
Escola de Nancy

SOTTSASS, Ettore
- 1917 - Nasce em Innsbruck, na Áustria. Seu pai, Ettore Sottsass Senior, era arquiteto.
- 1930 - Forma-se em arquitetura pelo Instituto Politécnico de Turim, Itália.
- 1936 - Viaja para Paris, onde vê pinturas de Picasso, Matisse, Braque e Kandinsky. Esses artistas tornariam-se sua principal referência quanto ao uso da cor.
- 1945 - Muda-se para Milão, onde abre um estúdio próprio de arquitetura e design.
- 1956 - Trabalha por um curto período de tempo para o estúdio de George Nelson, em Nova York.
- 1957 - É contratado como consultor de design pela Olivetti. A parceria entre a firma italiana e Sottsass é bem sucedida: dois anos mais tarde, o projeto do designer para a Elea 9003 conquistaria o prestigioso prêmio Compasso d'Oro, estabelecendo sua reputação internacionalmente. Pouco depois, aceita a posição de diretor de arte na companhia italiana de móveis Poltronova.
- 1961 - Faz uma viagem à Índia que o impacta profundamente, inspirando o design de cerâmicas que incorporassem valores culturais e filosofias asiáticas. Idealiza as Ceramiche delle tenebre (Cerâmicas da escuridão) e, logo depois, a série de cem pratos chamada Oferendas a Shiva.
- 1968 - Produz, por intermédio da Poltronova, os armários laminados Superboxes — desdobramento do contato de Sottsass com a arte Pop e Minimalista em meados da década de 1960.
- 1970 - Ganha o prêmio Compasso D'Oro novamente, dessa vez pelo design da máquina de escrever portátil Valentine.
- 1973 - Co-funda a Global Tools, concebida como uma "alter-escola de arquitetura e design".
- 1978 - Sua relação com a Olivetti e a Poltronova esfria e Sottsass passa a participar mais ativamente dos movimentos Antidesign e Arquitetura Radical. No ano seguinte, junta-se ao estúdio de antidesign Studio Alchymia. No entanto, logo se desentende com o fundador Alessandro Guerriero.
- 1980 - Estabelece uma firma própria, a Sottsass Associati. Junto aos sócios Aldo Cibic, Marco Zanini, Marco Marabelli e Matteo Thun, desenvolve projetos de produto, interiores e gráficos. O grupo Memphis surge no mesmo ano, voltado para artigos produzidos em massa.
- 1981 - Tem lugar a primeira exposição do grupo Memphis. Seu sucesso estrondoso garante o sucesso comercial do grupo e faz de Sottsass uma figura icônica.
- 1985 - Sottsass deixa o Memphis no auge de sua popularidade e volta a trabalhar em designs de edição limitada. Dos anos 1990 em diante, Sottsass, decepcionado com a sociedade de consumo, limita seu trabalho como designer a algumas poucas obras para galerias de arte, dedicando a maior parte de seu tempo à arquitetura.
- 2007 - Morre em Milão, aos 90 anos.

NEWBERY, Fra
- 1855 - Nasce em Devon, na Inglaterra.
- 1871 - Entra para a Escola de Arte de Bridport, onde atua como assistente do diretor.
- 1875 - É nomeado Mestre de Arte de uma escola secundária em Londres, onde trabalha durante alguns anos.
- 1882 - Recebe uma bolsa de estudos para se tornar um Mestre de Arte em Treinamento na Universidade Real de Arte da Inglaterra.
- 1885 - Torna-se o diretor da Escola de Arte de Glasgow. Sob sua influência e liderança inovadora, a escola torna-se amplamente reconhecida e respeitada internacionalmente.
- 1897 - Começa a trabalhar ao lado do artista e arquiteto Charles Rennie Mackintosh no projeto do novo prédio para abrigar a Escola de Arte de Glasgow. Sua construção dura doze anos e o prédio é considerado a obra prima arquitetônica de Mackintosh.
- 1902 - É designado Curador da Ala Escocesa na Exposição Internacional de Arte Decorativa Moderna, em Turin, para tanto escolhendo Charles Rennie Mackintosh como seu arquiteto.
- 1917 - Deixa o posto de diretor da Escola de Arte de Glasgow por motivos de saúde, retornando com usa esposa, a designer e artista Jessie Newbery, para a Inglaterra.
- 1921 - Monta seu estúdio particular em uma capela, que compra junto de outras construções em um pátio, em Dorset, onde pretende passar o resto de seus anos pintando.
- 1923 - Trabalha em um projeto ambicioso de decoração da prefeitura de Bridport. Para este projeto que dura quatro anos, doa uma série de suas pinturas sobre a cidade e sua herança industrial.
- 1946 - Morre, aos 91 anos, em Dorset na Inglaterra.

HUNT, Richard Morris
- 1827 - Nasce em Brattleboro, nos EUA.
- 1843 - Muda-se para Roma com sua família.
- 1845 - Começa a estudar com o arquiteto Samuel Derier, em Genebra.
- 1846 - Entra para o ateliê do arquiteto Hector Lefuel, em Paris. Enquanto isso estudava para o exames de ingresso na Escola de Belas Artes.
- 1853 - Auxilia Lefuel na construção do Museu de Louvre, fazendo o design do Pavillon de la Bibliothèque.
- 1856 - Ajuda Thomas Ustick Walter a expandir e renovar o U.S. Capitol.
- 1857 - Co-funda a New York Society of Architects, que passa a ser chamada de American Institute of Architects.
- 1877 - Controi a Lenox Library.
- 1881 - Projeta o pedestal da Estátua da Liberdade, que fica pronto em 1886.
- 1889 - Projeta a Biltmore Estate, para George Washington.
- 1895 - Morre em Newport, nos EUA.

SERRURIER-BOVY, Gustave
- 1858 - Nasce em Liège, Bélgica.
- 1874 - Ingressa na Academia de Belas Artes de Liège, onde entra em contato com Auguste Donnay, os irmãos Berchman e Armand Rassenfosse.
- 1882 - Trabalha com seu pai, Louis Serrurier, na construção de uma capela neogótica no Chateau de Chaityfintaine.
- 1884 - Viaja a Londres, onde é desperto seu interesse pelo movimento Arts & Crafts. Essa nova influência fica aparente em seus trabalhos posteriores.
- 1888 - Até então arquiteto em Liège, volta-se para o comércio e produção de móveis.
- 1894 - Co-funda o Salon de La Libre Estétique, em Bruxelas, e apresenta o Cabinet de Travail.
- 1895 - Organiza L’Oeuvre Artistique, em Liège, uma exposição internacional de artes aplicadas.
- 1897 - Participa da Exposição Internacional de Bruxelas, junto com Henry Van de Velde e Paul Hankar.
- 1899 - Em Paris, abre uma loja de varejo chamada L’Art dans L’Habitation.
- 1900 - Participa da Exposition Universelle de Paris, onde constrói, com seu parceiro R. Dulong, o restaurante de luxo Pavillon Bleu.
- 1901 - Visita a Colônia de Artistas de Darmstadt, o que o aproxima da Secessão Vienense.
- 1903 - Constrói Villa L’Aube, sua residência pessoal.
- 1905 - Participa da Exposition Universelle et Internationale de Liège, mostrando não só móveis luxuosos mas também peças originais, adequadas à vida de trabalhadores comuns.
- 1910 - Morre na Antuérpia, Bélgica.

CHINI, Galileo

LOEWY, Raymond

DAUM, Irmãos
- Designer de Vidros
- Empresária(o)
- 1853 - Nasce Auguste Daum, em Bitche, na França.
- 1864 - Nasce Antonin Daum, em Bitche, na França.
- 1878 - Jean Daum, pai dos Irmãos Daum, compra a Verrerie de Sainte Catherine, fábrica de vidros, em Nancy.
- 1885 - Com a morte do pai, Auguste abandona a carreira de Direito e assume o controle da empresa.
- 1887 - Antonin se forma na École Centrale de Paris, e no mesmo ano começa a trabalhar na fábrica de vidros da família.
- 1891 - Auguste confia a seu irmão Antonin o departamento de arte da empresa, oferecendo a ele todos os recursos para aprimorar o trabalho e seguir os passos de sucesso de Émile Gallé na confecção de vidros.
- 1895 - Participam da Expostion de Bordeaux e da Exposition de Bruxelles, nas quais são premiados.
- 1897 - É criada uma escola de desenho dentro da Maison Daum onde são formados os decoradores e entalhadores da empresa.
- 1900 - São premiados com o Grand Prix, na Exposition Universelle de Paris.
- 1901 - Antonin torna-se um dos vice-presidentes da École de Nancy.
- 1904 - Auguste torna-se presidente do Tribunal do Comércio de Nancy.
- 1906 - Os Irmãos Daum reavivam a técnica de pâte de verre; um antigo método egípcio de fundição de vidro, aplicando-a na fabricação de parte de suas peças.
- 1909 - Morre Auguste Daum, em Nancy, na França.
- 1918 - Antonin adapta a companhia aos novos modos de produção, conservando suas qualidades, técnicas e orientações estéticas.
- 1930 - Morre Antonin Daum, em Nancy, na França.

CRANE, Walter
- Autor(a)
- Designer Gráfico
- Designer Têxtil
- Ilustrador(a)
- Poeta
- 1845 - Nasce em Liverpool, Inglaterra.
- 1859 - Torna-se aprendiz do entalhador William James Linton, por meio de quem travou contato direto com trabalhos de Pré-Rafaelitas como Rossetti, Millais e outros.
- 1864 - Começa a ilustrar para o também entalhador e artista gráfico Edmund Evans. Trabalha inicialmente em um livro de cantigas de roda e de embalar (nursery rhymes).
- 1874 - Em uma série de ilustrações
- 1877 - Planeja, com Edmund Evans, a execução do livro de canções de ninar: The Baby’s Opera.
- 1882 - Elabora The Goose Girl, ilustração do livro Household Stories from Grimm, que, mais tarde, foi reproduzida em tapeçaria por Morris.
- 1882 - É eleito membro do Institute of Painters in Water Colours.
- 1888 - Funda a Arts And Crafts Exhibition Society.
- 1890 - Torna-se Vice Presidente da Healthy and Artistic Dress Union que promovia roupas largas, ao invés de rígidas, apertadas e pesadas.
- 1893 - Exibe Neptune’s Horses
- 1894 - Colabora com Morris na decoração das páginas de The Story of the Glittering Plain.
- 1894 - Torna-se Diretor de Design na Manchester Municipal School.
- 1895 - Mostra seus trabalhos mais recentes em exposição na galeria/loja L’Art Nouveau, de Siegfried Bing, em Paris.
- 1898 - Publica suas aulas de Manchester no livro The Bases of Design.
- 1915 - Morre aos 69 anos, em Sussex, Inglaterra

DELVILLE, Jean
- Autor(a)
- Pintor(a)
- Poeta
- 1867 - Nasce em Louvain, na Bélgica.
- 1879 - Entra para a Academia de Belas Artes em Bruxelas, onde durante os anos seguintes estuda desenho anatômico realista e pintura da natureza, ganhando inúmeros prêmios por suas pinturas dentro da instituição.
- 1887 - Exibe seus trabalhos pela primeira vez ao público na exposição anual do grupo L’ Essor. Suas obras tinham como tema recorrente representações realistas da classe trabalhadora.
- 1888 - Seu trabalho recebe destaque dentre os melhores apresentados na Exposição de L’Essor deste ano. Exibe, junto de suas obras, o controverso estudo para a pintura A Mãe, que mostra uma mulher em trabalho de parto.
- 1892 - Seu crescente interesse na arte idealista o leva a criar uma sociedade de artistas chamada Pour L’Art. Realizam sua primeira exposição no fim do ano, focando em temas impressionistas e simbolistas. Delville pinta uma de suas mais famosas obras, O Ídolo da Perversidade.
- 1894 - Realiza a segunda Exposição de seu grupo, abrindo espaço para as artes decorativas e aplicadas. As obras são recebidas com grande entusiasmo da crítica e da imprensa.
- 1895 - Sua frequente presença no Salon de la Rose+Croix do escritor Joséphin Péladan o influencia a criar o Salon d’Art Idéalist. No mesmo ano, ganha o Prix de Rome, uma bolsa de estudos francesa para artistas permanecerem em Roma de 3 a 5 anos, custeados pelo governo francês.
- 1898 - Pinta e exibe sua obra-prima, o quadro intitulado A Escola de Platão.
- 1900 - É convidado a dar aulas na Escola de Arte de Glasgow, onde permanece por seis anos.
- 1907 - Retorna para Bruxelas e torna-se professor da Academia de Belas Artes de Bruxelas, realizando um de seus grandes sonhos.
- 1914 - Foge com sua família para a Inglaterra durante a Primeira Guerra Mundial. Durante esse período, escreve para vários jornais e organiza a publicação Arte Belga em Exílio, projeto que é bem sucedido em angariar fundos para caridade para outros belgas refugiados.
- 1920 - Colabora com vários artistas famosos de sua geração para criar a Sociedade de Arte Monumental, cujo foco era reunir pintores, artistas e arquitetos em busca de criar arte para construções públicas.
- 1932 - Completa seu projeto* em colaboração com inúmeros artistas, criando um mosaico de cenas em sequência totalizando 120 metros, representando a Bélgica em paz, com imagens da vida material, intelectual e moral, e a Bélgica heróica, mostrando sua vitória e tributo aos heróis de guerra.
- 1937 - Aposenta-se da posição de professor na Academia de Belas Artes de Bruxelas.
- 1953 - Morre aos 86 anos em Bruxelas, na Bélgica.

DASSON, Henry
- Ebanista
- Escultor(a)
- Marceneira(o)
- Mestre de Fundição (Bronze)
- 1825 - Nasce em Paris, filho de um sapateiro.
- 1840 - É matriculado na École Turgot, recém inaugurada em 1839. Lá, torna-se aluno do escultor Justin-Marie Lequien.
- 1854 - Casa-se com a colorista Pauline Dussob. Por volta dessa época, começa a exercer a relojoaria como ofício, sob a orientação do mestre relojoeiro mecânico Jean-François Arnoux.
- 1867 - Assume o negócio de Carl Drechsler — ebanista pouco conhecido, que por sua vez assumira o atelier do mestre de fundição Charles Crozatier —, e começa a ter sua reputação reconhecida. Durante um breve período associa-se a Émile Godeau, produzindo artefatos de bronze e relógios.
- 1871 - Adquire os negócios do mestre marceneiro Charles-Guillaume Winckelsen, depois de este ter falecido no ano anterior. Ao dar continuidade à tradição de Winckelsen, envolve-se na produção de mobiliário de alta qualidade. Em meio à crescente popularidade que os estilos historicistas haviam adquirido a partir da metade do século XIX, obtém grande sucesso com suas réplicas.
- 1878 - Participa, com criações nos estilos Louis XV e XVI, da Exposição Universal de Paris. Entre elas, estaria sua celebrada cópia do Bureau du Roi. No mesmo ano, em 24 de junho, o jornal La Liberté publica uma nota descrevendo seu atelier na rua Vieille-du-Temple, 106: "As oficinas estão no fundo do jardim o qual o sr. Dasson se diverte povoando com estátuas. [Lá] trabalham 60 artesãos e ainda uns 40 são indiretamente empregados. Não é preciso dizer que todos são artistas extremamente talentosos".
- 1883 - Participa da Exibição Internacional de Amsterdã. No mesmo ano, recebe a condecoração de cavaleiro da Légion d'Honneur, prêmio em reconhecimento pela qualidade de sua obra.
- 1889 - É laureado com o Grand Prix Artistique da Exposição Universal de Paris.
- 1894 - Encerra suas atividades e fecha a firma H. Dasson & Cie, realizando no local um grande leilão.
- 1896 - Morre em Paris, aos 71 anos de idade. É enterrado no cemitério Père Lachaise, sob um busto de bronze assinado J. Dallier.

BRADLEY, Will H.
- Autor(a)
- Cineasta
- Empresária(o)
- Ilustrador(a)
- Tipógrafa(o)
- 1868 - Nasce no dia 10 de julho na cidade de Boston, Massachusetts, Estados Unidos, filho de Aaron Bradley e Sarah Rowland.
- 1882 - Morando há dois anos na cidade de Ishpeming para onde se mudara com a mãe após a morte de seu pai, em 1880, Bradley começa a trabalhar como aprendiz de tipógrafo no jornal Iron Agitator.
- 1885 - Aceita trabalhos não-remunerados em Chicago nas firmas J. Mang & Co. e Rand McNally; ambos como aprendiz de entalhador.
- 1887 - Associa-se à gráfica Knight and Leonard da qual se afastará dois anos depois para tornar-se designer independente.
- 1891 - Executa seu primeiro projeto de design para a revista Inland Printer.
- 1893 - Começa a trabalhar para a revista Vogue.
- 1895 - Funda a Wayside Press em Sprignfield, Massachusetts, onde trabalha como ilustrador, editor, tipógrafo, designer e gerente de uma revista chamada de Bradley: His Book.
- 1897 - Com o sucesso de suas atividades – e com o excesso de trabalho -, tem uma crise de estafa. Recupera-se sem sequelas. Vende, no ano seguinte, a Wayside Press para a The University Press de Cambridge, Massachussetts.
- 1903 - Contratado como Diretor de Arte da American Type Founders. Adiante torna-se editor da Collier’s Weekly.
- 1904 - Publica o artigo The Use of Printing Labels in Bookbinding na revista Printing Art. Em anos posteriores publica artigos em periódicos importantes.
- 1910 - Funda o estúdio independente Will Bradley Studios.
- 1915 - Torna-se Diretor de Arte da Hearst Publications and Motion Pictures.
- 1918 - Funda a Dramafilms (Will Bradley Productions) na qual escreve, produz e dirige seus próprios filmes (de cinema mudo).
- 1854 - Publicadas suas memórias com o título Will Bradley: His Chap Book pela The Typophiles. A edição original conta com apenas 650 cópias. No mesmo ano é agraciado com a medalha da American Institute of Graphic Arts (AIGA) – maior homenagem concedida a um designer gráfico.
- 1962 - Morre no dia 25 de janeiro em La Mesa, Califórnia, com a idade de 93 anos.

GUIMARD, Hector
- 1867 - Nasce em Lyon, França.
- 1882 - Inicia seus estudos de Arquitetura na École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs, em Paris.
- 1885 - Ingressa na École des Beaux-Arts.
- 1888 - Desenha o interior do restaurante parisiense Au Grand Neptune.
- 1891 - Torna-se professor na École des Arts Décoratifs, onde leciona até 1900. No mesmo ano desenha o Hôtel Roszé.
- 1895 - Faz o Atelier Carpeaux; no mesmo ano projeta a École du Sacré-Coeur, sob influência dos trabalhos de Victor Horta e Viollet-le-Duc.
- 1896 - Participa de competição para desenhar as entradas das estações do Métro de Paris. Perde, mas consegue o trabalho mesmo assim, devido à apreciação do presidente da companhia ferroviária pelo estilo Art Nouveau.
- 1898 - Desenha o Castel Béranger, considerado seu primeiro prédio no estilo Art Nouveau; no mesmo ano projeta também a Maison Coilliot e a Villa La Bluette.
- 1901 - Projeta o Castel Henriette e a Salle Humbert-de-Romans, que conta com inovações estruturais.
- 1903 - Expõe o pavilhão Le Style Guimard na Exposition Internationale de L’Habitation no Grand Palais, em Paris.
- 1909 - Casa-se com a artista americana Adeline Oppenheim; no mesmo ano desenha o Hôtel Guimard, cujo arranjo dos espaços interiores diferem de um andar para o outro.
- 1922 - Funda, sob a presidência de Franz Jourdain, a Société des Architectes Modernes.
- 1928 - Projeta um edício na rue Greuze em Paris, que acredita-se ser seu último trabalho como arquiteto.
- 1938 - Muda-se para Nova York.
- 1942 - Morre aos 75 anos em Nova York, EUA.

BALLA, Giacomo

FOURDINOIS, Alexandre-Georges
- 1799 - Nasce em Paris, filho de uma família de escultores.
- 1815 - Em algum momento no início do século XIX — a data ao lado é estimada —, começa a trabalhar na oficina de François-Honoré-Georges Jacob-Desmalter. Seu empregador era dono — e o seria entre 1796 e 1825 — de uma das mais famosas oficinas de mobiliário de Paris: a Jacob Desmalter et Cie. Desmalter viria a ser considerado um dos criadores do Estilo Império.
- 1830 - Nasce seu filho, Henri Auguste Fourdinois.
- 1835 - Inicia um empreendimento com Jules Fossey, escultor e fabricante de móveis estilo Renaissance. A firma fundada, Fourdinois & Fossey, operaria até o ano de 1848.
- 1844 - A firma Fourdinois & Fossey participa, com êxito, da mostra da Exposição dos Produtos da Indústria Francesa.
- 1848 - Fim da associação com Jules Fossey. Alexandre-Georges funda um novo estabelecimento na Rue Amelot: a Maison Fourdinois.
- 1851 - Participa da Exposição de 1851 no Crystal Palace, em Londres, onde conquista uma medalha com um buffet de estilo neo-renascentista — estilo esse que caracteriza, de um modo geral, a produção da firma.
- 1855 - Participa da Exposição Mundial de Paris onde recebe, junto com Ferdinand Barbedienne, o maior prêmio, consolidando sua fama.
- 1860 - Provavelmente em algum momento dessa década seu filho, — tendo anteriormente trabalhado para o arquiteto Félix Duban, para o ourives Jean-Valentin Morel e para o bronzier Victor Paillard —, ingressa na Maison Fourdinois.
- 1862 - Participa da Exposição Internacional de Londres – também conhecida como The Great London Exposition, em South Kensington.
- 1867 - Henri Auguste assume a direção da Maison Fourdinois e participa da Exposition Universelle d’Art et d’Industrie, realizada no Campo de Marte.
- 1871 - Alexandre-Georges Fourdinois morre em Paris. A firma dos Fourdinois, conduzida por Henri Auguste, sobreviveria até cerca de 1887.

BURGES, William
- 1827 - Nasce em Londres, Inglaterra.
- 1839 - Ingressa na King’s College School, em Londres, onde foi contemporâneo de Dante Gabriel Rossetti, pintor e poeta inglês.
- 1843 - Começa a estudar Engenharia na King's College London.
- 1844 - Larga os estudos para juntar-se ao escritório de Edward Blore, arquiteto de grande reputação.
- 1849 - Vai para o escritório de Matthew Digby Wyatt, onde trabalha desenhando artigos medievais metálicos para o livro Metalwork de Wyatt, assim como na Medieval Court para a Grande Exposição de 1851.
- 1851 - Começa a trabalhar com Henry Clutton em seu Remarks with Illustrations on the Domestic Architecture of France.
- 1855 - Faz projetos premiados para a Lille Cathedral, e Crimea Memorial Church, porém nenhum dos dois é realizado.
- 1859 - Começa a trabalhar com Ambrose Poynter projetando o Maison Dieu, em Dover, Inglaterra (finalizado em 1861).
- 1862 - Começa a projetar a St Fin Barre's Cathedral, em Cark, Irlanda, seu primeiro projeto eclesiástico importante.
- 1865 - Conhece Marques de Bute, que se tornaria posteriormente o seu maior patrono arquitetônico.
- 1868 - Faz parte da equipe da reconstrução do Cardiff CastleClock Tower de aproximadamente 46 metros de altura.
- 1872 - Apresenta um esquema com a completa reconstrução do Castell Coch, que devido à atraso, só se inicia em 1875.
- 1874 - É contratado para projetar parte do Trinity College em Hartford, Connecticut, nos EUA.
- 1875 - Inicia a construção de sua própria casa, The Tower House, em Londres.
- 1881 - Morre, aos 53 anos, em Londres, Inglaterra.

DUBAN, Félix
- 1797 - Nasce em Paris, no dia 14 de outubro.
- 1813 - Ingressa no atelier do arquiteto e maçom François Debret, que mais tarde se tornaria seu cunhado.
- 1814 - É admitido na École de Beaux-Arts de Paris.
- 1823 - Conquista o Premier Grand Prix da École de Beaux-Arts que lhe vale uma bolsa de estudos para uma estada de cinco anos na Itália (fato que terá repercussão profunda em sua formação). Uma vez na Itália, é fortemente influenciado pelas revelações estéticas da descoberta arqueológica de Herculaneum e Pompeia (revelações essas consideradas por muitos como impulsionadoras do estilo Neoclássico no século XVIII).
- 1824 - Chega em Roma em janeiro e aloja-se na Villa Médicis. Lá, será companheiro dos arquitetos Louis Duc, Henri Labrouste e Léon Vaudoyer. Os colegas passarão a ser conhecidos como la bande des quatre.
- 1830 - Em seguida à Révolution de Juillet (que reestabeleceu a monarquia com Louis-Philippe 1º na França), incorpora-se à École de Beaux-Arts como arquiteto.
- 1833 - Inicia uma reforma arquitetônica na própria École de Beaux-Arts. A obra se estende até 1838.
- 1836 - Com o patrocínio do Service des Monuments Historiques, é encarregado da restauração da Sainte Chapelle, em Paris. Não sendo especialista em arquitetura gótica, é auxiliado pelo ainda inexperiente Jean-Baptiste Lassus. Juntos realizam um trabalho fenomenal.
- 1837 - É encarregado pelo duque de Orléans de elaborar um álbum retratando todos os edifícios de Paris projetados ou concluídos sob o reinado de Louis-Philippe. Nesse empreendimento é auxiliado por Joseph-Louis Duc, Henri Labrouste e Léon Vaudoyer.
- 1846 - É encarregado da restauração da ala François 1er. do Château Royal de Blois, obra que acompanhará até sua morte.
- 1848 - É chamado a suceder Pierre-François-Léonard Fontaine e Charles Percier na restauração da Galerie d’Apollon do Louvre (que é aberta ao público três anos depois).
- 1852 - Graças a uma divergência política, não prossegue com o projeto de restauração do Louvre (que continua com o plano do arquiteto Louis Tullius Joachim Visconti, contratado por Napoleão III). Visconti morre logo em seguida, sendo substituído por Hector-Martin Lefuel. O abandono desse projeto trouxe a Félix Duban não apenas um grande desgosto como também substancial perda financeira.
- 1854 - Eleito membro da Académie des Beaux-Arts, onde passa a ocupar a oitava (das dez cátedras).
- 1868 - Elevado ao cargo de Comendador da Légion d’honneur.
- 1870 - Morre em Bordeaux no dia 12 de outubro, aos 72 anos de idade.

TOULOUSE-LAUTREC, Henri de
- 1864 - Nasce em Albi, na França.
- 1878 - Sofre duas quedas consecutivas, nas quais quebra os dois fêmures devido a uma doença manifestada anos antes, que afeta a formação dos ossos, fazendo com que Henri não ultrapasse a altura de 1,52m.
- 1880 - Monta um estúdio particular em Paris e passa a frequentar teatros e cabarés de Montmartre.
- 1882 - Estuda Pintura com o retratista Léon Bonnat e, posteriormente, com Fernand Cormon, cujo ateliê frequenta por cinco anos.
- 1888 - Pinta La Blanchisseuse no jardim de Pere Foret, Paris.
- 1889 - Expôe suas obras no Salon des Indépendants.
- 1890 - Produz ilustrações para a revista humorística semanal Le Rire.
- 1891 - É contratado por Charles Zidler para criar o cartaz do Moulin Rouge, que corresponde ao seu primeiro cartaz litográfico.
- 1893 - Tem sua primeira mostra individual, na galeria Booussod & Valadon.
- 1894 - Produz ilustrações para La Revue Blanche.
- 1896 - É impresso seu trabalho Elles, série de litografias coloridas focada no universo feminino, que produz um panorama da vida nos bordéis.
- 1899 - O excesso de álcool faz com que seja internado em uma clínica psiquiátrica após um colapso nervoso.
- 1901 - Morre vítima de sífilis e alcoolismo, em Malmoré, na França.

ROHLFS, Charles
- 1853 - Nasce no Brooklyn, NY. Seu pai era marceneiro.
- 1872 - Atua como designer de fogões de ferro fundido, tendo recebido sua formação na Cooper Union. Mais tarde, iniciaria uma carreira como ator profissional.
- 1884 - Casa-se com Anna Katherine Green, autora de romances policiais de sucesso. Tentando ganhar a aprovação da família de Anna, desiste dos palcos e passa a trabalhar gerenciando uma fundição.
- 1887 - Muda-se para Buffalo com a mulher e dois filhos pequenos. Começa a fabricar, junto a Anna, cadeiras e bancos para uso próprio.
- 1889 - Estabelece um pequeno empreendimento no sótão de sua casa, chegando a empregar oito funcionários que o apoiavam na produção de artefatos os mais diversos: de mesas massivas a suportes de vela.
- 1902 - Participa da International Exhibition of Modern Decorative Arts [Exibição Internacional de Artes Decorativas Modernas] em Turin, na Itália. Após a exibição, Rohlfs é admitido na Royal Society of Arts [Real Sociedade das Artes], em Londres, e recebe a encomenda de um conjunto de cadeiras para o Buckingham Palace.
- 1907 - Apesar de aclamado pela crítica, a mudança de gostos e as baixas vendas ameaçam a viabilidade econômica do empreendimento. No ano de 1907, Charles encerra suas atividades como designer e passa a atuar ativamente em prol de causas cívicas.
- 1909 - Lidera a Câmara do Comércio de Buffalo. Defende a implementação de reformas trabalhistas e faz campanha contra o trabalho infantil.
- 1936 - Falece em Buffalo, no dia 30 de Junho, tendo passado seus últimos anos como um respeitado assessor político e membro de uma série de organizações cívicas.

WHISTLER, James
- 1834 - Nasce em Massachusetts, EUA.
- 1842 - Muda-se, com sua família, para São Petersburgo, Russia, a pedido do Tsar Nicolau I. Seu pai trabalha na construção de uma ferrovia que ligará São Petersburgo a Moscou. Começa suas aulas particulares de desenho.
- 1845 - Entra, aos onze anos de idade, na Academia Imperial de Belas Artes de São Petersburgo, onde conhece vários artistas mais velhos e tira notas exemplares em anatomia.
- 1855 - Muda-se para Paris para seguir definitivamente sua carreira artística, e estuda arte tradicional por algum tempo na Ecole Impériale des Beaux-Arts e no ateliê de Marc-Charles-Gabriel Gleyre. Deste último, Whistler aprende dois princípios que levará para o resto de sua carreira: “o traço é mais importante do que a cor” e "o preto é a cor fundamental da harmonia tonal".
- 1858 - Whistler viaja pela França e mais tarde produz uma série de gravuras chamada “Twelve Etchings From Nature” com a ajuda de Auguste Delâtre. Através de seu amigo Henri Fantin-Latour, entra para o círculo social de Gustave Courbet, que envolvia também nomes como Édouard Manet e Charles Baudelaire.
- 1859 - Suas gravuras são aceitas no 91º Salão da Royal Academy de Londres e fazem muito sucesso, motivando o artista a se mudar para Londres.
- 1861 - Whistler retorna a Paris, onde pinta seu primeiro quadro famoso, a Sinfonia em Branco, No. 1: A Garota de Branco. Embora fosse apenas um estudo de cor, a pintura recebeu as mais variadas críticas e interpretações. Rejeitado para exibição na conservadora Academia Real, a obra é exposta em uma galeria particular.
- 1864 - Pinta a Rose and Silver: The Princess from the Land of Porcelain.
- 1871 - Pinta sua mais famosa obra, Arrangement in Grey and Black No.1, um retrato de sua mãe que é comum e incorretamente chamado de Whistler’s Mother. Sua recepção foi controversa, indo desde reações muito positivas a sátiras e ridicularização.
- 1872 - Pinta a Harmony in Blue and Gold: Old Battersea Bridge.
- 1877 - Realiza sua obra-prima em decoração de interiores, com a Peacock Room, considerada uma das mais altas referências para o estilo Anglo-Japonês. No mesmo ano, processa John Ruskin por difamação ao ter sua pintura Nocturne In Black And Gold: The Falling Rocket duramente criticada pelo mesmo.
- 1903 - Morre aos 69 anos em Londres, Inglaterra.

OLBRICH, Joseph Maria
- 1867 - Nasce no dia 22 de Dezembro em Troppau (Opava), então parte do império Austro-Húngaro e hoje território da República Tcheca. Frequenta uma escola local mas parte sem ter completado sua graduação.
- 1882 - Matricula-se no departamento de construção civil da Staatsgewerbeschule (Escola Técnica Estatal) de Viena.
- 1886 - Retorna a Troppau, onde trabalha para a firma de August Bartel.
- 1890 - De volta a Viena, torna-se aluno da escola especial de arquitetura da Academia de Belas Artes, onde lecionava Carl von Hasenauer.
- 1893 - Trabalha por alguns meses para o arquiteto vienense Otto Wagner, que assumira a cátedra de von Hasenauer.
- 1894 - Vence o Prix de Roma, que custeia sua viagem de estudos à Itália. A viagem, entretanto, é logo interrompida: Wagner propõe a Olbrich que assuma como projetista chefe no planejamento e design da Stadtbahn (ferrovia) de Viena. Tendo aceitado a oferta de trabalho, retorna a Viena. Considera-se que várias das estações projetadas por Wagner podem ser coatribuídas a Olbrich, como o Hofpavillon em Schönbrunn e a estação Karlsplatz.
- 1897 - Em parceria com um grupo de pintores, escultores e arquitetos, funda, no mês da Abril, a Secessão Vienense. A Secessão opunha-se à conservadora Künstlerhaus, associação artística oficial. Josef Olbrich viria a ser membro fundador também da Bund Deutscher Architekten [Associação de Arquitetos Alemães] (1903) e da Deutscher Werkbund (1907).
- 1898 - Inauguração da sede da Secessão, projetada por Olbrich.
- 1899 - Ernst Ludwig, grão-duque de Hessen, convida Josef Olbrich, Peter Behrens e outros artistas para formar uma colônia artística, assentada na colina de Mathildenhöhe, em Darmstadt. Olbrich desenvolve todos os edifícios da colônia, bem como o plano geral, o mobiliário, os jardins e a infraestrutura para as exibições. O foco arquitetônico ficaria por conta da casa de Ernst Ludwig, concluída no ano subsequente.
- 1901 - Tem lugar na colônia a exibição Ein Dokument deutscher Kunst [Um documento da arte germânica], para a qual o arquiteto desenvolve uma série de estruturas temporárias. A mais interessante seria a galeria de pintura e escultura, cujo traçado dinâmico Olbrich revisitaria em sua entrada — vencedora do primeiro prêmio — para a competição pelo design da estação ferroviária de Basel, Suíça.
- 1904 - Exibe seu trabalho na Louisiana Purchase Exposition, em St. Louis. Sua participação é um sucesso e atrai a atenção de vários arquitetos americanos, dentre os quais Frank Lloyd Wright.
- 1906 - Período de apogeu do trabalho de Olbrich em Mathildenhöhe, com o design da Galeria de Exibições — blocada e formal, com tons classicistas — e da Torre Matrimonial, presente de casamento da cidade de Darmstadt para o grão-duque.
- 1908 - Morre de leucemia no dia 8 de Agosto. Ele estivera trabalhando em duas importantes encomendas: a Casa Feinhals, em Cologne-Marienburg, e a loja de departamentos Tietz, em Düsseldorf, concluídas postumamente.

BEARDSLEY, Aubrey
- 1872 - Nasce em Brighton, na Inglaterra.
- 1883 - Ganha reconhecimento muito cedo ao participar de concertos de piano com a irmã Mabel, tendo apenas 11 anos de idade.
- 1885 - Começa a esboçar seus primeiros desenhos e caricaturas que são divulgados pelo jornal de sua escola, o Bristol Grammar School Past and Present.
- 1885 - Descobre o amor pelo teatro. Escreve sua primeira peça na qual contracena com seus colegas de escola.
- 1888 - Vai trabalhar em um escritório de arquitetura e, depois, na firma de seguros Guardian Life and Fire Insurance Company.
- 1891 - Aconselhado por Sir Edward Burne-Jones e por Pierre Puvis de Chavannes, começa a encarar a arte como profissão.
- 1892 - Inscreve-se nos cursos da Westminster School of Art. Começa a criar as ilustrações para Le Morte d'Arthur, de Sir Thomas Malory.
- 1893 - Faz a primeira apresentação de suas ilustrações no The Journal.
- 1894 - Ilustra o livro Salomé, de Oscar Wilde, seu amigo íntimo.
- 1894 - Ajuda a fundar a revista The Yellow Book, onde começa a trabalhar como Editor de Arte.
- 1895 - É afastado injustamente do cargo de editor do The Yellow Book. Trabalha, sucessivamente, para as revistas The Savoy e The Studio.
- 1896 - Faz ilustrações satíricas para uma publicação do livro Les Liaisons Dangereuses, de Chordelos de Laclos.
- 1896 - Ganha notoriedade com a publicação de The Rape of the Lock. Divulga sua polêmica ilustração de Lysistrata, de Aristófanes.
- 1897 - Com o agravamento de seu estado de saúde – e com medo da morte -, converte-se ao Catolicismo e ordena a seu Editor que queime todos os seus trabalhos profanos, (no que é desobedecido).
- 1898 - Morre precocemente aos 25 anos, vítima de tuberculose, em Menton, França.

PECHE, Dagobert
- Arquiteto
- Designer
- Designer de Moda
- Designer de Produto
- Designer Gráfico
- Designer Têxtil
- Metalúrgica(o)
- 1887 - Nasce no dia 3 de Abril em Sankt Michael im Lungau, Salzburg, no Império Austro-Húngaro.
- 1906 - Dá início a seus estudos na Technische Hochschule. Tem como professores Max von Ferstel, Karl König e Leopold Simony.
- 1908 - Pede transferência para a Akademie der bildenden Künst, onde estuda Arquitetura. Na Akademie, tem aulas com o arquiteto Friedrich Ohmann, que se tornaria sua principal influência.
- 1909 - Tem seu trabalho publicado na Der Architekt, evento recorrente nos três anos seguintes.
- 1910 - Viaja para a Grã Bretanha, onde acredita-se que teria visto o trabalho do artista gráfico Aubrey Beardsley. Conhece, no mesmo ano, sua futura esposa: Petronella (Nelly) Daberkow.
- 1911 - Conclui seus estudos na Akademie e casa-se com Nelly Daberkow. Nos anos seguintes seu foco recairia sobre as Artes Decorativas; Peche trabalharia para firmas do ramo criando, entre outras coisas, padronagens têxteis e papéis de parede.
- 1913 - Participa de sua primeira exposição — a Exibição de Papéis de Parede, no Museu Austríaco —, onde seus designs chamam a atenção pelo dinamismo exagerado de suas formas.
- 1914 - Expõe trabalhos de sua autoria na exibição da Deutscher Werkbund, em Cologne.
- 1915 - Tendo conhecido e trabalhado com Josef Hoffmann anteriormente, passa a integrar oficialmente a Wiener Werkstätte como diretor de arte.
- 1916 - É convocado a servir na Primeira Guerra Mundial. Tal situação, no entanto, não se estenderia muito: Dagobert seria dispensado no ano seguinte, após sofrer de um episódio de apendicite.
- 1917 - Com o auxílio de Hoffmann, Peche e sua família mudam-se para Zürich, Suíça. Uma vez lá, ficaria responsável por dirigir a sede local da Wiener Werkstätte.
- 1919 - Retorna a Viena, deixando o cargo em Zürich
- 1923 - Morre aos 36 anos, no dia 16 de Abril, em decorrência de um tumor maligno.

CARRÈRE, John Merven
- 1858 - Nasce no Rio de Janeiro, em uma família próspera. Sua mãe, de ascendência escocesa e brasileira, era filha de um grande produtor de café. Seu pai, também comerciante de café, era nativo de Baltimore, nos Estados Unidos, onde John Carrère passaria a maior parte de sua infância.
- 1872 - Aos 14 anos, é enviado para receber sua educação na Suíça. Estuda em escolas públicas de Lausanne e no Institute Breitenstein, em Grenchen. Desenhos desse período denunciam um interesse precoce pela arquitetura, que ele viria a explorar nos anos seguintes.
- 1877 - Ingressa na École de Beaux-Arts de Paris. Torna-se aluno de figuras como Victor Robert, Charles Laisne e Léon Ginain. Esse último, um dos mestres do estilo Néo-Grec, viria a ter uma profunda influência sobre Carrère.
- 1882 - Tendo concluído seus estudos na França, retorna aos Estados Unidos. Em pouco tempo, começa a trabalhar na firma McKim, Mead & White, onde reencontra um antigo colega da École: Thomas Hastings. Os dois decidem firmar uma parceria e aguardam pela oportunidade para fazê-lo.
- 1885 - Henry Flagler, amigo do pai de Hastings, encomenda a Thomas um design para o novo hotel que planejava construir. Carrère envolve-se na construção e logo os dois assumem o projeto, aproveitando a ocasião para lançar a Carrère & Hastings. O hotel Ponce de Léon — em estilo hispânico-mourisco, misturado a elementos Arts & Crafts e richardsonianos — ajuda a criar renome para a firma recém-criada.
- 1889 - A Memorial Presbyterian Church — parte da onda de construções em estilo hispânico que se seguiram ao Ponce de Léon — é inaugurada. Por volta dessa época, a firma abandonaria a ornamentação mourisca em favor de um estilo mais formal, alinhado à arquitetura francesa do século XVIII.
- 1891 - É eleito membro da American Institute of Architects, atuando no Conselho Administrativo da mesma até o fim de sua vida.
- 1897 - A Carrère & Hastings sai vencedora da competição de designs para a Biblioteca Pública de Nova York, conquista que torna o escritório um dos mais bem conceituados do país. Os sócios envolvem-se, no mesmo ano, em projetos de residências de luxo, como as mansões de Bellefontaine (Massachusetts) e Blairsden.
- 1898 - Ajuda a fundar a New York City Art Commission, responsável por regular obras de arquitetura, paisagismo ou arte que impactassem o patrimônio público. Engaja-se em prol da educação arquitetônica e por uma ética da profissão.
- 1901 - Muda-se com sua mulher e filhas para Manhattan. No mesmo ano, atua como arquiteto chefe da Pan American Exposition de Buffalo.
- 1907 - É convidado a dar a palestra City Improvement From the Artistic Standpoint, na qual faz algumas considerações sobre urbanismo. O interesse pelo tema, compartilhado por Thomas Hastings, levaria a firma a desenvolver planejamentos para cidades como Ohio, Baltimore (Maryland) e Grand Rapids (Michigan).
- 1911 - Pouco antes da inauguração da New York Public Library, envolve-se em um grave acidente de carro, motivo pelo qual vem a falecer. John Carrère tinha, à epoca, 52 anos.

Cubismo Tcheco
ST GEORGE, Paul
Escola de Nancy
Escola de Nancy
Revendiquant sa filiation avec l'exposition de 1984, l'École de Nancy, Alliance provinciale des industries d'art, fut fondée le 13 février 1901. L'apellation officielle de cette association souligne la place prépondérante qu'elle accordait à l'industrie. "Sorte de syndicat des industriels d'art et des artistes décorateus", l'École de Nancy était dominée par un groupe d'artistes travailant dans le même sens et partageand un certain nombre d'idéaux, esthétiques notamment. Dans les statuts, les qualificatifs qui accompagnent les noms de chacun des membres du comité directeur sont particulièrement significatifs de l'ambition de l'association: son président, Émile Gallé, est présenté en tant que "céramiste, fabricant de meubles et maître de verreries". Antonin Daum est également "maître de verreries" alors que Louis Majorelle est "fabricant de menuiseries d'art". C'est donc bien en tant que "producteurs" d'objets que ces personnalités souhaitent d'abord se présenter et non en tant qu'artistes. Si Émile Gallé fut désigné président, c'est non seulement parce qu'il jouissant d'une réputation qui dépassait déjà largement les frontières lorraines, mais également parce qu'il était l'archétype de cet artiste industriel que l'association entendait promouvoir. Gallé était alors à la tête d'ateliers où environ deys cents personnes produisaient céramique, verrerie et mobilier à l'aide d'outils modernes qui permettaient d'en améliorer le rendement. Gallé était en outre celui qui avait peut-être le mieux compris l'avantage que pourraient tirer les industriels et artistes lorrains à s'unir face à la concurrence internationale: "Après l'Exposition de 1900, l'évidence apparaît du danger qu'il y aurait pour nos ateliers lorrains à rester sans liens, en présence, du relèvement universel des industries d'rt dans le monde [...]"
DOUCET, Hervé [2018]
L'École de Nancy. Alliance Provinciale des Industries d'Art
In: L'École de Nancy. Art Nouveau et Industrie d'Art
Musée de L'École de Nancy/Somogy Éditions d'Art, Paris, 2018. p. 13-14
REFERÊNCIAS DO CURSO
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OBRAS
Louis Majorelle
Fauteuil, c. 1898
© RMN-Grand Palais (musée d'Orsay) / René-Gabriel Ojéda
Émille Gallé
Lâmpada de mesa Glicínia, c. 1920
© Christie's / SOLICITAR PERMISSÃO
Antonin e Auguste Daum
Vaso Feuilles d'Automne, 1919
Jacques Grüber
Cúpula em vitrais do Gran Hotel Ciudad de Mexico
© Fotografia de Alberto Quiñones (detalhe), 2016
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SOTTSASS, Ettore
Ettore Sottsass Junior
Ettore Sottsass alcançou a fama internacional no início dos anos 1980 como fundador do Memphis, a irreverente firma de design que havia maravilhado o mundo com seu mobiliário, luminárias, cerâmicas e vidraria de formas pouco convencionais e cores exuberantes. (...) Ele era também o crítico mais ferrenho do mundo do design convencional, tirando sarro do formalismo sóbrio do Modernismo, criticando a austeridade puritana do Estilo Internacional e até mesmo questionando o próprio ato de produzir objetos. As teorias de Sottsass acerca do potencial do Design para invocar emoções primitivas e comunicar significado vêm influenciando gerações de designers. "Uma mesa pode precisar de quatro pernas para funcionar", ele disse certa vez, "mas ninguém vai me convencer de que as quatro pernas têm que ser iguais."
LABACO, Ronald T. [2006]
Ettore Sottsass: Redefining Modernity
Modernism Magazine, Vol. 9 No. 1. pp. 68-80
CRONOLOGIA
OBRAS
Máquina de escrever portátil Valentine, 1969
© Smithsonian Design Museum
Luminária Taiti, 1981
© Ettore Sottsass / National Gallery of Australia
Divisor de Ambientes Carlton, 1981
SOLICITAR PERMISSÃO À SOTHEBY'S
Poltrona Mandarim (protótipo), 1986
© Brooklyn Museum
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BRAUNGART, Michael
NEWBERY, Fra
Francis Henry Newbery
CRONOLOGIA
REFERÊNCIAS DO CURSO
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OBRAS
Retrato de Eileen Lavery, 1913
Retrato de Charles R. Mackintosh, 1914
Daydreams, 1920
The Entry into Bridport, Dorset, of Joan of Navarre, Second Wife of Henry IV, January 1403, 1924
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HUNT, Richard Morris
Richard Morris Hunt
O arquiteto americano, Richard Morris Hunts (nascido em 31 de Outubro de 1827 em Brattleboro, Vermont), se tornou famoso por elaborar o design de casas para a alta sociedade. Entretanto, ele trabalhou com diferentes tipos de construções, incluindo bibliotecas, construções civis, prédios de apartamentos, e museus de arte- oferecendo a mesma elegância tanto para a classe média quanto para os ricos americanos. No meio arquitetônico, Hunt é creditado por tornar a arquitetura uma profissão, por ser o pai fundador do Instituto Americano de Arquitetos".
CRAVEN, Jack. [2017]
ThoughtCo.
CRONOLOGIA
REFERÊNCIAS DO CURSO
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OBRAS
Pedestal da Estátua da Liberdade.
U.S. Capitol.
Biltmore Estate.
Pavillon de la Bibliothèque.
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SERRURIER-BOVY, Gustave
Gustave Serrurier-Bovy
CRONOLOGIA
REFERÊNCIAS DO CURSO
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OBRAS
Protetor de lareira, ca. 1909.
Armário-vitrine, 1899.
Guarda-roupa de mogno, 1899.
Villa l'Aube, 1903.
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DEPERO, Fortunato
OUD, J. J. P.
CHINI, Galileo
Galileo Chini
REFERÊNCIAS DO CURSO
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OBRAS
Festa dell’ultimo dell’ anno a Bangkok, 1913.
Le Terme dove zampilla il liberty, produzido para os spas de Salsomaggiore.
Vaso ovale, 1906-1919
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LOEWY, Raymond
REFERÊNCIAS DO CURSO
LINKS RELACIONADOS
OBRAS
Apontador de lápis, 1934
Locomotiva PRR S1, 1938
© University of Southern California Libraries / California Historical Society
Torradeira Sunbeam, c. 1946
Embalagem de cigarros Lucky Strike, 1942
© Wellcome Collection
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DAUM, Irmãos
Irmãos Daum
Auguste Daum (à esq., atrás) e Antonin Daum (à dir., atrás)
ATUAÇÕES
ATUAÇÕES
Chez Daum la nature est appréhendée de façon plus pragmatique. Il s’agit avant tout d’un réservoir de formes et de décors comme un autre dans lequel il convient de puiser. Les plantes choisies, à de très rares exceptions, n’ont qu’une valeur décorative. La dimension symbolique, chère à Gallé, est absente de la plupart des objets produits. Mais surtout, à la différence de ce dernier qui cherche à faire œuvre, les frères Daum ne revendiquent rien d’autre qu’une production industrielle de qualité. Pour cela, ils essayent de concilier une volonté artistique et des exigences de rentabilité. (...) Si Emile Gallé marque durablement l’art du verre, et par ricochet les arts décoratifs, par cette vision résolument novatrice, la verrerie Daum démontre la validité des théories et répond parfaitement aux aspirations des acteurs artistiques, politiques et économiques à la recherche d’une industrie performante et rentable.
BARDIN, Cristophe [2010]
Gallé/Daum, deux approches différentes du végétal comme source d'inspiration (afaverre.fr)
Bulletin de l'Association Française pour l'Archéologie du Verre, 2010, p. 147-150
CRONOLOGIA
REFERÊNCIAS DO CURSO
LEITURA RECOMENDADA
OBRAS
Luminária Le Figuier de Barbarie, 1902
© Musée de l'École de Nancy
Luminária, c. 1900
Vaso Tristan et Yseult, c. 1897
© Musée des Beaux-Arts de Nancy
Luminária Perce-neige, c. 1905
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CRANE, Walter
Walter Crane
Walter Crane (1845 - 1915)
ATUAÇÕES
ATUAÇÕES
Todos enfatizavam a dignidade do trabalho e havia também aqueles que, como Crane e Ashbee, invocavam o socialismo para elevar o trabalho à categoria de um predicado sobre o qual não apenas uma arte sadia e bela estava baseada mas também na qual se assentava uma sociedade mais saudável e plena”.
ADAMS, Steven.[1987]
The Arts & Crafts Movement.
London, Grange Books
CRONOLOGIA
REFERÊNCIAS DO CURSO
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OBRAS
Ilustração de capa para livro infantil, 1874.
Neptune's Horses, 1892.
Illustração para a Fábula "Red Riding Hood", 1875.
Cartoon político.
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YAMAMOTO, Kansuke
NOUVEL, Jean
Arts & Crafts
GEHRY, Frank
DELVILLE, Jean
Jean Delville
ATUAÇÕES
ATUAÇÕES
CRONOLOGIA
REFERÊNCIAS DO CURSO
PERSONAGENS RELACIONADOS
ESCHER, M. C.
DASSON, Henry
Henry Dasson
Henry Dasson (1825 - 1896)
ATUAÇÕES
ATUAÇÕES
Se falássemos de um mestre de fundição de bronzes a certos amadores acostumados a confundir arte com arqueologia, eles não nos pediriam para ver suas obras; perguntariam a data de seu nascimento e o ano de sua morte. Se, por acaso, o referido fundidor tivesse nascido — como [Charles] Crozatier —, no início deste século, sorririam amarelo encolhendo desdenhosamente os ombros. E pior: se o dito fundidor tivesse o azar de viver neste exato momento (em que dele se fala), como é o caso de Henry Dasson, nem mesmo seu nome estariam interessados em saber.
Não somos vítimas desse tipo de preconceito. É provável que Benvenuto Cellini tivesse contemporâneos que o tivessem desprezado (em nome da arqueologia) e que muitos acreditem que o próprio Crozatier já é coisa do passado. Mas sobre Henry Dasson: após examinar sua obra com atenção, estamos convencidos de que, muito em breve, [...] seus trabalhos serão tão admirados que muitos esquecerão de associá-los a seu nome. Isso talvez provoque nele [não sabemos como o sr. Dasson reage a elogios] (...) um tipo de vaidade anônima... A mais refinada de todas as vaidades... Aquela vaidade dos que, escondidos na multidão, são capazes de delicadamente recolher os mais deliciosos elogios daqueles que ignoram que o criador daquilo que admiram está presente.
L. BRUNÉO. [1883]
Le Panthéon de l'Industrie.
Paris, 9e année, nº 438.
CRONOLOGIA
REFERÊNCIAS DO CURSO
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OBRAS
Criança brincando com ganso, 1876
Relógio com putto de pé
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GRAY, Eileen
BARRAGÁN, Luís
Pós-Modernismo
BRADLEY, Will H.
William Henry Bradley
Will H. Bradley (1868 1962)
ATUAÇÕES
ATUAÇÕES
Will Bradley, (...) o mais proeminente designer gráfico Americano dos anos 1890, produziu obras em uma variedade de estilos Art Nouveau derivadas de trabalhos europeus. É importante reconhecer que, a esta altura da história do pôster, havia uma distinção amplamente reconhecida entre as milhares de cromolitografias projetadas canhestramente a cada ano e aqueles que eram os então chamados ‘pôsters artísticos’, tais como os que Bradley produzia. Esses pôsters, com seus celebrados pedigrees artísticos, foram empregados inicialmente apenas para publicizar jornais literários de vanguarda, performances teatrais e atividades afins. Apenas por meio de um processo gradual - que se arrastou até o século vinte – que tais projetos gráficos se tornaram a norma (antes que a exceção) no mundo da publicidade”.
ESKILSON, Stephen J. [2007]
Graphic Design: A New History.
London, Laurence King, p. 54.
CRONOLOGIA
REFERÊNCIAS DO CURSO
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PERSONAGENS RELACIONADOS
OBRAS
The Chapbook: Thanksgiving Number. 1895.
The Modern Poster. 1895
Poster Ault & Wiborg. 1895
Poster Ault & Wiborg. 1900
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GUIMARD, Hector
Hector Guimard
Como fica evidente no design das entradas para o Paris Métro, [Hector] Guimard era um prodígio no uso de ferro fundido. Não eram todos os seus contemporâneos que tinham algum apreço por essa tecnologia, frequentemente tida como vulgar e alheia à Arte. Entretanto, Guimard era um artista, um architecte d'art anarquista, como referia-se a si próprio, capaz de dar forma aos seus mais criativos e expressivos trabalhos utilizando precisamente esse material, do qual seu professor [Eugène] Viollet-le-Duc fizera uso extensivamente. (...)
Ele concebeu seus designs originais para o Castel Béranger (...) em estilo Neo-Gótico. No entanto, viagens à Inglaterra e à Bélgica realizadas em 1894 fizeram com que ele, nos anos subsequentes, mudasse gradualmente a decoração e estrutura do Castel Béranger — tornando-o um exemplo clássico de curvilínea e serpenteante fantasia arquitetônica [em estilo Art-Nouveau]. (...) Com suas linhas orgânicas e deslizantes intercaladas com detalhes biomórficos, sua elegância superando até mesmo a das entradas do metrô de Paris, (...) Guimard adquiriu o status de um inventor de formas cuja profunda marca, mesmo no século XX, não escapou a figuras como Picasso e Dalí.
WOLF, Norbert [2011]
Art Nouveau
Prestel Verlag, Munique, 2015. p. 149-150
CRONOLOGIA
REFERÊNCIAS DO CURSO
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PERSONAGENS RELACIONADOS
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OBRAS
Hôtel Mezzara, Paris, 1911.
Vaso, c. 1898.
Porte Dauphine, 1901, Paris.
'Banquette de fumoir', 1897.
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KREIS, Wilhelm
FRUTIGER, Adrian
BELTRI, Victor
GLASER, Milton
GABO, Naum
BALLA, Giacomo
REFERÊNCIAS DO CURSO
OBRAS
Dinamismo di un cane al guinzaglio, 1912.
Landscape, 1913.
Lampada ad Arco, 1909.
Transformación Forma-espíritu, 1918.
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HAMILTON, Cuthbert
FOURDINOIS, Alexandre-Georges
Alexandre-Georges Fourdinois
[Sobre a Maison Fourdinois] Há vinte e quatro anos, na Exposição Internacional de Londres de 1862 — evento em que a França tanto se destacou —, o júri se deteve longamente diante de um móvel feito com madeira de ébano, no estilo italiano do Renascimento. O móvel era pequeno; porém tinha um projeto extremamente refinado e uma execução de perfeição admirável. Era assinado pelo Sr. Henri Fourdinois. Até esse momento, apenas o Sr. Fourdinois, pai — fundador de uma casa de ebanisteria —, era conhecido. Desde sua fundação, em 1835, essa Casa foi reconhecida como uma das mais prestigiosas [entre todas da França]. No entanto, a peça apresentada pelo Sr. Henri Fourdinois era surpreendente até mesmo para os elevados padrões da produção de seu pai. O Relatório Oficial [da Exposição] classificou o gabinete em ébano esculpido, de interior incrustado com marfim como “obra da maior qualidade” e “uma das peças mais impressionantes de toda a sessão francesa". [...]
Os juízes mais qualificados — a começar por [Eugène] Viollet-le-Duc — proclamaram enfaticamente a qualidade da arte do Sr. Fourdinois. Crítico rigoroso e profundo, Viollet-le-Duc escreveu, em 1867, a esse propósito: "[o trabalho de Fourdinois] resiste ao exame mais atento e, vistas de longe, suas peças destacam-se pelo perfeito equilíbrio de suas proporções". Disse ainda que "nenhuma outra produção do gênero, de qualquer país que se venha a considerar, poderia ser comparada a peças como essas”. [...] [E arremata:] “O Sr. Fourdinois tem o coração de um pintor: ele não se contenta com suas composições até que os contrastes e a harmonia entre as cores tenham um casamento perfeito".
FOURCAUD, L. de. [1887]
Catalogue des Meubles d'Art Anciens et Modernes.
Edição de 30 de dezembro; pp. 3-8.
CRONOLOGIA
REFERÊNCIAS DO CURSO
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PERSONAGENS RELACIONADOS
OBRAS
Par de esculturas representando a Europa e a África
Armário projetado pela Maison Fourdinois
Espelho da Imperatriz Eugénie, no Château de Compiègne
Cadeira para a Embaixada da Prússia em Paris, 1864
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BURGES, William
William Burges
[Ele foi] o mais deslumbrante expoente daquele Sonho que foi o Estilo Vitoriano Tardio. Um Sonho que [Augustus] Pugin concebeu, que [Dante Gabriel] Rossetti e [Edward] Burne-Jones pintaram, cujas glórias cantou [Alfred] Tennyson; e cuja filosofia foi formulada por [John] Ruskin e [William] Morris. Mas apenas Burges foi capaz de construí-lo".
CROOK, Joseph Mordaunt. [2013]
William Burges: And the High Victorian Dream.
Frances Lincoln; Revised Edition.
CRONOLOGIA
REFERÊNCIAS DO CURSO
PERSONAGENS RELACIONADOS
LINKS RELACIONADOS
OBRAS
Cúpula do Arab Room, no Cardiff Castle.
St Finbarre's Cathedral, Cork, Ireland.
Decanter, 1865. Prata e vidro - London.
Campus Trinity College, 1873-1874.
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Space Age
ARBUTHNOT, Malcolm
Estilo Contemporâneo
DUBAN, Félix
Félix Louis Jacques Duban
Naturalmente, ao passo que Duban (…) tornou-se um chef d’atelier bem sucedido, suas ideias começaram a influenciar os projetos concorrentes ao Grand Prix [d’Architecture]. Assim, ganhou peso um tipo de racionalismo que chamava atenção para o fato de que a utilidade física das formas arquitetônicas deveria decorrer da natureza dos materiais — concepção muito diferente daquele racionalismo acadêmico que tinha a “beleza” formal como meta. (...) A valorização dessas qualidades contribuiu, então, para que as formas clássicas pudessem ser agora utilizadas livremente, em conjunto com outros estilos, em novos tipos de edificações e combinadas com novos materiais.
EGBERT, Donald. [1980]
The Beaux-Arts Tradition in French Architecture.
Princeton, Princeton University Press. p. 59.
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PERSONAGENS RELACIONADOS
OBRAS
Palais des Études (interior), École de Beaux Arts
Palais des Études, École de Beaux Arts
Desenho Orchestres places aux Champs elysees, dans le gran carres
Castelo de Blois
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AARNIO, Eero
HUSZÁR, Vilmos
TOULOUSE-LAUTREC, Henri de
Henri de Toulouse-Lautrec
"A sensibilidade exasperada pelas cores contrastantes é uma das qualidades de seu “macabro” gênio. Nada o repele; pinta beleza e feiúra com soberba indiferença; pinta o vício e o vil, exóticas, atrozes e obscenas criaturas com a absoluta insolência e o máximo cinismo de um Diabo ou de um Deus que criaram em mútuo antagonismo o cruel e adorável mundo no qual vivemos. (…) Parte da técnica de Lautrec consiste não somente no seu modo original de observar a realidade, mas na sua maneira de ver as coisas: não em porções, não em sombras, mas em massas (…) Lautrec tinha uma paixão por cores brutais, em contrastes violentos e muitas vezes excessivos."
SYMONS, Arthur. [1930]
From Toulouse-Lautrec to Rodin.
New York, Kessinger Publishing.
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OBRAS
Cartaz para o café Divan Japonais, 1893.
Cartaz para Moulin Rouge, 1891.
Rousse, 1896.
Jane Avril, 1893.
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ROHLFS, Charles
Charles Rohlfs
Meus designs são meus. Eu os desenvolvo. Eles não são como os de qualquer outra época ou pessoa... Eu não leio Ruskin, nem ninguém, nem nada que poderia influenciar minhas ideias. Eu nunca as tiro de livros... Elas são minhas e, em sua execução, deposito todo meu coração e força, e é por isso que são encantadoras".
ROHLFS, Charles [1900]
House Beautiful
edição de Janeiro
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OBRAS
Candlestick [Castiçal], 1904
Hall Chair, 1904.
© Foto cedida pelo Milwaukee Art Museum.
Cadeira, 1901
Comprado do Mary Blackwelder Memorial Fund pelo Smithsonian Design Museum
Banco, 1898-99
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WHISTLER, James
James Abbott McNeill Whistler
A personalidade dramática de [James Abbott] Whistler [pintor Americano expatriado na Inglaterra] e sua crença na arte pela arte contribuíram para chamar a atenção do público para o Movimento Estético [Art Movement]. Como pintor, ele acreditava no prazer visual da arte e em sua habilidade de transmitir sensações muito mais do que em seus significados literais ou declarações morais. Isso fica evidente em pinturas tais como Rose and Silver: The Princess from the Land of Porcelain (1864) e Harmony in Blue and Gold: Old Battersea Bridge (c. 1872) que funcionam como antídotos para os contos medievais que Rossetti e outros Pré-Rafaelitas descreviam em suas pinturas. (...) [De fato,] seus ideais estéticos (...) funcionaram, por um lado, como um antídoto bem-vindo para o ecletismo Vitoriano tradicional; e, por outro, para o medievalismo de Morris & Co”.
MARGOLIN, Victor. [2015]
World History of Design. Vol. I
London, Bloomsbury, pp. 238-239.
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OBRAS
The Princess from the Land of Porcelain
Arrangement In Grey And Black No.1, Portrait Of The Artist's Mother.
Nocturne In Black And Gold: The Falling Rocket.
At The Piano.
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OLBRICH, Joseph Maria
Josef Maria Olbrich
O colega de [Josef Maria] Olbrich, Josef Hoffmann, comentou que "Olbrich, uma verdadeira fonte de ideias e talvez de um romantismo demasiado, era um trabalhador colossal e criador incansável. Ele era obcecado pela música de [Richard] Wagner e teria adorado construir Valhalla. Era maravilhoso fantasiar com ele. Nenhuma tarefa era grande demais e não havia nada que ele não tentasse, ao menos na forma de um rascunho."
KURDIOVSKY, Richard. [2005]
In.: BRANDSTÄTTER, Christian (Ed). Vienna 1900: Art, Life and Culture.
Nova York, The Vendome Press. p. 272.
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OBRAS
Estação Karlsplatz, 1898
© Foto de Paul Barker Hemings, 2014
Wiener Secessionsgebäude (Sede da Secessão Vienense), 1898
Casa de Ernst Ludwig, 1901
Torre Matrimonial, 1907
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BEARDSLEY, Aubrey
Aubrey Vincent Beardsley
Parece existir em sua obra um espírito curioso, bizarro, que evoca o Japão, algo de sortilégio e de grotesco, tal como o sonho provocado pelo ópio".
CRANE, Walter.
Apud DEMPSEY, Amy. [2003]
Estilos, escolas e movimentos.
São Paulo, Cosac Naify
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OBRAS
The Peacock Skirt, para Oscar Wilde, 1892.
The Black Cape - Ilustração para o drama Salomé, de Oscar Wilde.
The Climax.
Capa do primeiro volume do periódico The Yellow Book, 1894.
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TSCHUMI, Bernard
MAKOVECZ, Irme
PECHE, Dagobert
Dagobert Peche
Dagobert Peche (1887 - 1923)
ATUAÇÕES
ATUAÇÕES
As proezas de [Dagobert] Peche remetem a um período hoje obscuro, no qual a indulgência decorativa era um gesto radical e combativo. Sua carreira floresceu nos anos sombrios da Primeira Guerra Mundial, na Áustria, quando se tornou a estrela-guia da firma de design vanguardista Wiener Werkstätte. Ele desviou a instituição e seu líder, Josef Hoffmann, dos rumos do formalismo minimalista. A mudança era provavelmente inevitável, dado os gostos restritos da alta burguesia austríaca à época. Ainda assim, ninguém estava preparado para a genialidade avassaladora de Peche. Em uma famosa polêmica de 1908, [o texto] "Ornamento e Crime", o arquiteto vienense Adolf Loos argumentara que a ornamentação era um grotesco vestígio do passado torpe da humanidade. Para Peche, no entanto, o ornamento era tudo. Ele certa vez enfureceu Loos ao revestir as maçãs de uma árvore em folha de ouro — sujeitando assim a natureza, a grosso modo, àquilo que sua paixão pelo enfeite fizera ao princípio arquitetônico da funcionalidade. Ele exaltava o inútil.
SCHJELDAHL, Peter [2002].
Present Laughter: A forgotten master of embellishment.
The New Yorker Magazine (newyorker.com)
(Último acesso: 17/10/2019)
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PERSONAGENS RELACIONADOS
OBRAS
Mostruário feito para a Kunstschau, 1920
pôster Die Moden der Wiener Werkstate, 1919
Gabinete para Salão, 1913
© Fotografia de Georg Mayer para o MAK (Museum für angewandte Kunst)
Padronagem Swallow-Tail, 1911-13
© MAK (Museum für angewandte Kunst)
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CARRÈRE, John Merven
John Merven Carrère
Assim Aristóteles definiu a cidade: — "Um lugar onde os homens levam uma vida compartilhada, com fins nobres" — e não poderíamos nós promover esses fins, ao fazermos de nossa cidade tão agradável e tão bela que possa estender sua benéfica influência sobre nossas casas e cada aspecto de nossas vidas?
Seríamos nós capazes de atingir tal propósito, quando cada impulso egoísta e materialista por auto-preservação, conforto pessoal e lucro têm sido levados ao extremo; se temos negligenciado a dimensão espiritual da vida e não nos empenhamos em tornar nossos lares e arredores belos e inspiradores; se não temos recorrido à imaginação, e através dela a tudo que há de melhor e de mais elevado em nós; se não providenciamos o mais natural, pleno e imediato dos lazeres, do tipo que se faz logo ao alcance de todos, e que por meio de um processo de assimilação impacta nossas vidas por inteiro?
CARRÈRE, John Merven. [1907]
City improvement from the artistic standpoint: An address.
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PERSONAGENS RELACIONADOS
OBRAS
The New York Public Library, 1911
© Fotografia de Jeffrey Zeldman, 2016
Memorial Presbyterian Church, 1889
Universidade Flagler (originalmente Ponce de Léon Hotel), 1888
Carnegie Institution of Washington, 1910
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