• Japonismo

  • Japonismo

    Édouard Colonna
    Jarro, 1899.

    "A palavra ‘Japonismo’ foi cunhada em 1872 pelo autor e colecionador francês, Philippe Burty, para “designar um novo campo de estudos relacionado à arte, à história e à etnografia inspirado pela arte japonesa”. Para os olhos saturados pelo Neoclassicismo e pelo renascimento Gótico, então em plena voga, a arte japonesa era muito mais do que uma mera novidade visual refrescante. Todavia, é enganoso usar a palavra ‘Japonismo’ como se tratasse apenas de um fenômeno francês".

    LAMBOURNE, Lionel. [2005]
    Japonisme. Cultural crossings between Japan and the West.
    London, Phaidon Press, 2011

    OBRAS

    Félix Bracquemond
    Service Rousseau, Creil Montereau, decorados por Félix Bracquemond, 1867.

    Georges de Feure
    Sofá, 1900.

    Henri de Toulouse-Lautrec
    Cartaz para Moulin Rouge, 1891.

    Samuel Bing
    La Maison Bing.

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    Cradle to Cradle (C2C)

    Art Nouveau

    Design Orgânico

  • UPJOHN, Richard

  • UPJOHN, Richard

    Richard Upjohn

    Richard Upjohn (1802 - 1878).

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)
    • Carpinteira(o)
    • Marceneira(o)

    Uma vez enraizada nos Estados Unidos, a [Sociedade] Camdeniana fez o possível para garantir que a eclesiologia Americana nascente crescesse corretamente. (...) Embora os norte-americanos tivessem logo se cansado de serem tutelados pelos ingleses, os progressos da eclesiologia foram consideráveis. (...) O trabalho de Richard Upjohn revela outro aspecto do impacto da eclesiologia: sua capacidade de gerar aquilo que, com efeito, se tornará um novo gótico. Nas igrejas de Burlington (1846-8) e Elizabeth (1854), ambas em New Jersey, Upjohn começou a reduzir o gótico à sua geometria básica e às formas e estruturas subjacentes. Essa simplificação permitiu ao gótico construções mais baratas e com meios mais simples, conseguindo, assim, adequar-se às necessidades dos pequenos (e frequentemente remotos) aglomerados urbanos decorrentes da expansão para o Oeste. Somadas à intuição de Upjohn no uso de materiais, essas práticas produziram (...) igrejas de madeira com personalidades verdadeiramente características (...) [tal como seu melhor trabalho, a] Igreja de St. John Chrysostom (1851-3), em Delafield, Wisconsin: sua economia radical e a elegância de seus planos e linhas chegando perto da abstração. As igrejas de Upjohn vão além da eclesiologia. Elas ilustram os Princípios Verdadeiros do Gótico valorizados pela arquitetura americana: a explicitação, a utilidade, a verdade dos materiais, e um sentido de harmonia com a paisagem. Esses temas se mostrariam recorrentes.

    BROOKS, Chris. [1999] The Gothic Revival.
    London, Phaidon.

    CRONOLOGIA

    • 1802 - Nasce em Shaftesbury, Inglaterra, filho de uma família de classe média baixa. Seu pai era agrimensor e corretor de imóveis
    • 1815 - Por volta desta data, inicia seu aprendizado em marcenaria. Será aprendiz por cinco anos.
    • 1828 - Nasce seu filho Richard Michel Upjohn – também destinado a ser um arquiteto importante.
    • 1829 - Endividado e com o insucesso de seu negócio, muda-se com a família para os Estados Unidos, estabelecendo-se, inicialmente, em New Bedford, Massachusetts. Estabelece-se como carpinteiro.
    • 1836 - Obtém a nacionalidade norte-americana. Trabalha em diversos projetos de igrejas.
    • 1839 - Inicia o projeto da Trinity Church, em Nova Iorque, cujo término se dará em 1846. Com o êxito desta obra, projeta-se como arquiteto.
    • 1840 - Construção da Church of the Ascension, em Manhattan, Nova Iorque.
    • 1845 - Começa a construção da Grace Church em Providence, Rhode Island.
    • 1852 - Publica o Upjohn's rural architecture: Designs, working drawings and specifications for a wooden church, and other rural structures”; livro que exercerá um profundo impacto na arquitetura eclesiástica Americana.
    • 1853 - Projeto e construção — executados por pai e filho —, da Igreja de São João Crisóstomo em Delafiel, Wisconsin. A igreja é considerada uma obra prima de um estilo às vezes chamado de Carpenter Gothic; ou seja, “Gótico Carpinteiro”, que veio a se tornar bastante popular nos Estados Unidos.
    • 1857 - Funda, junto a treze outros arquitetos, o American Institute of Architects, assumindo a presidência (que mantém por quase vinte anos).
    • 1878 - Morre em Nova Iorque, deixando como legado, entre outras obras, diversas igrejas construídas nos estilo Neogótico e Italiano.

    OBRAS

    Grace Church, Rhode Island.

    St. John Chrysostom Church, Wisconsin.

    Trinity Church, NY.

    Church of the Ascension, Manhattan.

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    ROZANOVA, Olga

  • MACKINTOSH, Charles R.

  • MACKINTOSH, Charles R.

    Charles Rennie Mackintosh

    Charles R. Mackintosh (1868 - 1928)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)
    • Designer

    "A influência de Mackintosh pode ser percebida nos complexos e delicados ornamentos de ferro fundido de Antoni Gaudí, encontrados em diversas de suas construções em Barcelona. Também pode ser vislumbrada nas peças de Hector Guimard, que ainda adornam o Metrô de Paris.”

    TODD, Pamela. [2004]
    The Arts and Crafts Companion.
    London, Thames & Hudson

    CRONOLOGIA

    • 1868 - Nasce em Glasgow, Escócia.
    • 1883 - Ingressa na Glasgow School of Arts.
    • 1884 - Torna-se aprendiz do arquiteto John Hutchison, trabalhando ao seu lado por cinco anos.
    • 1889 - Trabalha no escritório Honeyman & Keppie, onde conhece Herbert MacNair.
    • 1894 - Realiza projetos com MacNair e as irmãs Margaret e Frances Macdonald. Juntos, eles passam a ser conhecidos como o grupo “The Four”.
    • 1895 - Projeta a Martyrs' Public School.
    • 1896 - Ganha o concurso para projetar o novo prédio da Glasgow School of Arts.
    • 1897 - Projeta a Queen’s Cross Church em Glasgow.
    • 1899 - Projeta a casa Windyhill em Kilmacolm, para seu amigo William Davidson.
    • 1900 - Casa-se com Margaret Macdonald.
    • 1902 - É chamado para construir a Hill House em Helesburgh, para o editor Walter Blackie.
    • 1914 - Muda-se para Londres, onde passa a trabalhar projetando móveis e fazendo design de interiores.
    • 1920 - Abandona a arquitetura para dedicar-se à pintura.
    • 1923 - Muda-se para Port Vendres, sul da França, onde pinta uma série de aquarelas.
    • 1928 - Morre em Londres, aos 60 anos, vítima de câncer.

    OBRAS

    The Harvest Moon, 1892.

    Prédio da Scotland Street School, Glasgow, 1906.

    Armário, 1902

    The Fort, 1926.

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  • Beaux-Arts

  • Beaux-Arts

    Jean Auguste Dominique Ingres
    L'Apothéose d'Homère, 1827

    ATUAÇÕES

    • França

    [O Beaux-Arts foi] uma prática artística estabelecida em 1648 com a fundação da Académie royale de peinture et de sculpture e à qual se deu continuidade com a École des beaux-arts. Foi levada a cabo por jovens artistas em início de carreira e por outros, já reconhecidos entre seus pares. Tinha como pilares a busca pelo Humanismo e pela Verdade na Arte e desenrolou-se tendo como patrono um dos mais refinados e celebrados poetas de todos os tempos — Homero. Apesar de muitas hesitações e dúvidas, as obras que [essa tradição] produziu explicitam a recorrência de temas, hábitos e ideais ao longo de muitas gerações. Um estudante que tivesse frequentado a École des beaux arts no século XIX, ou mesmo no século XX, estaria justificado ao afirmar, no que diz respeito à leitura de Homero, ser descendente direto de Charles Le Brun (1619-1690; figura chave na fundação da Académie Royale e entusiasta do classicismo num momento em que o barroco predominava na Europa). Não obstante as revoluções e golpes de estado, a aquisição de um novo nome, novas instalações e os auspícios de diferentes administradores, até 1968 a École manteve-se fiel à forma como se praticava arte no século XVII. (...)

    SCHWARTZ, Emmanuel. [2005]
    The Legacy of Homer.
    Yale University Press, 2005. p. 59.

    OBRAS

    Charles Follen McKim
    Pennsylvania Station, 1910

    John Russell Pope
    Thomas Jefferson Memorial Museum (interior), 1943
    © Fotografia de Jason Hussong, 2013

    Louis Henry Sullivan
    Auditorium Building (teatro), 1889
    © Fotografia de Petr Kratochvíl, 2011

    Henri Labrouste
    Biblioteca Sainte-Geneviève (vestíbulo), 1851

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  • GAUTHIER, Camille

  • GAUTHIER, Camille

    Camille Gauthier

    Camille Gauthier (1870-1963)
    © Musée de l'École da Nancy

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Designer de Móveis
    • Designer Gráfico
    • Ebenista
    • Marceneira(o)

    Après un début de carrière orientée vers la création de pièces uniques, Camille Gauthier s'est tourné vers la production en série d'un mobilier pratique et usuel. Ses meubles d'un coût faible ont pu être acquis par une clientèle moins aisée, également moins formée au goût moderne. Il a permis ainsi au mouvement artistique nancéien et à son inspiration naturaliste d'être diffusés auprès d'un large public. Dans ces modes de production, Gauthier se rapproche de l'ébéniste belge Serrurier-Bovy dont il a peutêtre croisé le chemin lors des concours de mobilier à bon marché organisés à Paris.

    Dans ces choix, l'ébéniste nancéien n'est pas isolé mais rejoint les objectifs de plusieurs artistes qui, en France, cherchent à créer « un nouvel art domestique destiné aux classes moyennes et au monde ouvrier 19 ». Fondée en 1895 à Paris, la Société des Cinq devenue deux ans plus tard l'Art dans Tout préconisait l'adaptation des créations modestes aux besoins modernes et aspirations esthétiques de l'époque, facilitées par l'intervention de la machine dans la fabrication.

    Camille Gauthier reste sans conteste l'artiste de l'Ecole de Nancy dont les productions et les méthodes de diffusion ont été les plus proches du postulat du critique d'art Roger Marx : « Rien sans art » et « art pour tous ». Elles ne dérogent pas non plus à un des souhaits exprimés dans l'Avant-propos des Statuts de l'Ecole de Nancy publié en février 1901 selon lequel « L'enseignement de l'Ecole de Nancy a pour objet de conserver au produit moderne français, tant aux objets de simple utilité qu'à ceux du luxe, le sens de la logique dans la construction, dans l'emploi rationnel des matériaux, l'instinct pratique de la convenance et du confort, sous une parure d'élégance, de beauté et d'intellectualité ».

    CRONOLOGIA

    • 1870 - Nasce na comuna de Norroy-les-Pont-à-Mousson, filho de um agricultor.
    • 1888 - Ingressa, aos 18 anos, na École des Beaux-Arts de Nancy. Frequenta as aulas do então diretor da instituição, Jules Larcher, parte da divisão de Antique et Nature do curso. A formação acadêmica que recebe baseia-se em grande parte na cópia de obras-primas da escultura Clássica e Renascentista.
    • 1890 - Gradua-se na École des Beaux-Arts. No mesmo ano, Camille conquista o prêmio Georges Jacquot, distinção concedida a jovens designers que parecessem promissores à Indústria.
    • 1891 - Dá continuidade a seus estudos na École des Arts Décoratifs de Paris.
    • 1893 - Retorna a Nancy, onde é contratado por Louis Majorelle como designer e ocupa-se principalmente dos trabalhos em marchetaria. Pouco tempo depois, a firma de Majorelle participa da Exposition d'Art Décoratif Lorrain, 1894, ocasião que marca uma mudança de rumos: em paralelo à confecção de móveis historicistas, a Maison Majorelle decide produzir também mobiliário no estilo nouveau.
    • 1901 - Tendo deixado a Maison Majorelle, estabelece um ateliê próprio na rue d'Auxonne, 8.
    • 1904 - Une forças com Auguste Poinsignon. A firma, agora sob o nome de Gauthier-Poinsignon, contaria com máquinas importadas dos Estados Unidos e um enorme mostruário, iluminado inteiramente por eletricidade. No mesmo ano, Gauthier é chamado a ilustrar a capa dos impressos postais vendidos pelos Etablissements Bergeret, além de projetar os catálogos de móveis distribuídos pela própria firma.
    • 1908 - A injeção de capital advinda da nova parceria e o subsequente investimento em maquinário pelos sócios faz com que seja possível produzir móveis de qualidade a preços reduzidos. A firma prospera; no ano de 1908, contando com dois escritórios, dois ateliês e uma galeria de exposições própria, empregavam ainda quarenta e três pessoas, responsáveis por serviços técnicos e administrativos.
    • 1909 - A firma participa da Exposição Internacional da França Oriental, em Nancy. A Gauthier-Poinsignon participava ativamente das manifestações artísticas ligadas à École de Nancy, tendo exposto diversos móveis em exibições passadas.
    • 1924 - Por ocasião da morte de Auguste Poinsignon, Gauthier vende a sociedade para Charles Delfour. Delfour dá continuidade à produção de mobiliário e à distribuição de catálogos — importante suporte de vendas — mantendo o nome de Gauthier-Poinsignon.
    • 1963 - Morre Camille Gauthier, tendo devotado os últimos anos de sua vida à pintura. O objeto de interesse de seus quadros — a pré-História — teria sido incentivado pelo contato com o padre Henri Breuil, famoso estudioso do período.

    OBRAS

    Sellette tripode en étagère d'applique à trois plateaux, 1901

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  • BURGES, William

  • BURGES, William

    William Burges

    William Burges (1827 - 1881).

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)
    • Designer de Produto

    [Ele foi] o mais deslumbrante expoente daquele Sonho que foi o Estilo Vitoriano Tardio. Um Sonho que [Augustus] Pugin concebeu, que [Dante Gabriel] Rossetti e [Edward] Burne-Jones pintaram, cujas glórias cantou [Alfred] Tennyson; e cuja filosofia foi formulada por [John] Ruskin e [William] Morris. Mas apenas Burges foi capaz de construí-lo".

    CROOK, Joseph Mordaunt. [2013]
    William Burges: And the High Victorian Dream.
    Frances Lincoln; Revised Edition.

    CRONOLOGIA

    • 1827 - Nasce em Londres, Inglaterra.
    • 1839 - Ingressa na King’s College School, em Londres, onde foi contemporâneo de Dante Gabriel Rossetti, pintor e poeta inglês.
    • 1843 - Começa a estudar Engenharia na King's College London.
    • 1844 - Larga os estudos para juntar-se ao escritório de Edward Blore, arquiteto de grande reputação.
    • 1849 - Vai para o escritório de Matthew Digby Wyatt, onde trabalha desenhando artigos medievais metálicos para o livro Metalwork de Wyatt, assim como na Medieval Court para a Grande Exposição de 1851.
    • 1851 - Começa a trabalhar com Henry Clutton em seu Remarks with Illustrations on the Domestic Architecture of France.
    • 1855 - Faz projetos premiados para a Lille Cathedral, e Crimea Memorial Church, porém nenhum dos dois é realizado.
    • 1859 - Começa a trabalhar com Ambrose Poynter projetando o Maison Dieu, em Dover, Inglaterra (finalizado em 1861).
    • 1862 - Começa a projetar a St Fin Barre's Cathedral, em Cark, Irlanda, seu primeiro projeto eclesiástico importante.
    • 1865 - Conhece Marques de Bute, que se tornaria posteriormente o seu maior patrono arquitetônico.
    • 1868 - Faz parte da equipe da reconstrução do Cardiff CastleClock Tower de aproximadamente 46 metros de altura.
    • 1872 - Apresenta um esquema com a completa reconstrução do Castell Coch, que devido à atraso, só se inicia em 1875.
    • 1874 - É contratado para projetar parte do Trinity College em Hartford, Connecticut, nos EUA.
    • 1875 - Inicia a construção de sua própria casa, The Tower House, em Londres.
    • 1881 - Morre, aos 53 anos, em Londres, Inglaterra.

    OBRAS

    Cúpula do Arab Room, no Cardiff Castle.

    St Finbarre's Cathedral, Cork, Ireland.

    Decanter, 1865. Prata e vidro - London.

    Campus Trinity College, 1873-1874.

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  • DASSON, Henry

  • DASSON, Henry

    Henry Dasson

    Henry Dasson (1825 - 1896)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Ebanista
    • Escultor(a)
    • Marceneira(o)
    • Mestre de Fundição (Bronze)

    Se falássemos de um mestre de fundição de bronzes a certos amadores acostumados a confundir arte com arqueologia, eles não nos pediriam para ver suas obras; perguntariam a data de seu nascimento e o ano de sua morte. Se, por acaso, o referido fundidor tivesse nascido — como [Charles] Crozatier —, no início deste século, sorririam amarelo encolhendo desdenhosamente os ombros. E pior: se o dito fundidor tivesse o azar de viver neste exato momento (em que dele se fala), como é o caso de Henry Dasson, nem mesmo seu nome estariam interessados em saber.
    Não somos vítimas desse tipo de preconceito. É provável que Benvenuto Cellini tivesse contemporâneos que o tivessem desprezado (em nome da arqueologia) e que muitos acreditem que o próprio Crozatier já é coisa do passado. Mas sobre Henry Dasson: após examinar sua obra com atenção, estamos convencidos de que, muito em breve, [...] seus trabalhos serão tão admirados que muitos esquecerão de associá-los a seu nome. Isso talvez provoque nele [não sabemos como o sr. Dasson reage a elogios] (...) um tipo de vaidade anônima... A mais refinada de todas as vaidades... Aquela vaidade dos que, escondidos na multidão, são capazes de delicadamente recolher os mais deliciosos elogios daqueles que ignoram que o criador daquilo que admiram está presente.

    L. BRUNÉO. [1883]
    Le Panthéon de l'Industrie.
    Paris, 9e année, nº 438.

    CRONOLOGIA

    • 1825 - Nasce em Paris, filho de um sapateiro.
    • 1840 - É matriculado na École Turgot, recém inaugurada em 1839. Lá, torna-se aluno do escultor Justin-Marie Lequien.
    • 1854 - Casa-se com a colorista Pauline Dussob. Por volta dessa época, começa a exercer a relojoaria como ofício, sob a orientação do mestre relojoeiro mecânico Jean-François Arnoux.
    • 1867 - Assume o negócio de Carl Drechsler — ebanista pouco conhecido, que por sua vez assumira o atelier do mestre de fundição Charles Crozatier —, e começa a ter sua reputação reconhecida. Durante um breve período associa-se a Émile Godeau, produzindo artefatos de bronze e relógios.
    • 1871 - Adquire os negócios do mestre marceneiro Charles-Guillaume Winckelsen, depois de este ter falecido no ano anterior. Ao dar continuidade à tradição de Winckelsen, envolve-se na produção de mobiliário de alta qualidade. Em meio à crescente popularidade que os estilos historicistas haviam adquirido a partir da metade do século XIX, obtém grande sucesso com suas réplicas.
    • 1878 - Participa, com criações nos estilos Louis XV e XVI, da Exposição Universal de Paris. Entre elas, estaria sua celebrada cópia do Bureau du Roi. No mesmo ano, em 24 de junho, o jornal La Liberté publica uma nota descrevendo seu atelier na rua Vieille-du-Temple, 106: "As oficinas estão no fundo do jardim o qual o sr. Dasson se diverte povoando com estátuas. [Lá] trabalham 60 artesãos e ainda uns 40 são indiretamente empregados. Não é preciso dizer que todos são artistas extremamente talentosos".
    • 1883 - Participa da Exibição Internacional de Amsterdã. No mesmo ano, recebe a condecoração de cavaleiro da Légion d'Honneur, prêmio em reconhecimento pela qualidade de sua obra.
    • 1889 - É laureado com o Grand Prix Artistique da Exposição Universal de Paris.
    • 1894 - Encerra suas atividades e fecha a firma H. Dasson & Cie, realizando no local um grande leilão.
    • 1896 - Morre em Paris, aos 71 anos de idade. É enterrado no cemitério Père Lachaise, sob um busto de bronze assinado J. Dallier.

    OBRAS

    Criança brincando com ganso, 1876

    Relógio com putto de pé

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    MOLLINO, Carlo

  • HOHENSTEIN, Adolfo

  • HOHENSTEIN, Adolfo

    Adolf Hohenstein

    Adolfo Hohenstein.

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Cenógrafa(o)
    • Ilustrador(a)
    • Pintor(a)

    OBRAS

    Capa da primeira edição da partitura de piano da ópera Tosca, de Puccini.

    Pôster de propaganda dos fabricantes de sabonete Chiozza e Turchi, de 1899.

    Pôster de propaganda Fiammiferi senza fosforo del Dottor Craveri.

    Projeto para o cenário do segundo ato da estréia de La bohème

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    RAMS, Dieter

    ROGERS, Richard

  • PUIG, Josep

  • PUIG, Josep

    Josep Puig i Cadafalch

    Josep Puig i Cadafalch (1867 - 1956).

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)
    • Historiador(a)
    • Política(o)
    • Professor(a)

    "Os arquitetos catalãos do início do século XX (...) projetaram uma série de edifícios que recriavam construções históricas dos países do norte europeu. (...) Todas essas construções não eram apenas produtos casuísticos do gosto historicista desses arquitetos de Barcelona, mas também uma declaração explícita da proximidade da cultura e da sociedade Catalã com a Europa – e em contraste com o resto da Espanha”.


    LUNA-GARCIA, Antonio. “Just another coffee”. in:
    CRONIN, A. & HETHERINGTON, K. [2008]
    Consuming the Entrepreneurial City.
    New York, Routledge

    CRONOLOGIA

    • 1867 - Nasce em Mataró, Espanha.
    • 1891 - Termina seus estudos na Escuela Provincial de Arquitectura, de Barcelona e volta para Mataró para assumir o posto de Arquiteto Municipal.
    • 1896 - Deixa o posto de Arquiteto Municipal. Envolve-se progressivamente com a política Nacionalista Catalã de Enric Prat de la Riba.
    • 1897 - Torna-se professor de Hidráulica e de Resistência de Mateirais na Escuela Superior de Arquitectura. [Data aproximada]
    • 1898 - Projeta a Casa Amatller, em Barcelona.
    • 1900 - Além de dedicar-se à Cátedra e aos trabalhos de arquitetura (e estudos de Arqueologia) envolve-se progressivamente com a política, desempenhando diversos cargos no Governo.
    • 1905 - Projeta a Casa de les Puntxes, em Barcelona.
    • 1917 - Sucede Enric Prat de la Riba como Presidente do Governo Catalão. Desenvolve projetos de melhoria de museus, escolas, rodovias e agricultura.
    • 1921 - Termina a reforma do edifício Casa Pich i Pon, inspirado na obra do arquiteto americano Louis Sullivan.
    • 1923 - Destituído da Presidência do Governo Catalão pelo golpe militar de Primo de Rivera, passa a dedicar-se aos estudos de Arqueologia.
    • 1929 - Participa da Exposição Universal de Barcelona como arquiteto principal.
    • 1936 - Durante a Guerra Civil Espanhola exila-se em Paris, onde dá classes magistrais e consolida seu prestígio internacional.
    • 1940 - De volta à Espanha, vê-se proibido pelo novo regime de trabalhar como arquiteto.
    • 1942 - Torna-se Presidente do Institut d’Estudis Catalans, cargo que ocupará até sua morte.
    • 1956 - Morre em Barcelona aos 89 anos.

    OBRAS

    Casa Amatller, 1900

    Casa de les Punxes, 1905

    Fàbrica Casaramona, 1911

    Obra Les Quatre Columnes, Barcelona, 1919

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    BRANDT, Marianne

  • HUBBARD, Elbert Green

  • HUBBARD, Elbert Green

    Elbert Green Hubbard

    Elbert Green Hubbard, (1856 - 1915).

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Editor(a)
    • Filósofa(o)

    "Não seria totalmente inapropriado dizer que Elbert Hubbard era um gênio do marketing; Muitos o consideram como o avô do marketing. [...] em 1857 Silas- pai dele- mudou-se para Hudson, em Illinois, onde Elbert juntamente com seus irmão frequentaram uma escola pública local. Ele não possuía nenhuma ambição durante seus anos escolares, tudo que ele queria era e tornar um renomado jogador de damas da sua cidade. Ele deu o mínimo de atenção para a escola, mas não conseguia evitar a religião, através da qual ele recebeu doses triplas de orações dos familiares de seu pai [...]. Elbert nunca se submeteu ao batismo e em seus últimos escritos ele disse que religião era como uma muleta que tirava a auto-confiaça do homem."

    American National Biography & Famous Authors.

    CRONOLOGIA

    • 1856 - Nasce em Bloomington, Illinois, nos EUA.
    • 1875 - Muda-se para Buffalo para trabalhar para a Larkin Co.
    • 1881 - Casa-se com Bertha Crawford.
    • 1890 - Escreve "The Man: A Story of Today.", utilizando o pseudônimo Aspasia Hobbs, enquanto escrevia artigos para os jornais.
    • 1892 - Vende suas ações e deixa a Larkin Co. No mesmo ano, escreve o primeiro livro carregando seu nome: One Day: A Tale of the Prairie.
    • 1893 - Vai para Harvard como um estudante especial em Setembro.
    • 1894 - Escreve o primeiro Little Journeys, sobre G. Elliot e J. Ruskin.
    • 1895 - Funda a Roycroft, uma comunidade reformista de artistas e trabalhadores do movimento Arts and Crafts nos EUA, junto com sua primeira esposa, Bertha Crawford Hubbard.
    • 1899 - Escreve Message to Garcia, que o torna ainda mais famoso.
    • 1904 - Casa-se com Alice Moore.
    • 1914 - Cria um projeto Roycroft school.
    • 1915 - Morre em um navio torpedado pelos alemães na costa Irlandesa.

    OBRAS

    A Message to Garcia.

    Capa da revista The Philistine, 1895

    Little Journeys, Great Scientists.

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  • HOOD, Raymond

  • HOOD, Raymond

    Raymond Mathewson Hood

    Raymond Hood (1881 - 1934)

    ATUAÇÕES

    ATUAÇÕES

    • Arquiteta(o)

    LEITURA RECOMENDADA

      OBRAS

      American Radiator Building, 1924

      30 Rockefeller (lobby)
      © Foto por Robert Lightbody, 2015

      Rockefeller Center, 1939

      Tribune Tower, 1925
      © Foto por Mariano Mantel, 2016

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      MICHELAZZI, Giovanni

    • Afrofuturismo

    • Afrofuturismo

    • MORRIS, William

    • MORRIS, William

      William Morris

      William Morris (1834 - 1896)

      ATUAÇÕES

      ATUAÇÕES

      • Ativista Político
      • Designer Têxtil
      • Empresária(o)
      • Poeta
      • Romancista
      • Vitralista

      Apolítico ferrenho, Rossetti influenciou Morris a silenciar sua inconveniente consciência social e a adotar uma filosofia estética do tipo “arte pela arte”. Enfeitiçado por Rossetti, Morris escreveu em 1856: ‘Não consigo interessar-me por temas político-sociais. (...) Não tenho nem o poder e nem a vocação para corrigi-los minimamente. Meu trabalho é a realização de sonhos, de uma maneira ou de outra’.”

      BURDICK, John. [2006]
      William Morris: Redesigning the World.
      New York, New Line Books

      CRONOLOGIA

      • 1834 - Nasce em Walthamstow, distrito localizado ao nordeste de Londres.
      • 1853 - Inicia estudos de Teologia na Universidade de Oxford, lá permanecendo até 1855.
      • 1857 - Inicia-se em pintura, guiado pelo conhecido pintor Pré-Rafaelita Dante Gabriel Rossetti.
      • 1858 - Escreve seu primeiro livro de poemas: The Defense of Guinevere and Other Poems.
      • 1861 - Funda, junto com Dante Gabriel Rossetti, Edward Burne-Jones, Ford Madox Brown, Charles Faulkner, P.P. Marshall e Philip Webb, a Morris, Marshall, Faulkner & Co. A loja, produtora de mobiliário e artes decorativas inspirados na Idade Média, funcionará entre 1861 e 1875 quando será sucedida pela Morris & Co.
      • 1862 - Começa a desenhar papéis de parede, atividade em que se destacou.
      • 1864 - Lança os papéis de parede Daisy, Fruit e Trellis.
      • 1875 - Reestrutura a sociedade da Morris, Marshall, Faulkner & Co. e funda a Morris & Co.; loja de venda de produtos de Arts & Crafts.
      • 1877 - Funda a Society for Protection of Ancient Buildings.
      • 1883 - Torna-se membro da Social Democratic Federation; o primeiro Partido Socialista Britânico.
      • 1891 - Estabelece a Kelmscott Press, que produzirá livros a mão, sendo o primeiro título The True Nature of Gothic, de John Ruskin. A Kelmscott produzirá, ao todo, 53 títulos de edições limitadas.
      • 1896 - Morre em Londres, aos 62 anos.

      OBRAS

      Logotipo da Kelmscott Press, 1891

      Papel de parede "Pimpernel", 1876

      Papel de parede "Achanthus", 1875

      Vitral para a Igreja da Trindade em Boston, 1882

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    • Paling Stijl

    • Paling Stijl

      Estilo Enguia

      Baigneuse I (1899).

      Em cada país o Art Nouveau recebeu umnome ou versão diferente: na Alemanha foi chamado Jugendstil (“estilo da juventude”); na Catalunha, Modernisme; na Áustria, Sezessionstil (referência à Secessão Vienense); na Bélgica, Paling Stijl (“estilo enguia”) e Style des Vingt (de Os Vinte); em Portugal, Arte Nova; na Rússia, Stil’ Modern; e na Itália, Stile Nouille (“estilo macarrão”), Stile Liberty (alusão à loja de departamentos Liberty, de Londres, que vendia tecidos estampados neste estilo) e Stile Floreale (ou estilo dos lírios ou estilo das ondas). O design e a arquitetura Art Nouveau caracterizavam-se por enfatizar a linha ondulante, figurativa, abstrata ou geométrica, tratada com ousadia e simplicidade [...]."

      DEMPSEY [2003] & HEYL [2009]
      Revista Imagem, artigo 72.

      CRONOLOGIA

      • 1890 - Surge em Bruxelas, e vai se espalhando pelo mundo.

      OBRAS

      Hotel Tassel (interior) - Victor Horta.

      Bureau Bonheur du jour - Gustave Serrurie-Bovy (1898).

      Rajah - Henri Privat-Livemont (1899).

      Fachada da casa Ciamberlani - Paul Hankar (1897).

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    • Jugendstil

    • Jugendstil

      Jugendstil

      Otto Eckmann
      Capa da revista Jugend, 1896.

      Em termos dos seus impactos arte-históricos, o Jugendstil e a Secessão Vienense são frequentemente descritos como a expressão estilística e estética de uma emigração interna, um afastamento das esferas privadas dos indivíduos. Não obstante, inicialmente, a insatisfação com as circunstâncias contemporâneas foi o impulso dominante que levou a minoria dos artistas a difundir uma oposição romântica contra o tradicionalismo, o ecleticismo e o historicismo mirabolante. Tal descontentamento levou Georg Hirth, publicador da revista Jugend (Juventude), a reafirmar que o termo ”Jugendstil” não se referia ao nascimento de um estilo, mas na verdade um princípio de emancipação e do domínio exclusivo da inutilidade e do sentimento artístico.”

      BRANDSTÄTTER, Christian. [2006]
      VIENNA 1900: Art, Life & Culture. [p.33]

      CRONOLOGIA

      • 1892 - O movimento é inciado em Munique, na Alemanha, quebrando paradigmas históricos e estilísticos da Academia. E além disso, os participantes denomina a Associação como Secessão de Munique.
      • 1896 - É inaugurado o Jugend, jornal da Associação, tornando-se uma das revistas semanais mais influentes sobre o novo estilo. Sua influência foi muito importante, trazendo à tona os motivos florais, com arabescos, linhas e tipografias marcantes.

      OBRAS

      Hans Christiansen
      Andromedia, ilustração para Jugend, 1898.

      Otto Eckmann
      Maple wood and leather armchair, 1898.

      Julius Klinger
      Cravates Hermanns & Froitzheim, 1911.

      Richard Riemerschmid
      Ball Pitcher, 1902.

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      GODWIN, Edward William

    • BEHRENS, Peter

    • BEHRENS, Peter

      Peter Behrens (1868-1940)

      ATUAÇÕES

      OBRAS

      Chaleiras Elétricas, 1909.

      Table Fan, 1908.

      Two Faces Kissing, 1898.

      Sala de Jantar Wertheim, 1902.

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    • LETHABY, William R.

    • LETHABY, William R.

      William Richard Lethaby

      William Lethaby (1857 - 1931)

      ATUAÇÕES

      ATUAÇÕES

      • Arquiteta(o)
      • Autor(a)
      • Designer
      • Professor(a)
      • Teórica(o)

      Apesar de sua pouca educação formal, Lethaby tornou-se um educador bem sucedido de arquitetos; professor de Ornamento e Design no Royal College of Arts de 1900 a 1919 e autor de diversos livros. Ao longo de sua carreira, Lethaby manteve-se leal a Morris e a Webb e, através destes, a Ruskin, apesar de reinterpretar alguns aspectos do legado destes autores”.

      NELSON, Robert. [2004]
      Hagia Sophia, 1850-1950: Holy wisdom modern monument.
      Chicago, University of Chicago Press

      CRONOLOGIA

      • 1857 - William Richard Lethaby nasce em Barnstaple, Devon, Reino Unido.
      • 1877 - Depois de estudar na Royal Academy Schools, em Londres, trabalha sob orientação do arquiteto Richard Norman Shaw.
      • 1881 - Torna-se assistente principal de Richard Norman Shaw.
      • 1884 - Funda, junto com outros 14 arquitetos e designers, a Art-Worker’s Guild.
      • 1889 - Monta seu próprio escritório de arquitetura.
      • 1894 - Lethaby é nomeado Inspetor de Arte do Conselho de Educação Técnica, do recém formado London County Council.
      • 1896 - É indicado para o cargo de co-orientador na Central School of Arts and Crafts, em Londres, onde se tornaria diretor adjunto, permanecendo até 1911.
      • 1900 - Nomeado primeiro professor de Arte, no Royal College of Art.
      • 1915 - Torna-se Membro Fundador da Design and Industries Association.
      • 1931 - Morre, na Inglaterra, aos 74 anos.

      OBRAS

      Fachada de prédio na rua Colmore Row, 1900

      Detalhe no piso de mármore do Batistério de São João, 1912

      Detalhe no telhado, Igreja de Todos os Santos, 1902

      Igreja de Todos os Santos, Brockhampton, 1902

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      CAMPANA, (irmãos)

    • ENDELL, August

    • ENDELL, August

      August Endell

      August Endell, (1871 - 1925)

      ATUAÇÕES

      ATUAÇÕES

      • Arquiteta(o)
      • Designer
      • Escultor(a)
      • Teórica(o)

      "Endell foi um dos primeiros artistas a protestar contra o Naturalismo e o Realismo nas Artes Visuais. (...) [Ele] defendia abertamente aquilo que mais tarde seria chamado de Arte Abstrata. Enfatizava que a natureza não era um livro de padronagens para os artistas. A Arte não ‘está na natureza em nenhum momento; trata-se de algo completamente diferente’. A Arte deveria estar apoiada na ‘sensação de prazer’ e na ‘alegria pura da forma e da cor’.”

      FRISCH, Walter. [2007]
      German Modernism: Music and the Arts.
      Los Angeles, University of California Press

      CRONOLOGIA

      • 1871 - Nasce em Berlim, na Alemanha.
      • 1892 - Muda-se para Munique, onde estuda Estética, Psicologia e Filosofia, influenciado pelo psicólogo Theodor Lipps.
      • 1896 - Entra em contato com Hermann Obrist, que o convence a abandonar a carreira acadêmica para se tornar um artista autodidata.
      • 1896 - Trabalha por um ano na decoração do estúdio fotográfico Elvira, trabalho arquetípico do Jugendstil.
      • 1896 - Publica o texto Um die Schönheit, ilustrando um caminho para a arte abstrata.
      • 1901 - Constrói o teatro Buntes em Berlim, com aspectos que fazem lembrar seu trabalho em Munique.
      • 1904 - Funda a Schule für Formkunst, em Berlim.
      • 1905 - Trabalha por um ano na construção do prédio Neumannschen Festsäle, obra onde introduziria elementos mais geométricos.
      • 1913 - Termina a construção de um hipódromo para corrida de trote em Mariendorf, Berlim, obra com um estilo mais simples e objetivo.
      • 1918 - Nomeado diretor da Akademie für Kunst und Kunstgewerbe, em Breslau.
      • 1925 - Morre em Berlim, aos 54 anos.

      OBRAS

      Fachada do Atelier Elvira, Munique, 1898

      Atelier Elvira, Munique, 1898.

      Hackescher Höfe, Berlim, 1907.

      Hackescher Markt, Berlim, 1907.

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      GEHRY, Frank

    • DE FEURE, Georges

    • DE FEURE, Georges

      Georges de Feure

      Georges de Feure (1868 - 1943)

      ATUAÇÕES

      ATUAÇÕES

      • Decorador(a)
      • Designer
      • Entalhador(a)
      • Litogravurista
      • Pintor(a)

      "If the word 'feminine' can be used at all about applied art, then it can aptly be used to describe the work of Georges de Feure. Not only does he place his slender graceful female forms on posters and screens, and anywhere else he can put them, but his neat objects are designed so gracefully and so airly as though they were all intended for a female hand."


      MADSEN, Stephan Tschudi. [2007]
      The Art Nouveau Style.
      Nova Iorque, Dover

      CRONOLOGIA

      • 1868 - Nasce em Paris, na França.
      • 1870 - Georges e sua família partem da França devido a Guerra Franco Prussiana.
      • 1886 - Ingressa na Royal Academy of Visual Arts, em Amsterdam.
      • 1890 - Retorna a Paris, onde torna-se pupilo de Jules Chéret e produz cartazes para Salon Des Cent, Loie Fuller e Thermes Liegois.
      • 1893 - Continua a produção cartazes sob encomenda. No mesmo ano, expõe suas pinturas no Salon de la Rose Croix.
      • 1894 - É realizada exposição individual de seus trabalhos (dentre eles pinturas, cartazes, cerâmicas e móveis) na Société Nationale des Beaux-Arts, o que lhe traz notoriedade.
      • 1900 - Projeta o pavilhão da galeria de Siegfried Bing na Exposition Universelle de Paris, onde participa exibindo seus trabalhos. Uni-se à galeria L'Art Nouveau, e se torna chefe do Departamento de Design, nos anos seguintes.
      • 1901 - É nomeado Chevalier de la Légion d'honneur por sua contribuição para as Artes Decorativas.
      • 1912 - Muda-se para a Inglaterra, onde trabalha com Teatro, projetando cenários e figurinos com aproximação ao Art Decó.
      • 1924 - Projeta todos os móveis da casa de Madeleine Vionnet, em Paris.
      • 1925 - Projeta o pavilhão de Roubaix et Tourcoing na Exposition Internationale de Arts Décoratifs et Industriels Modernes.
      • 1928 - É nomeado professor na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris.
      • 1943 - Morre, aos 75 anos, em Paris na França.

      OBRAS

      Cristaleira, 1900.

      The Voice of Evil, 1895

      Móveis de sala.

      Sofá, 1900

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    • Arts & Crafts

    • Arts & Crafts

      Arts & Crafts

      William Morris
      Achanthus Wallpaper.

      ATUAÇÕES

      • Reino Unido

      O Movimento de Artes e Ofícios [Arts & Crafts] teve suas raízes nos anos finais da Grã- Bretanha do século XIX. Seus principais teóricos — homens como William Morris, C.R. Ashbee e W.R. Lethaby —, tiveram formação de arquitetos e trabalharam pela unidade das artes, acreditando que todos os empreendimentos criativos tinham o mesmo valor. Não apenas desejavam reformar o design como também restabelecer a qualidade do próprio processo de trabalho. Com a divisão do trabalho, a Revolução Industrial desvalorizou o ofício de artífice (craftsman) transformando-o em uma mera peça na engrenagem de uma máquina. O objetivo do Movimento de Artes e Ofícios era, nesse sentido, o de reestabelecer a harmonia entre arquiteto, designer e artífice. Desejavam também restaurar a perícia na produção de artefatos de uso quotidiano de forma que fossem não apenas bem projetados como também tivessem preços acessíveis".

      CUMMING, Elizabeth. [1991]
      The Arts and Crafts Movement.
      London, Thames & Hudson, 2002, p.6.

      OBRAS

      William De Morgan
      Tiles

      Charles Ashbee
      Decanter, 1904-1905.

      Edward Coley Burne-Jones
      An Angel Playing a Flageolet, 1878

      Walter Crane
      Neptune's Horses.

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      KLEE, Paul

      PIANO, Renzo

      TAKADA, Kenzo

      CARRÀ, Carlo

    • MOSER, Koloman

    • MOSER, Koloman

      Koloman Moser

      Koloman Moser (1868 - 1918)

      ATUAÇÕES

      ATUAÇÕES

      • Designer
      • Designer de Interiores
      • Designer de Jóias
      • Designer de Produto
      • Designer Gráfico
      • Pintor(a)

      Devemos dizer que ficamos muito impressionados quando entramos em contato pela primeira vez com este desenho feito por Kolo Moser, o qual foi o artista mais ativo na crescente arte de decoração de Viena por volta de 1900. Como um jovem artista, Moser começou sua carreira como ilustrador, especialmente para revistas de moda, onde conheceu Gustav Klimt. [...] ele influenciou toda uma geração de criadores Austríacos."

      GILLIS, Eric.
      eg-fineart.com

      CRONOLOGIA

      • 1868 - Nasce em Viena.
      • 1885 - Começa a estudar desenho e pintura na Academia de Belas Artes, em Viena Bildenden.
      • 1886 - Ingressa na Malerschule Allgemeine, onde estuda pintura.
      • 1893 - Estuda Design Gráfico na Kunstgewerbeschule, em Viena.
      • 1895 - Termina o curso de Design Gráfico e começa a trabalhar como freelancer, fazendo peças gráficas para editoras e influenciando as tendências progressistas de arte da sua época, produzindo objetos desenhados em vidro, móveis, metal e joias, bem como artigos de couro, têxteis, encadernações de livros e brinquedos infantis.
      • 1897 - Funda a Secessão Vienense, juntamente com Josef Hoffmann, Otto Wagner, Adolf Loos, Joseph Maria Olbrich e Gustav Klimt.
      • 1889 - Começa a trabalhar como professor, mas apenas recebe o cargo efetivo no ano seguinte, na Escola de Artes Aplicadas de Viena.
      • 1903 - Deixa a Secessão Vienense e junta-se novamente a Hoffman, e agora a Fritz Waernodorfer, e co-funda a Wiener Werkstatte, baseando-se no movimento de Arts and Crafts Britânico. A ideia seria fazer com que as artes plásticas e as artes decorativas e aplicadas estivessem sendo vista de maneira igualitária.
      • 1904 - Torna-se editor da revista chamada Ver Sacrum, tendo realizado por volta de 140 ilustrações, porém deixa o cargo para dar lugar a Klimt.
      • 1906 - Casa-se com Editha Mauthener von Markhof, herdeira de uma família de industrialistas que o ajuda com os empréstimos da Wiener Werkstatte, que na época passava por uma forte crise com uma dívida.
      • 1908 - Deixa a Wiener Werkstatte, por uma briga com Waernodorfer e passa a concentrar-se apenas em pintura.
      • 1911 - Apresenta pela primeira vez 53 de suas pinturas na Galerie Miethke, em Viena.
      • 1916 - Descobre que está com câncer.
      • 1918 - Morre em Viena.

      OBRAS

      Colar, 1904.

      Armchair (produzida juntamente com Josef Hoffman), 1903.

      Pôster para o Frommes Kalender, 1899.

      Vitral para a Igreja Steinhof em Viena.

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    • MARI, Enzo

    • MARI, Enzo

      Enzo Mari

      Enzo Mari (1932 - 2020)

      ATUAÇÕES

      ATUAÇÕES

      • Designer
      • Designer de Móveis
      • Escritor
      • Ilustrador
      • professor
      • Teórica(o)

      Mari não é um designer. Caso fosse, seus objetos não me fariam muita falta. Mari é, mais que isso, a consciência de todos nós; a consciência dos designers. Isso é o que importa".

      Alessandro Mendini.

      CRONOLOGIA

      • 1932 - Nasce em Novara, Piemonte, Itália, no dia 27 de abril.
      • 1952 - Ingressa na Academia di Brera, formando-se em Artes e Letras, com especialização em Psicologia da Percepção Visual.
      • 1957 - Interessa-se pelo Desenho Industrial e torna-se um autodidata, comercializando seu primeiro projeto à fábrica de móveis milanesa Danese.
      • 1963 - Torna-se coordenador do Gruppo Nuova Tendenza, que reúne artistas que trabalham com Arte Cinética [Op Art].
      • 1963 - No mesmo ano inicia uma carreira docente, ministrando cursos na Società Umanitaria di Milano. Segue a carreira de professor, em diversas instituições de prestígio, até o ano 2000.
      • 1967 - É laureado com o Compasso d'Oro, prêmio conferido desde 1964 pela Associazione per il Disegno Industriale, (ADI), por suas contribuição teórica às pesquisas em design.
      • 1967 - Ainda em 1967 inicia uma colaboração duradoura com a Ceramiche Gabbianelli. Sua Serie Elementare entrou em produção no ano seguinte.
      • 1970 - Publica, pelas Edizioni di Comunità, de Milão, o livro Funzione della Ricerca Estetica.
      • 1972 - Participa da exposição do MOMA Italy: The New Domestic Landscape. Apresenta, aí, seu vaso Pago Pago (projetado em 1969) que pode ser usado em pé ou de cabeça pra baixo (tendo seu aspecto estético alterado em função dessa escolha). A ideia é demonstrar a necessidade da flexibilidade dos produtos de design.
      • 1976 - Nomeado presidente da Associazione per il Disegno Industriale (ADI), função que ocupará por quatro anos.
      • 2000 - Recebe, da Royal Society of Arts, inglesa, o prêmio Royal Designers for Industry.
      • 2001 - Publica, pela Editora Bollati Boringhieri, o livro Progetto e Passione.
      • 2002 - É homenageado com uma Laurea Honoris Causa em Desenho Industrial pela Facoltà di Architettura del Politecnico di Milano.
      • 2008 - Publica, pela Rizzoli, o livro Lezioni di Disegno. No mesmo ano, recebe seu quinto Compasso d'Oro.
      • 2020 - No dia 19 de outubro morre, aos 88 anos, em Milão, em virtude de complicações decorrentes da infecção com a COVID-19.

      OBRAS

      Vaso Pago Pago. (1969)

      16 Animali. (1957)
      Projeto para a fábrica de mobiliário Danese.

      La Mela e la Farfalla. (2004)
      Livro infantil.

      Serie Elementare. (1968)
      Ceremiche Gabbianelli.

      A respeito da utilização das imagens leia o tópico Direitos de Propriedade Intelectual na página Termos de Uso.

      Introdução à História da Arte

    • Deutscher Werkbund

    • Deutscher Werkbund

      Associação Alemã de Artesãos

      Deutscher Werkbund Ausstellung - 1914

      CRONOLOGIA

      • A De -

      HAUSMANN, Raoul

      BERTOIA, Harry

    • ELMSLIE, George Grant

    • LALOUX, Victor

    • LALOUX, Victor

      Victor Laloux

      Victor Laloux (1850-1937)

      ATUAÇÕES

      ATUAÇÕES

      • Arquiteta(o)
      • Professor(a)

      Seu talento como professor era surpreendente: nenhuma distração desviava seu instinto infalível. Suas correções eram claras e suas observações eram formuladas ordenadamente. (...) Nenhum talento lhe parecia medíocre ou insignificante. Ele sabia explorar defeitos de tal maneira que, após sua intervenção, faziam-se tão preciosos quanto virtudes. Às vezes dizia a um aluno: “Amigo, seu esboço está maravilhosamente ruim. É graças a isso que o transformaremos em algo interessante”.

      Ele não se zangava quando alguém não seguia seus conselhos. Isso porque, entre as grandes qualidades de Victor Laloux, estava a de respeitar a pessoa humana em todos os seus atributos; sendo o mais nobre entre eles precisamente a liberdade.

      O ecletismo contido em suas opiniões sobre a arte e a autoridade de uma sinceridade indiscutível não prejudicavam a avaliação das obras submetidas a seu juízo. E ele respeitava essas obras sempre que as interpretasse como a expressão de um belo pensamento. No entanto, por causa do horror que tinha à vulgaridade, esse tipo de indulgência não era nem sistemática e nem se dava sem algumas reservas — como é possível demonstrar pelo comentário que fez a um de seus alunos: “Não temo a arte audaciosa dos jovens artistas que se atiram na direção de novas vias. Temo apenas que o culto à irracionalidade e ao mal-estar não seja, para a vulgaridade, mais do que um pretexto para produzir trabalhos vulgares”.

      LEMARESQUIER, C. [1937]
      Anuário da Académie des Beaux-Arts/Institut de France.
      Palais de l'Institut, Paris, 1937. p. 100.

      CRONOLOGIA

      • 185 - Nasce em Tours, na França.
      • 1867 - Laloux se forma na escola Descartes. Logo depois seu pai o leva para o escritório do arquiteto Léon Ruhard que, então, construiu o teatro de Tours.
      • 1870 - É chamado pra servir durante a Guerra de 1870. Porém ao retornar consegue retomar seus estudos com sucesso.
      • 1877 - Termina seus estudos e obtém diploma em Arquitetura, em novembro desse ano.
      • 1878 - É premiado com o Grand Prix de Rome. No mesmo ano trabalha nos edifícios antigos: templo de Vênus e Roma, e nos santuários de Olympia.
      • 1890 - Como professor, Laloux assume a direção do atelier de Louis-Jules André, logo após a morte de André. No mesmo ano é construída a basílica de Saint-Martin de Tours, primeiro grande trabalhao de Laloux.
      • 1895 - Início da construção das prefeituras de Roubaix e Tours, que só terminaria por volta do ano 1903.
      • 1898 - Laloux é chamado para projetar a Gare D’Orsay, que é construída dois anos depois em Paris.
      • 1922 - É premiado com a American AIA Gold Medal.
      • 1929 - É premiado com a RIBA Royal Gold Medal.
      • 1937 - Morre, aos 87 anos, em Paris, na França.

      OBRAS

      Hôtel de Ville (Prefeitura), Tours.

      Gare D’Orsay, atual Musée D’Orsay.

      Gare de Tours, Tours.

      Desenho em aquarela, com traços em grafite, 1880.

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