modernes comme le verre ou l’acier, et sur un mobilier urbain reconnaissable, accentuant également la concentration des classes populaires vers l’Est et le Sud parisiens, la fin du XIXe siècle prolongea sans états d’âme le projet haussmannien.

    À maints égards, le Paris triomphant de 1900 peut ainsi apparaître comme un aboutissement, la capitale idéale dont avait rêvé Napoléon III. L’Exposition universelle permet à la ville de se doter de nouveaux bâtiments d’exception, comme le Grand et le Petit Palais, la gare d’Orsay ou le pont Alexandre III. Le métro, dont la première ligne est ouverte le 19 juillet 1900, en compte 8 en 1914, auxquelles s’ajoutent de nombreux tronçons en chantier. L’électricité, force vive de l’époque, a commencé à éclairer massivement les avenues et les rues de celle que l’on qualifie désormais de « Ville Lumière ». Surtout, l’ancien et le nouveau se mêlent harmonieusement : les édicules « Art nouveau », dont l’architecte Hector Guimard dote les stations de métro, ou le très « Art déco » Théâtre des Champs–Élysées, imaginé par Auguste Perret et inauguré en juillet 1913, s’intègrent sans difficulté dans un paysage urbain pensé comme celui de la modernité absolue.

    C’est dans ce cadre privilégié, fréquenté par des millions de touristes venus des autres capitales européennes et des États-Unis, que prospère l’imaginaire « Belle Époque ». Il tient beaucoup à l’idée d’une « ville-spectacle ». À Paris, en 1900, le théâtre continue de donner le ton. On dénombre en effet une bonne centaine de salles, qui s’égrènent le long des boulevards et des avenues à la mode, et où se produisent les plus grandes vedettes du monde : Sarah Bernhardt bien sûr, mais aussi Réjane, Cléo de Mérode ou Loïe Fuller. Cette passion du théâtre ne concerne pas seulement les scènes à la mode ou les soirées à l’Opéra ; elle se décline aussi sur le mode du vaudeville (pensons au succès des pièces de Feydeau et de Courteline) ou dans les 274 cafés-concerts que compte alors la capitale, dans lesquels se donnent chaque soir des spectacles plus légers, parfois franchement grivois, où un public plus populaire se presse « le samedi soir après l’turbin ». Moulin-rouge, Alcazar, Eldorado, Folies Bergère et Olympia deviennent des établissements fort courus, dont les revues sont annoncées à grand renfort de placards sur les colonnes Morris ou sur les palissades du métro. Depuis quelques années, la féérie se projette aussi sur grand écran, d’abord dans les cafés, dans les grands magasins ou sur les places publiques, puis, à partir de 1906, dans d’immenses et somptueuses salles de cinéma : l’Omnia Pathé, sur le boulevard de Montmartre, ou le Gaumont Palace, place de Clichy, alors le plus grand cinéma du monde avec ses 3 400 places. […]

    KALIFA, Dominique [2019]
    Paris à la Belle Époque
    Histoire & Civilisations, nº 52 (histoire-et-civilisations.com)
    (Último acesso: 04/11/2019)

    OBRAS

    René Jules Lalique
    Pingente, c. 1900

    Jules Chéret
    Peça publicitária Quinquina Dubonnet, 1898

    Alfons Maria Mucha
    Cartaz para a peça Amants, 1895

    Hector Guimard
    Vase des Binelles, 1903

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    LICHTENSTEIN, Roy

    High Tech

  • DASSON, Henry

  • DASSON, Henry

    Henry Dasson

    Henry Dasson (1825 - 1896)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Ebanista
    • Escultor(a)
    • Marceneira(o)
    • Mestre de Fundição (Bronze)

    Se falássemos de um mestre de fundição de bronzes a certos amadores acostumados a confundir arte com arqueologia, eles não nos pediriam para ver suas obras; perguntariam a data de seu nascimento e o ano de sua morte. Se, por acaso, o referido fundidor tivesse nascido — como [Charles] Crozatier —, no início deste século, sorririam amarelo encolhendo desdenhosamente os ombros. E pior: se o dito fundidor tivesse o azar de viver neste exato momento (em que dele se fala), como é o caso de Henry Dasson, nem mesmo seu nome estariam interessados em saber.
    Não somos vítimas desse tipo de preconceito. É provável que Benvenuto Cellini tivesse contemporâneos que o tivessem desprezado (em nome da arqueologia) e que muitos acreditem que o próprio Crozatier já é coisa do passado. Mas sobre Henry Dasson: após examinar sua obra com atenção, estamos convencidos de que, muito em breve, [...] seus trabalhos serão tão admirados que muitos esquecerão de associá-los a seu nome. Isso talvez provoque nele [não sabemos como o sr. Dasson reage a elogios] (...) um tipo de vaidade anônima... A mais refinada de todas as vaidades... Aquela vaidade dos que, escondidos na multidão, são capazes de delicadamente recolher os mais deliciosos elogios daqueles que ignoram que o criador daquilo que admiram está presente.

    L. BRUNÉO. [1883]
    Le Panthéon de l'Industrie.
    Paris, 9e année, nº 438.

    CRONOLOGIA

    • 1825 - Nasce em Paris, filho de um sapateiro.
    • 1840 - É matriculado na École Turgot, recém inaugurada em 1839. Lá, torna-se aluno do escultor Justin-Marie Lequien.
    • 1854 - Casa-se com a colorista Pauline Dussob. Por volta dessa época, começa a exercer a relojoaria como ofício, sob a orientação do mestre relojoeiro mecânico Jean-François Arnoux.
    • 1867 - Assume o negócio de Carl Drechsler — ebanista pouco conhecido, que por sua vez assumira o atelier do mestre de fundição Charles Crozatier —, e começa a ter sua reputação reconhecida. Durante um breve período associa-se a Émile Godeau, produzindo artefatos de bronze e relógios.
    • 1871 - Adquire os negócios do mestre marceneiro Charles-Guillaume Winckelsen, depois de este ter falecido no ano anterior. Ao dar continuidade à tradição de Winckelsen, envolve-se na produção de mobiliário de alta qualidade. Em meio à crescente popularidade que os estilos historicistas haviam adquirido a partir da metade do século XIX, obtém grande sucesso com suas réplicas.
    • 1878 - Participa, com criações nos estilos Louis XV e XVI, da Exposição Universal de Paris. Entre elas, estaria sua celebrada cópia do Bureau du Roi. No mesmo ano, em 24 de junho, o jornal La Liberté publica uma nota descrevendo seu atelier na rua Vieille-du-Temple, 106: "As oficinas estão no fundo do jardim o qual o sr. Dasson se diverte povoando com estátuas. [Lá] trabalham 60 artesãos e ainda uns 40 são indiretamente empregados. Não é preciso dizer que todos são artistas extremamente talentosos".
    • 1883 - Participa da Exibição Internacional de Amsterdã. No mesmo ano, recebe a condecoração de cavaleiro da Légion d'Honneur, prêmio em reconhecimento pela qualidade de sua obra.
    • 1889 - É laureado com o Grand Prix Artistique da Exposição Universal de Paris.
    • 1894 - Encerra suas atividades e fecha a firma H. Dasson & Cie, realizando no local um grande leilão.
    • 1896 - Morre em Paris, aos 71 anos de idade. É enterrado no cemitério Père Lachaise, sob um busto de bronze assinado J. Dallier.

    OBRAS

    Criança brincando com ganso, 1876

    Relógio com putto de pé

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    ANUSZKIEWICZ, Richard

    SCHLEMMER, Oskar

    SCOTT, M. H. Baillie

  • CRET, Paul Philippe

  • CRET, Paul Philippe

    Paul Philippe Cret

    Paul Philippe Cret (1876 - 1945)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)
    • Professor(a)

    Por sua formação e natureza, Cret era classicista. Mas era também um pragmatista, acreditando que o Classicismo deveria ser adaptado às necessidades e gostos do mundo moderno. Com tal finalidade é que desenvolveu o que chamava de Novo Classicismo, dispensando as Ordens Gregas mas preservando um senso de proporção, harmonia e simetria. (...)
    As preocupações de Cret eram diferentes das que afligem os arquitetos de hoje. Ele pertencia a uma geração que acreditava que um arquiteto tinha a responsabilidade, especialmente ao projetar construções cívicas, de tratar a arquitetura como forma de expressão de um povo. Essa postura vai de encontro à dos chamados arquitetos autorais que temos atualmente, como Frank Gehry e Zaha Hadid, cujos designs são uma expressão pessoal. Cret compunha seus designs usando as técnicas ancestrais de eixos e de simetria, e tinha como dado que o propósito da arquitetura era o de criar espaços de equilíbrio e tranquilidade. "Empolgante" não é uma palavra que se use para descrever sua obra, e seus edifícios parecem contidos quando comparados aos designs inusitados e escandalosos de hoje. (...) A arquitetura de Cret, por sua vez, murmura.

    RYBCZYNSKI, Witold [2014]
    The Late, Great Paul Cret
    The New York Times Style Magazine (www.nytimes.com)
    (Último acesso: 25/09/2019)

    CRONOLOGIA

    • 1876 - Nasce em Lyons, na França. Tendo tido seu primeiro contato com a arquitetura no escritório do tio, Johannes Bernard, ingressa na École des Beaux-Arts de Lyons. Ainda na escola, vence o Grand Prix de Paris, o que lhe possibilita complementar seus estudos na École de Paris e frequentar o ateliê supervisionado por Jean-Louis Pascal.
    • 1903 - Conclui seus estudos formais. Numa época em que várias escolas de arquitetura dos Estados Unidos estavam importando seus professores da École, Cret aceita uma oferta para lecionar na Universidade da Pensilvânia e muda-se para a Filadélfia, onde seria professor pelos próximos 34 anos. Em paralelo a suas atividades acadêmicas, abre um escritório particular, cuja especialidade viria a ser edificações públicas.
    • 1907 - Ganha, em parceria com Albert Kelsey, sua primeira competição nacional de arquitetura. Antes que a Primeira Guerra Mundial interrompesse sua carreira, conquistaria um lugar no pódio de diversas outras competições, incluindo a Robert Fulton Memorial Competition (3º lugar), a Perry Memorial Competition (3º lugar) e a Indianapolis Public Library (1º lugar).
    • 1914 - Estando na França no momento de deflagração da Primeira Guerra Mundial, alista-se no exército francês. Pelos serviços prestados durante a guerra, recebe a Croix de Guerre e é feito oficial da Légion d'Honneur. Ao fim de cinco anos, dispensado do serviço militar, retorna à Filadelfia.
    • 1919 - Por ocasião do retorno de Cret aos Estados Unidos, a ex-primeira dama Edith Roosevelt pede ao arquiteto que projete um memorial para seu filho, Quentin, morto em combate. O pedido seria o primeiro de uma série de encomendas de monumentos e memoriais de guerra vindas sobretudo da American Battle Monuments Commission.
    • 1923 - Torna-se arquiteto consultor na American Battle Monuments Commission, ocupando-se do projeto de memoriais, capelas e cemitérios em homenagem aos mortos da Primeira Guerra. Concomitantemente, seu escritório de arquitetura prospera, recebendo encomendas de projetos de planejamento urbano, construções cívicas, prédios comerciais e, a partir de 1933, até mesmo vagões de trem.
    • 1930 - Assume como arquiteto consultor no planejamento do campus de Austin da University of Texas. O projeto tomaria seu tempo pelos próximos 15 anos.
    • 1938 - Tendo se aposentado da Universidade da Pensilvânia, e em meio a um período de muitas palestras e publicações, recebe a Medalha de Ouro da American Institute of Architects.
    • 1940 - Torna-se membro da Commission of Fine Arts, posição que ocuparia até o fim de sua vida. Recebe, no mesmo ano, um diploma honorário da Universidade de Harvard — havendo recebido honrarias anteriormente da Brown University (1929) e da University of Pennsylvania (1913).
    • 1945 - Falece em Agosto de 1945. Sua firma, Paul Philippe Cret, passa a ser tocada pelos seus quatro sócios, tornando-se Harbeson, Hough, Livingston and Larson. Em 1976, o escritório muda de nome oficialmente para H2L2, sob o qual atua ainda hoje.

    OBRAS

    The Tower (Universidade do Texas, campus de Austin), 1934

    Rodin Museum (Filadélfia), 1929

    Desenho de fachada da Biblioteca Folger Shakespeare, c. 1930

    Bethesda Tower, 1942

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  • SERRURIER-BOVY, Gustave

  • SERRURIER-BOVY, Gustave

    Gustave Serrurier-Bovy

    Gustave Serrurier-Bovy (1858 - 1910).

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)
    • Designer de Móveis

    CRONOLOGIA

    • 1858 - Nasce em Liège, Bélgica.
    • 1874 - Ingressa na Academia de Belas Artes de Liège, onde entra em contato com Auguste Donnay, os irmãos Berchman e Armand Rassenfosse.
    • 1882 - Trabalha com seu pai, Louis Serrurier, na construção de uma capela neogótica no Chateau de Chaityfintaine.
    • 1884 - Viaja a Londres, onde é desperto seu interesse pelo movimento Arts & Crafts. Essa nova influência fica aparente em seus trabalhos posteriores.
    • 1888 - Até então arquiteto em Liège, volta-se para o comércio e produção de móveis.
    • 1894 - Co-funda o Salon de La Libre Estétique, em Bruxelas, e apresenta o Cabinet de Travail.
    • 1895 - Organiza L’Oeuvre Artistique, em Liège, uma exposição internacional de artes aplicadas.
    • 1897 - Participa da Exposição Internacional de Bruxelas, junto com Henry Van de Velde e Paul Hankar.
    • 1899 - Em Paris, abre uma loja de varejo chamada L’Art dans L’Habitation.
    • 1900 - Participa da Exposition Universelle de Paris, onde constrói, com seu parceiro R. Dulong, o restaurante de luxo Pavillon Bleu.
    • 1901 - Visita a Colônia de Artistas de Darmstadt, o que o aproxima da Secessão Vienense.
    • 1903 - Constrói Villa L’Aube, sua residência pessoal.
    • 1905 - Participa da Exposition Universelle et Internationale de Liège, mostrando não só móveis luxuosos mas também peças originais, adequadas à vida de trabalhadores comuns.
    • 1910 - Morre na Antuérpia, Bélgica.

    OBRAS

    Protetor de lareira, ca. 1909.

    Armário-vitrine, 1899.

    Guarda-roupa de mogno, 1899.

    Villa l'Aube, 1903.

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  • Modernismo Catalão

  • Modernismo Catalão

    Antoni Gaudí
    Casa Batlló.

    "Modernisme ou Modernismo é frequentemente um termo enganoso pois, apesar do nome, não se refere ao Movimento Moderno mas a um movimento mais assemelhado ao Art Nouveau originado na Espanha, mais especificamente na Catalunha, aproximadamente entre 1880 e 1910. [...] Ao mesmo tempo que abraçava o romantismo nacionalista do movimento de Artes e Ofícios, também vivenciava uma fé progressista na ciência e na tecnologia".

    Dictionary of Design since 1900. [1993]
    Thames & Hudson, London, 2004

    OBRAS

    Alexandre Riquer
    Ànecs.

    Gaspar Homar
    Sofá Vitrine.

    Lluis Domènech
    Institut Pere Mata.

    Josep Puig
    Casa de les Punxes.

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  • PESCE, Gaetano

  • PESCE, Gaetano

    GAETANO PESCE

    (1939)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteto
    • Designer

    CRONOLOGIA

    • 1939 - Nasce em La Spezia, Itália.
    • 1959 - Inicia os estudos na Universidade de Veneza, onde se forma arquiteto depois de seis anos.
  • DRYDEN, David Owen